Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Arquivo de Janeiro de 2008

Domingo é dia de festa!

Foto: Gerrá da Zabumba
Burrinha Tricolor
Diogo da Burrinha vai fazer a festa no domingo

Domingo que vem é dia de festa. Domingo é carnaval. Domingo é dia de alegria. Domingo é aniversário do Santa Cruz, o time do povão. Domingo nosso Clube do coração faz 94 anos. Domingo é dia de esquecer a incompetência e sacanagem dos cartolas tricolores. Domingo é dia de pintar a cidade de preto, branco e vermelho. Domingo quem vem é para estarmos devidamente uniformizados com as nossas cores.

Segue abaixo algumas dicas para o dia 03 de fevereiro:

  1. Ao acordar, mesmo ressacado, abra a janela, pendure a bandeira e grite pra vizinhança ouvir: “Parabéns Santa Cruz, eu te amo”;
  2. Às 6h da manhã, solte fogos, rojões, bombas, morteiros, mísseis e correlatos;
  3. Ponha no som somente artistas tricolores (Capiba, Bráulio de Castro, Chico Science, Véio Mangaba, entre outros);
  4. Não esqueça de cantar: “Em três de fevereiro de catorze, o céu do Recife…”;
  5. Vista os bruguelos de preto, branco e encarnado;
  6. Na fantasia use adereços com as cores do Santinha;
  7. Quem for para o homem da meia-noite, já deve estar devidamente trajado com as cores oficiais.

Por fim, alertamos:

Se for para Olinda, use a camisa do Santa Cruz;

Se for para a praia, use a camisa do Santa Cruz;

Se for para Bezerros, use a camisa do Santa Cruz;

Se for para o Recife Antigo, use a camisa do Santa Cruz;

Se for para o cinema, use a camisa do Santa Cruz;

Se for para o mercado da Boa Vista, use a camisa do Santa Cruz;

Se for ficar em casa, use a camisa do Santa Cruz;

Se for visitar alguém, use a camisa do Santa Cruz;

Se for para os pólos descentralizados, use a camisa do Santa Cruz;

Se for beber, use a camisa do Santa Cruz;

Se for transar, use a camisa do Santa Cruz.

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O Rei, o Boi e nada de pesquisa!

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Por Gerrá da Zabumba

Eu tinha jurado pra mim mesmo que não ia tocar neste assunto de pesquisa sobre torcida. Somos os maiores e não precisamos perder tempo discutindo essas besteiras, porém, depois do que vi no final de semana não dá para ficar calado. Meus amigos, só dava tricolor pelos quatro cantos da cidade.

Mais uma vez faltei no Arruda. Já tem gente se aproveitando da minha ausência pra ficar soltando gracinhas e inventando mentiras sobre a minha pessoa. Até o sacana do Valadares está tirando onda. Sábado à noite, com a mente um pouco alterada pelo álcool, inventei de prometer a Camila, minha sobrinha/afilhada, um passeio no domingo à tarde. Meu débito com ela estava grande, pois esqueci completamente do seu aniversário no dia 23. O compromisso era sair no domingo com ela e minha pequena Mariá. E a madame, é claro. Confesso que só lembrei do jogo contra o pessoal da Vera Cruz no domingo pela manhã. E aí não tinha mais volta, pois quando me comprometo com criança, procuro não farrapar.

Sim, mas eu comecei falando sobre essa tabacudisse de ficar discutindo pesquisas sobre as maiores torcidas. Todo mundo já sabe de cor e salteado que a maior torcida de Pernambuco é a do Santa Cruz, e ponto final. Sábado e domingo, mais uma vez tive certeza disto.

Sábado passado, dia 26, foi a saída dos Barba, lá no Poço da Panela. Foi também a saída do Segura o Talo, do Pisando na Jaca, do Boi da Guaritinha, do Boi do Poço, do Cabeça de Touro e de tantas outras troças e grupos carnavalescos de Pernambuco. Vou falar dos Barba, que era onde eu estava. Todo ano a turma elege o Rei dos Barba. Tem pleito eleitoral mesmo. No sábado, perto das 16h30, foi o momento solene da coroação do novo Rei, Luis Diazepan. Quem já leu Estuário, de Samarone, deve conhecer Diazepan.

