Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Arquivo de Dezembro de 2007

Feliz 2008

Feliz Ano Novo

É o que desejam os editores e colaboradores do Blog do Santinha!

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No próximo ano, voltaremos com força total:

Gols Antológicos do Santa Cruz (Inácio finalmente vai entregar os mp3);

Carnaval Tricolor - ou “como uma torcida insana faz festa, mesmo sem razão aparente”;

Loja Virtual - venderemos a camisa do Blog nos tamanhos GG Pança e beibe-look; Kit C da Sanfona Coral (uma latinha de aguardente, um pedaço de costela de bode torrada, charque, rapadura, passarinha, um copo de água mineral e um pedaço de papel higiênico); e as passagens para a Besta do C;

Caravana Coral - onde o Santa estiver, vamos atrás com gosto de gás;

Cobertura Ao Vivo da Série C e da tournée internacional do Santinha, com nossa equipe aditivada de colaboradores pelo Brasilsão afora - e por todo o planeta: Robson no Piauí, Márcio Borges no Ceará, Marco Aurélio no Rio Grande do Norte, Artur Perrusi na Paraíba, Profº Agripino na região norte, Bosco na Espanha, Felipe Pimentel no México, Claudemir no Chile etc. etc.;

Uma torcida com opinião - finalmente ducaldo vai mandar o texto dele!

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Para refletir enquanto não voltamos do recesso, Samarone faz uma recomendação de leitura, direto de las bodeguitas cubanas:

“Acabei de ler uma reportagem fuderosa, naquela revista Piauí, sobre as manhas do futebol, a influência da grana, os movimentos de torcedores na Inglaterra, para refundar clubes que foram engolidos pelos grandes grupos econômicos. Acho que vale a pena uma boa lida, a matéria se chama “O esporte que vendeu a sua alma”, de Marcos Alvito.

Tenho certeza que o texto vai dar alento para novos encaminhamentos do Blog, pois há movimentos muito interessantes de torcedores, por aí fora, até fazendo revistas, fanzines etc.”

Alguns trechos:

O esporte que vendeu sua alma
Como o rude desporto bretão se tornou um ramo privilegiado da indústria do entretenimento

“Não quer que o chutem também, vagabundo jogador de futebol?” É com essas palavras, seguidas de um pontapé, que o leal conde de Kent agride um mordomo que ousara desrespeitar o rei. É uma cena da tragédia Rei Lear, escrita há 400 anos por Shakespeare. Naquele tempo, o futebol era considerado um jogo da ralé, e ser chamado de jogador era um xingamento. Não era para menos, porque consistia em um enfrentamento generalizado entre duas aldeias, muitas vezes com vítimas fatais. A turma tentava carregar uma esfera de couro - geralmente a bexiga de um animal - até a aldeia adversária. Lá chegando, a comemoração era quebrar tudo. Não havia nenhuma regra, e a balbúrdia era tanta que reis e autoridades tentaram proibir o jogo durante séculos.”

(…)

“Em Islington, ao norte de Londres, fica o estádio do Arsenal. O clube foi fundado por operários de uma fábrica de munições e até hoje o bairro onde fica o Emirates Stadium é relativamente pobre. Para chegar ao estádio, seguindo as placas colocadas desde a estação de metrô, passa-se por um restaurante boliviano, lojas por alugar, um pub que ostenta várias bandeiras do clube e um escritório onde imigrantes africanos podem enviar dinheiro para seus parentes. Contrastando com a vizinhança, o Arsenal é um dos clubes mais ricos do mundo e o canhão, símbolo que remete às suas origens, agora jaz numa parede revestida de mármore.”

(…)

“Em nome da segurança, desencadeou-se um processo de higienização dos estádios de futebol, agora transformados em shopping centers ou, nas palavras dos sociólogos Tim Crabbe e Adam Brown, “‘palácios do prazer’ onde o espetáculo é ‘produzido’ para uma variedade de ‘consumidores’”. Os estádios de futebol, antes considerados territórios sagrados dos clubes e de seus torcedores, muitas vezes são vendidos para construtoras, erigindo-se “arenas multiuso” em lugares distantes do bairro onde tudo começara, privando a vida comunitária de um dos seus centros mais importantes. Os novos estádios, exatamente como no modelo americano, tomam o nome das empresas que os financiaram ou, como se costuma dizer, dos patrocinadores do clube: Reebok Stadium (Bolton Wanderers), Ricoh Arena (Coventry City), Emirates Stadium (Arsenal), Kingston Communications Stadium (Hull City), Walkers Stadium (Leicester City) etc. Os campeonatos, devido à inevitável veiculação de notícias na mídia, agora também vendem seus nomes: a primeira divisão é Barclays Premier League e a segunda é chamada (com todos os cacoetes do marketing) de Coca-Cola Championship.”

