Pesquisa, piada, porcaria e PQP: a linguagem do “P”
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Vovô Peçonha e sua neta Peçonhinha
Por Coronel Peçonha
Certa vez eu estava passando uma Semana Santa na praia de Tamandaré. No meio de uma pelada à beira da praia, pisei com gosto em um ouriço desgraçado. O resultado, lógico, foi mais de vinte ou trinta (sei lá quantos) espinhos no meu pé.
Na casa vizinha onde eu estava, tinha um grupo de estudantes de medicina. Todos foram unânimes em me aconselhar a procurar um posto médico, para tomar antitetânica e retirar os espinhos, já sendo alertado de que se trataria de um procedimento bastante “antipático”, classifiquemos assim.
Mas eis que surge um pescador - Mestre Branco ou Mestre Amaro, nem me lembro mais o nome do cidadão - e me garante que no outro dia eu poderia tirar todos os espinhos sem maiores conseqüências e que eu poderia continuar inclusive a jogar bola, bastando apenas que eu passasse 3 ou 4 vezes querosene no pé.
Diante das alternativas, optei pela ciência popular e me dei bem, já que no dia seguinte os espinhos saíram de maneira fácil e indolor. A vacina contra tétano nunca tomei, mas, por precaução, tomei mais cervejas do que o pretendido, purificando o sangue e minha saúde.
Por que essa conversa toda? Vejam a foto que ilustra esse texto: minha filha mais nova e o meu pai. São cerca de setenta anos de diferença nas idades, mas uma afinidade impressionante quando o assunto é Santa Cruz. Sim, minha ascendência e descendência são santacruzenses, prova de que esse amor está longe de se acabar, ao contrário do que sonham as barbies e as cachorras de peruca (excelente designação elaborada por O Insatisfeito).
Está bem, não é o primeiro caso de amor ao Santinha por uma criança retratado pelo Blog, não será o último. Amores santacruzenses antigos, como o do meu pai, que até teste para jogar pelo Mais Querido fez e foi aprovado, também não são novidades. Por que essa repetição de pauta?
Antes de responder, peço permissão para dizer que o meu “experiente”e jovial pai converteu a grande maioria dos meus primos (e olhe que a família é grande) a torcer pelo Santinha; como sua família é de Alagoas, à exceção de dois, todos os demais torcem pelo Mais Querido, por conta do famoso filho de Cacimbinhas, progressista cidade alagoana (já está até no Google!).
Claro, também vale o registro de que foi a estréia da pequena Juliana no Arruda, mostrando ser pé quente e corajosa, pois na entrada encontrou com Marcelo Beltrão e nem sequer fez menção de chorar - se bem que eu tinha dito a ela que, apesar da feiúra, ele não a morderia.
Enfim e voltando ao que interessa: a recente pesquisa, mais uma, feita, mais uma vez, em período em que o nosso Santa Cruz atravessa a pior crise de sua história. Tudo bem, até admito que, com a quantidade de torcedores da cachorrinha perucada na imprensa, com o dinheiro do Clube dos 13, dos pouquíssimos títulos que obtivemos nesses últimos vinte anos, é até aceitável que a nossa torcida não seja mais esmagadoramente majoritária. Sem uma investigação ou pesquisa sérias, a discussão descamba para o lado sentimental e fica impossível saber quem está com a razão.
Não me citem a revista Placar, publicação que já nos colocou na Terceira Divisão em anos anteriores, que já disse que o maior público de Pernambuco tinha sido no estádio da Ilha da Fantasia, enfim, uma revista que há muito não preza pela investigação do que publica sobre times no Nordeste.
No entanto, querer admitir que seríamos METADE da torcida da cachorra boçal de peruca, que perderíamos até para times de outros Estados (ontem, esperando para rever os gols do Santinha no Esportes no 11, alguém citou a pesquisa), que teríamos quantidade de torcedores próximos da barbie, somente A MÁ FÉ ou A TOTAL IMBECILIDADE.
Já tratei desse assunto no Blog, em comentários, mas acho que ele vale um artigo: por que tais pesquisas nunca foram realizadas em 2005, nosso mais recente ano esplendoroso? Digo mais: vamos procurar uma pesquisa dessas no ano de 2001, quando a barbie subia da Terceira Divisão pela janela e quando o Santinha e a Emperucada caíram (a cachorra em último lugar, lembremos); sim, aí eu quero ver essa comparação.
Amigos, o ano de 2007 foi o de maior humilhação para o Santa Cruz. Quase fomos rebaixados até no estadual, enquanto os demais estavam permanecendo na Primeira Divisão nacional! Que pesquisa bosta é essa?
Creio na ciência, mas quando vejo minha filha e meu pai renovando a verdadeira torcida, só posso acreditar que nenhum instituto de pesquisa sério tem o poder de afastar a realidade dos fatos: como é grande a torcida santacruzense!
Estatísticos da mentira, enfiem sua ciência de aluguel onde desejarem, sentem em mastros de 60 metros, julguem-se elite, porque podemos até estar sofrendo, cabisbaixos, sem liderança, mas somos uma nação enorme, viva, aumentando e renovando-se. Queiram ou não queiram os ladrões da dignidade santacruzenses.
O Santa Cruz é minha pátria.
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QUINTA SANTA ESPECIAL
É nesta quinta 31/01, a partir das 18h no PÓLO INTEGRADO PERNAMBUCO-OLINDA, que fica no Fortim.
Shows de Antúlio Madureira, Eddie (do tricolor Fábio Trummer) e Martinho da Vila!!!
Vá e leve sua camisa e a bandeira do Santa Cruz, pra tirarmos muita onda!
PONTO DE ENCONTRO: Barraca do tricolor Paulo Axé, atrás da mesa de som!
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