Meus amigos, e não é que no momento da coroação, alguns súditos começaram a gritar: ô, ô, ô, o Rei é Tricolor. Pronto, em poucos instantes a massa bradava também: ô, ô, ô, o Rei é Tricolor. Sua Majestade era alegria total. Para não dizer que éramos unanimidade, uns gatos pingados tentaram cantar o grito de guerra do Vascu, aquele que diz mais ou menos assim: vou dar, vou dar, vou dar, vou dar, vou dar, a turma chupa é r…, é toda atabacada...! e foram sufocados pelo público presente: ô, ô, ô, o Poço é tricolor. Delírio total do Rei e toda sua Corte. Da barbie, não escutei nenhum gritinho e lá no Poço da Panela não vi ninguém pesquisando nada.

No passeio do domingo à tarde, tava eu lá pelo Pátio de São Pedro vendo uma apresentação de Bois de carnaval. De repente me deparo com um Boi de carnaval enfeitado com as três cores mais lindas do mundo. Até os instrumentos estavam pintados e enfeitados de preto, branco e encarnado. Um estandarte lindo. É o Boi Tricolor. Isso mesmo, um Boi de carnaval homenageando o nosso Santinha. Tirei uns retratos e procurei o responsável por tudo isto, um cara chamado Nildo, lá de Camaragibe, amigo de Lulinha.

Saindo do Pátio de São Pedro, por volta das 19h, observei que na Dantas Barreto só dava o manto sagrado. Olhei para Alessandra, olhei para Mariá, e disse as duas: “ganhamos o jogo, vamos comemorar no Recife Antigo”. No trajeto até a Rua do Apolo, não encontramos ninguém fazendo pesquisa.

No Bairro do Recife a torcida do Santa tava em todos os lugares. Era camisa tricolor pra tudo que é lado. E de repente, para fechar com chave de ouro o meu final de semana, quando já estou indo embora, encontro nosso amigo Marcos, Marcos de Garanhuns, vestido com a camisa da Sanfona Coral. Na verdade, nos deparamos primeiro com Lígia e Marcos Vinícius (Tatai), esposa e filho de Marcos. Pra quem não sabe, Marcos é da turma da velha guarda da Sanfona e do Blog, mora lá em Garanhuns e sempre vem ver o Santa jogar. Família da melhor qualidade. Tomamos uma cerveja, lembramos velhas farras, demos algumas risadas, combinamos algumas coisas, Tatai e Mariá trocaram uns olhares. Celebramos a felicidade e a vitória do Mais Querido. Ah, já ia “se esquecendo”, olhamos para todos os lados e não vimos ninguém pesquisando nada.

Obs: fiz o texto sem ter visto o do Coronel. Mas nunca é demais falar da grandeza da nossa torcida.

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Vídeo-Pérola, registrada pelo tricolor K2:

 

EEEEEEEI, ESSA QUINTA SANTA É EM OLINDA!

É nesta quinta 31/01, a partir das 18h no PÓLO INTEGRADO PERNAMBUCO-OLINDA, que fica no Fortim.

Shows da banda Eddie (do tricolor Fábio Trummer), Antúlio Madureira e Martinho da Vila.

PONTO DE ENCONTRO: às 18h na barraca de caipifrutas do tricolor Paulo Axé, atrás da mesa de som.

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Pesquisa, piada, porcaria e PQP: a linguagem do “P”

Peçonha Avô e Peçonhinha Neta
Vovô Peçonha e sua neta Peçonhinha

Por Coronel Peçonha

Certa vez eu estava passando uma Semana Santa na praia de Tamandaré. No meio de uma pelada à beira da praia, pisei com gosto em um ouriço desgraçado. O resultado, lógico, foi mais de vinte ou trinta (sei lá quantos) espinhos no meu pé.

Na casa vizinha onde eu estava, tinha um grupo de estudantes de medicina. Todos foram unânimes em me aconselhar a procurar um posto médico, para tomar antitetânica e retirar os espinhos, já sendo alertado de que se trataria de um procedimento bastante “antipático”, classifiquemos assim.

Mas eis que surge um pescador ­- Mestre Branco ou Mestre Amaro, nem me lembro mais o nome do cidadão - e me garante que no outro dia eu poderia tirar todos os espinhos sem maiores conseqüências e que eu poderia continuar inclusive a jogar bola, bastando apenas que eu passasse 3 ou 4 vezes querosene no pé.

Diante das alternativas, optei pela ciência popular e me dei bem, já que no dia seguinte os espinhos saíram de maneira fácil e indolor. A vacina contra tétano nunca tomei, mas, por precaução, tomei mais cervejas do que o pretendido, purificando o sangue e minha saúde.