Inglaterra ou Brasil? mais um trecho: “A montanha de recursos proveniente da televisão fica totalmente concentrada na primeira divisão, que, aliás, foi criada para isto mesmo: para não ter que dividir a grana com as outras divisões, ou seja, com os clubes mais pobres. Na verdade, o abismo entre os clubes acentua-se no interior da própria primeira divisão.”

Leia o artigo completo no site da Revista Piauí; recomendo que aumente a fonte no seu navegador, o texto é longo - ou compre a revista!!!

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O Poço é tricolor

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Por Chiló, que tá dando pra colunista social

Dani passou a semana dizendo: “vai ser massa a confraternização do blog”. Eu, mesmo meio puto (sem preparo fígado) com essa história de confraternização, confesso que estava com saudades da Nação Tricolor e guardava certa expectativa. Às 13:39h, chegamos. Fiquei logo invocado. Cordão de isolamento para os carros no estacionamento. Pensei: “devem estar todos com mamãe-sacodes nessa porra”.

O meninote que tomava conta dos carros definiu a vaga e perguntei a ele: “carlinhos espoleta, né, teu nome?”, ele, de pronto, respondeu: “eu gosto lá daquele FDP!” Não precisei perguntar por quem ele torcia.

Logo que descemos do carro encontramos com Didi e Mr. Bean, digo, Micrurus e Marcelo Beltrão, os dois gozadinhos da Confraria do Blog. Marcelo falou: “tá uma merda, só tem umas 8 pessoas”. Banho de água fria. Mas, quando viramos a esquina de Vital, aquele mar de tricolores. Na minha última contagem às 15:22h, havia 859.

Mesa de frutas com aguardente, o panelaço doado pelo pessoal da Confraria do Poço, cerveja a rodo, que infelizmente não era Frevo, só chegava de 6 em 6.

Pra encurtar a história, vou me permitir dá uma de Nereu Pinheiro e indicar algumas revelações.

DUCALDO - o mais feliz da festa, com a incrível marca de 01 caldo a cada 03 minutos;

NANÁ - além de ser o nutricionista da Sanfona Coral, revelou-se um grande Chef, assessorado sempre pelo fiel escudeiro Boy e por Lula Pezão. Foi o responsável pela deliciosa feijoada e pelos inúmeros ovos cozidos;

VITAL - o Airton Senna tricolor, com o seu inseparável boné do Mais Querido, matou a sede de nós todos;

Por falar em Senna, ROBSON tava lá disputando com Inácio o prêmio ‘Faz Menino’;

ANÍZIO - o Bob Flash tricolor, nem imagina as confissões que a primeira dama me fez depois que soube que sou psicólogo. Não contarei, lógico, por questões éticas;

DIMAS - além de grande tutor de blog, é o verdadeiro Nascimento do Passo do Arruda;

EMÍLIA - a madrinha mais coruja, cada ‘mergulho’ do afilhado era um flash;

GERRÁ - revelou-se um grande sambista com sua zabumba over-light. Falam até que foi ele quem gravou o novo CD de samba de Maria Rita;

DANI - está proibida de comer doce de batata com ovos cozidos;

GEÓ - o mais emotivo da confraria. Quando viu o Urso de Edinho, debulhou-se em lágrimas… É fresco, é?!!;

O URSO DE EDINHO - esse, ao contrário do nosso presidente, discreto (apesar do modelito de Yves San Laurent), escutava a todos, de bem com a vida, um verdadeiro rapaz alegre;

GALDINO - o substituto de Gerrá na zabumba;

BETO MIRANDA - grande agogozeiro, diretamente do afoxé Oudáoudesce;

CLAUDEMIR - o Ariano Suassuna do blog, sabia todos os frevos de bloco, inclusive o Madeira do Rosarinho;

Pois foi assim a melhor confraternização a que fui. Marcada por essas revelações, pelo preto, branco e encarnado que tomou conta do Poço da Panela.

Fica na lembrança a imagem dos não-tricolores que olhavam da esquina do bar de Vital, com aquelas duas interrogações na testa: “o que eles tanto comemoram?!” e “o que é preciso pra fazer uma festa assim?”.

A resposta é simples: é preciso ser Santa Cruz, vestir o manto sagrado do clube que nasceu pra fazer as pessoas muito mais felizes. Foi lindo!!!!!!!!!!!!

EU SOU SANTA CRUZ DE CORPO E ALMA E CONTINUO INVOCADO!

