Feliz 2008

É o que desejam os editores e colaboradores do Blog do Santinha!
* * * * * * * * * *
No próximo ano, voltaremos com força total:
Gols Antológicos do Santa Cruz (Inácio finalmente vai entregar os mp3);
Carnaval Tricolor - ou “como uma torcida insana faz festa, mesmo sem razão aparente”;
Loja Virtual - venderemos a camisa do Blog nos tamanhos GG Pança e beibe-look; Kit C da Sanfona Coral (uma latinha de aguardente, um pedaço de costela de bode torrada, charque, rapadura, passarinha, um copo de água mineral e um pedaço de papel higiênico); e as passagens para a Besta do C;
Caravana Coral - onde o Santa estiver, vamos atrás com gosto de gás;
Cobertura Ao Vivo da Série C e da tournée internacional do Santinha, com nossa equipe aditivada de colaboradores pelo Brasilsão afora - e por todo o planeta: Robson no Piauí, Márcio Borges no Ceará, Marco Aurélio no Rio Grande do Norte, Artur Perrusi na Paraíba, Profº Agripino na região norte, Bosco na Espanha, Felipe Pimentel no México, Claudemir no Chile etc. etc.;
Uma torcida com opinião - finalmente ducaldo vai mandar o texto dele!
* * * * * * * * * *
Para refletir enquanto não voltamos do recesso, Samarone faz uma recomendação de leitura, direto de las bodeguitas cubanas:
“Acabei de ler uma reportagem fuderosa, naquela revista Piauí, sobre as manhas do futebol, a influência da grana, os movimentos de torcedores na Inglaterra, para refundar clubes que foram engolidos pelos grandes grupos econômicos. Acho que vale a pena uma boa lida, a matéria se chama “O esporte que vendeu a sua alma”, de Marcos Alvito.
Tenho certeza que o texto vai dar alento para novos encaminhamentos do Blog, pois há movimentos muito interessantes de torcedores, por aí fora, até fazendo revistas, fanzines etc.”
Alguns trechos:
O esporte que vendeu sua alma
Como o rude desporto bretão se tornou um ramo privilegiado da indústria do entretenimento
“Não quer que o chutem também, vagabundo jogador de futebol?” É com essas palavras, seguidas de um pontapé, que o leal conde de Kent agride um mordomo que ousara desrespeitar o rei. É uma cena da tragédia Rei Lear, escrita há 400 anos por Shakespeare. Naquele tempo, o futebol era considerado um jogo da ralé, e ser chamado de jogador era um xingamento. Não era para menos, porque consistia em um enfrentamento generalizado entre duas aldeias, muitas vezes com vítimas fatais. A turma tentava carregar uma esfera de couro - geralmente a bexiga de um animal - até a aldeia adversária. Lá chegando, a comemoração era quebrar tudo. Não havia nenhuma regra, e a balbúrdia era tanta que reis e autoridades tentaram proibir o jogo durante séculos.”
(…)
“Em Islington, ao norte de Londres, fica o estádio do Arsenal. O clube foi fundado por operários de uma fábrica de munições e até hoje o bairro onde fica o Emirates Stadium é relativamente pobre. Para chegar ao estádio, seguindo as placas colocadas desde a estação de metrô, passa-se por um restaurante boliviano, lojas por alugar, um pub que ostenta várias bandeiras do clube e um escritório onde imigrantes africanos podem enviar dinheiro para seus parentes. Contrastando com a vizinhança, o Arsenal é um dos clubes mais ricos do mundo e o canhão, símbolo que remete às suas origens, agora jaz numa parede revestida de mármore.”
(…)
“Em nome da segurança, desencadeou-se um processo de higienização dos estádios de futebol, agora transformados em shopping centers ou, nas palavras dos sociólogos Tim Crabbe e Adam Brown, “‘palácios do prazer’ onde o espetáculo é ‘produzido’ para uma variedade de ‘consumidores’”. Os estádios de futebol, antes considerados territórios sagrados dos clubes e de seus torcedores, muitas vezes são vendidos para construtoras, erigindo-se “arenas multiuso” em lugares distantes do bairro onde tudo começara, privando a vida comunitária de um dos seus centros mais importantes. Os novos estádios, exatamente como no modelo americano, tomam o nome das empresas que os financiaram ou, como se costuma dizer, dos patrocinadores do clube: Reebok Stadium (Bolton Wanderers), Ricoh Arena (Coventry City), Emirates Stadium (Arsenal), Kingston Communications Stadium (Hull City), Walkers Stadium (Leicester City) etc. Os campeonatos, devido à inevitável veiculação de notícias na mídia, agora também vendem seus nomes: a primeira divisão é Barclays Premier League e a segunda é chamada (com todos os cacoetes do marketing) de Coca-Cola Championship.”
Inglaterra ou Brasil? mais um trecho: “A montanha de recursos proveniente da televisão fica totalmente concentrada na primeira divisão, que, aliás, foi criada para isto mesmo: para não ter que dividir a grana com as outras divisões, ou seja, com os clubes mais pobres. Na verdade, o abismo entre os clubes acentua-se no interior da própria primeira divisão.”
Leia o artigo completo no site da Revista Piauí; recomendo que aumente a fonte no seu navegador, o texto é longo - ou compre a revista!!!
97 comentários