Por que essa conversa toda? Vejam a foto que ilustra esse texto: minha filha mais nova e o meu pai. São cerca de setenta anos de diferença nas idades, mas uma afinidade impressionante quando o assunto é Santa Cruz. Sim, minha ascendência e descendência são santacruzenses, prova de que esse amor está longe de se acabar, ao contrário do que sonham as barbies e as cachorras de peruca (excelente designação elaborada por O Insatisfeito).

Está bem, não é o primeiro caso de amor ao Santinha por uma criança retratado pelo Blog, não será o último. Amores santacruzenses antigos, como o do meu pai, que até teste para jogar pelo Mais Querido fez e foi aprovado, também não são novidades. Por que essa repetição de pauta?

Antes de responder, peço permissão para dizer que o meu “experiente”e jovial pai converteu a grande maioria dos meus primos (e olhe que a família é grande) a torcer pelo Santinha; como sua família é de Alagoas, à exceção de dois, todos os demais torcem pelo Mais Querido, por conta do famoso filho de Cacimbinhas, progressista cidade alagoana (já está até no Google!).

Claro, também vale o registro de que foi a estréia da pequena Juliana no Arruda, mostrando ser pé quente e corajosa, pois na entrada encontrou com Marcelo Beltrão e nem sequer fez menção de chorar - se bem que eu tinha dito a ela que, apesar da feiúra, ele não a morderia.

Enfim e voltando ao que interessa: a recente pesquisa, mais uma, feita, mais uma vez, em período em que o nosso Santa Cruz atravessa a pior crise de sua história. Tudo bem, até admito que, com a quantidade de torcedores da cachorrinha perucada na imprensa, com o dinheiro do Clube dos 13, dos pouquíssimos títulos que obtivemos nesses últimos vinte anos, é até aceitável que a nossa torcida não seja mais esmagadoramente majoritária. Sem uma investigação ou pesquisa sérias, a discussão descamba para o lado sentimental e fica impossível saber quem está com a razão.

Não me citem a revista Placar, publicação que já nos colocou na Terceira Divisão em anos anteriores, que já disse que o maior público de Pernambuco tinha sido no estádio da Ilha da Fantasia, enfim, uma revista que há muito não preza pela investigação do que publica sobre times no Nordeste.

No entanto, querer admitir que seríamos METADE da torcida da cachorra boçal de peruca, que perderíamos até para times de outros Estados (ontem, esperando para rever os gols do Santinha no Esportes no 11, alguém citou a pesquisa), que teríamos quantidade de torcedores próximos da barbie, somente A MÁ FÉ ou A TOTAL IMBECILIDADE.

Já tratei desse assunto no Blog, em comentários, mas acho que ele vale um artigo: por que tais pesquisas nunca foram realizadas em 2005, nosso mais recente ano esplendoroso? Digo mais: vamos procurar uma pesquisa dessas no ano de 2001, quando a barbie subia da Terceira Divisão pela janela e quando o Santinha e a Emperucada caíram (a cachorra em último lugar, lembremos); sim, aí eu quero ver essa comparação.

Amigos, o ano de 2007 foi o de maior humilhação para o Santa Cruz. Quase fomos rebaixados até no estadual, enquanto os demais estavam permanecendo na Primeira Divisão nacional! Que pesquisa bosta é essa?

Creio na ciência, mas quando vejo minha filha e meu pai renovando a verdadeira torcida, só posso acreditar que nenhum instituto de pesquisa sério tem o poder de afastar a realidade dos fatos: como é grande a torcida santacruzense!

Estatísticos da mentira, enfiem sua ciência de aluguel onde desejarem, sentem em mastros de 60 metros, julguem-se elite, porque podemos até estar sofrendo, cabisbaixos, sem liderança, mas somos uma nação enorme, viva, aumentando e renovando-se. Queiram ou não queiram os ladrões da dignidade santacruzenses.

O Santa Cruz é minha pátria.

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QUINTA SANTA ESPECIAL

É nesta quinta 31/01, a partir das 18h no PÓLO INTEGRADO PERNAMBUCO-OLINDA, que fica no Fortim.

Shows de Antúlio Madureira, Eddie (do tricolor Fábio Trummer) e Martinho da Vila!!!

Vá e leve sua camisa e a bandeira do Santa Cruz, pra tirarmos muita onda!

PONTO DE ENCONTRO: Barraca do tricolor Paulo Axé, atrás da mesa de som!

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