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ATUALIZAÇÃO:

Mesmo rejeitado por 110% dos tricolores presentes na Confra-Coral, o “diminutivo” não se deixou intimidar e participou da farra, confira no vídeo abaixo:

A torcida coral faz a festa ao som da Sanfona Coral, no Poço da Panela:

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Relatos sobre sábado

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Por Gerrá da zabumba

Amigos, até agora ninguém enviou nada. Não dou pra colunista social, ou melhor, não dou pra ninguém, mas, aceitando a sugestão de Ducaldo, vou me atrever a fazer um relato da memorável confraternização de sábado. Uma festa organizadérrima (mai fresco!!!), estacionamento com seguranças, muita comida, muita bebida e muita gente bonita.

Epa, já falei que não sou colunista social.

De acordo com um relógio pendurado numa das árvores, eu e a primeira dama chegamos lá era 12h20. Já tinha um bocadinho de gente, a feijoada já tava no fogo, a cachaça com frutas já tava sendo servida e o teor de álcool no organismo ainda estava num nível baixo.

Anizio e família, Marcelo Beltrão, Alex Micrurus, Eduardo Ramos, Duda, Dimas e parte do clã dos Lins, Geó, Paulo Aguiar, Naná, Lula Pezão, Adriana, Zé Paulo e sua camisa goiaba, Bruno e outros tricolores corais, foram os primeiros que fui avistando. Pra ninguém ficar fazendo beicinho, já vou dizendo que tinha mais gente e aviso aos que são cheio de frescura, que não vou pedir desculpa porque não falei o nome de todos.

Cerveja geladíssima, como nunca se viu na venda de Seu Vital, descia de rodo. Era umas 8h30 e eu encontrei Seu Vital de bicicleta carregando um bocado de copo descartável. Bom sinal. Por falar em Vital, ele era uma alegria só. Usava um gorro mordeníssimo do Santa Cruz. Segundo Dani Tricolor, Seu Vital estava lindo usando aquele boné. E por falar em Dani, Chiló fez a pertinente observação que devemos dar uma camisa da Sanfona Coral para Seu Vital. Nada mais justo.

Era mais ou menos 13h e duas grades de cerva já tinha descido pela goela, enquanto a massa ia chegando, eram os irmãos de Válter Azevedo, o forrozeiro Jorge Neto, Leo Antunes, etc e tal. Como sempre, o mais chato era Anizio, o camarada bom já é meio chatinho, imaginem já com umas na cabeça. Pense numa peitica pra gente começar a tocar!

Não lembro quando o forró começou a comer no centro, é que sou como Marcelo Beltrão e Válter Azevedo, depois de umas garapas na cabeça, fico esquecendo da coisa.

E tome gente chegando. Parecia jogo do Santa. O boato era que a 17 de agosto estava completamente engarrafada. Os torcedores adversários estavam assustados. Teve um que me perguntou se Edinho tinha conseguido provar o caso de suborno. Outro chegou e disse: “vocês são doido, é?”. “Somos amigo, e quem não for que vá pra puta que pariu!”, pronto, resolvi o problema.

Marcelo Cavalcanti, aquele mesmo do Blog do Torcedor, tava com cara de espanto. Ele morre de medo do Santa Cruz.

Meus amigos, lá pra umas 15h, a festa estava linda. Era assim, feito um jogo do Santa Cruz, num domingo a tarde, decidindo um título. Crianças vestidas com o manto sagrado, mães, avós, até uma la ursa apareceu, era o “urso de Edinho”. Uma confraternização inesquecível. Minha amiga Adriana Moura me presenteou com dois jornais com o Santa Cruz campeão, 1983 e 1987.

Depois que o forró começou só lembro de algumas cenas, pois, a quantidade de garapa no organismo já era muita e porque não deu mais pra circular pela festa.

Dimas, cheio dos paus, querendo ser o cantor. Seu Vital dançando na porta da sua venda. O pessoal do cerimonial, que estavam arrumando a igreja pra um casamento, preocupados não sei com o que. Convidados do casamento participando da nossa festa. A torcida coral esperando a noiva ao som de gritos de guerra: “oh, oh, oh, a noiva é tricolor!”, “dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe noiva, com muito orgulho, é tricolooor!”. O hino não oficial do Santa Cruz sendo cantado a cada 15 minutos. Beto Miranda dando show no agogô. O forrozeiro Jorge Neto e o percussionista Seba, tocando a tarde inteira com a Sanfona Coral. Leo Antunes feliz da vida, por ser tricolor e vizinho de Seu Vital. Naná e o pessoal da confraria do poço, dominando a feijoada. A gente tomando todas, o Poço da Panela feliz e o povão em festa.

Cá pra nós, dá orgulho fazer parte de uma torcida desta, né não?

“Dedico este relato a Samarone, a Chiló, a Naná e sua kombi coral e a toda velha guarda da Sanfona e do Blog .”

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Grande parte das fotos da Confra Coral já está em nosso álbum no site Flickr: www.flickr.com/photos/blogdosantinha

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