O rei dos perdedores
Por Dimas Lins (em transmissão simultânea com o blog Torcedor Coral)
Sempre que possível, cultivo o hábito de ouvir a rádio CBN para me manter informado sobre os assuntos do cotidiano. E nessa linha, gosto muito de ouvir as opiniões dos colunistas da emissora, embora tente separar as análises mais sérias das retóricas de alguns jornalistas. Dentre os colunistas, tenho uma predileção pelos comentários de Max Gehringer sobre o mundo corporativo.
Segundo a Wikipédia, Max Gehringer é administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre gestão empresarial e foi considerado um dos trinta executivos mais cobiçados do mercado em janeiro de 1999, de acordo com uma pesquisa realizada pela Gazeta Mercantil.
No dia 20 de fevereiro deste ano, ouvi uma análise do colunista que parecia ter sido feita sob encomenda para o Santa Cruz, na coluna intitulada “Em terra de perdedores quem empata se sente rei” (ouça o comentário do autor no player):
Gehringer expõe, ponto a ponto, os sinais dados por empresas que estão à beira do precipício e, muitas vezes, nem se dão conta. Aqui vão os sinais:
- Tudo tem desculpa (se um projeto não dá certo ou um resultado não é atingido a culpa é sempre dos outros);
- Tudo é desproprorcional (a punição é desproporcional ao erro e a comemoração é desproporcional ao resultado);
- Fala-se muito em novos projetos (Centro de Treinamento, Arena Coral, Habbib’s, etc), mas poucos projetos são de fato implantados;
- Novas idéias são incentivadas e aplaudidas (Planejamento Estratégico, por exemplo), mas são rapidamente engavetadas ou esquecidas;
- Fale-se muito em futuro, mas as boas histórias são sempre as mesmas e de um passado já distante;
- Os objetivos são muito agressivos, mas a agressividade fica só no papel (Arena Coral).
Ouvindo o comentário, é fácil perceber que o atual presidente do Santa Cruz certamente é o maior exemplo de perdedor que já passou pelas Repúblicas Independentes do Arruda e que, no ritmo que as coisas vão, o fim é inevitável. Urge, portanto, e sem demora, o afastamento imediato do Sr. Édson Nogueira, seja pela renúncia ou por decisão do conselho deliberativo.
E já passou da hora do conselho deixar a inércia e inoperância de lado e assumir o seu verdadeiro papel. Basta de obtemperar, contornar e aceitar. Ou o presidente sai ou o clube afunda de vez.
Que o presidente devolva a quem de direito aquilo que é incapaz de administrar. Que o Sr. Édson Nogueira volte para o seu lar, pois definitivamente o Arruda não é a sua casa.
36 comentáriosNo Arruda só falta nevar
Por Eduardo Ramos (direto de Quincy, 8km ao sul de Boston, na Bushlândia)
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
Seria verdade se o sentimento de amor fosse falso mas, mesmo longe, sem poder assistir aos jogos (somente os melhores momentos na internet), sinto-me tão sofredor e tão indignado quanto a Marcelo Beltrão, Arnildo Ananias, Alex Micrurus, Galdino, e tantos outros tricolores de pura origem.
Entendo o desânimo e a desesperança que adentram em cada um de nós, que viu o céu em 2005, o purgatório em 2006, e o inferno em 2007.
Nao podemos abandonar o nosso Santinha, de todos os credos e de todas as raças. Sejamos os Insurgentes Corais, sem violência, mas com atitudes fortes, inteligentes e focados no resgate das Repúblicas Independentes do Arruda aos seus verdadeiros donos, o Povão Tricolor.
Não abandonar não significa compartilhar desta gestão autocrata, descompromissada e ineficiente. Não devemos, e não vamos, legitimar a farsa, a pseudo-democracia. Todos os conselheiros que não compactuarem com estes desatinos têm a obrigação cívica Coral de gerar uma ato político que redirecionem os nossos atuais algozes (antigamente eram a coisa e a barbie) para o caminho da responsabilidade, da eficiência e da transparência.
Uma renúncia coletiva dos conselheiros que parecem ser conselheiros mas, só servem pra legitimar a farsa instituída e institucionalizada, será um marco, um divisor de águas, um grito de indignação, protesto e de amor ao Santa Cruz.
43 comentáriosOs críticos do presidente do Santa Cruz
Por Paulo Aguiar, professor universitário
O Sr. Edson Nogueira é o atual presidente do Santa Cruz Futebol Clube. A presidência de um clube quase secular é um cargo que dignifica qualquer santacruzense. Ser sucessor de José do Rego Maciel, Aristófanes de Andrade, James Thorp. Sem dúvida, é uma honra para poucos.
Sua foto ficará, para sempre, na galeria dos ex-presidentes. Com ela, restarão as lembranças de todos os seus dias de glória… do dia 1º de dezembro, revolução no Arruda, quando a oposição venceu pela primeira vez na história do Clube.
Mas, também, de todos os seus dias de tristezas… dias que refletiram na pior participação do Santa Cruz em um campeonato pernambucano nos últimos 50 anos… dias onde prevalesceram as escolhas pessoais (de Charles Muniz, o ex-treinador e preparador físico que descobriu um Robinho para o Santa Cruz; de Mauro Fernandes, grande parceiro e amigo da época do Náutico, que o torcedor alvi-rubro não guarda saudades)… dias que culminaram com o rebaixamento do Santa Cruz para a série C.
Uma má administração faz isso. Faz com que os dias de tristeza se tornem mais longos. Uma má administração não tem gestor, não tem credibilidade e é resultado de incompetência administrativa. A culpa da má gestão é sempre dos outros. E, são inúmeros os outros.
Em entrevista à rádio Jornal do Commércio no dia 14 de fevereiro de 2008, o presidente do Santa Cruz explica que “a culpa é dos críticos… Os que hoje estão criticando são profissionais incapacitados e derrotados, são pessoas que têm problemas com filhos e esposa... são pessoas mal amadas.. ¨.
Uma má administração não aceita críticas. Pior, não consegue nem enxergar quem são os críticos.
Os que criticam a má administração são os mesmos que recriminaram a modelo de gestão anterior. São os mesmos que o levaram o Sr. Edson Nogueira à presidência do Clube. São os mesmos que apoiaram o time durante toda a série B.
Os que criticam a má administração protestam levando faixas e cartazes, exigindo que respeitem a história do Clube. São anônimos que perdem a voz em apoio ao time, mas que jamais deixarão que alguém, por maior que seja o cargo que possa ocupar, acabe com a honra e a história de um clube quase secular.
Os que criticam a má administração são os torcedores do Santa Cruz. São aqueles que ficam no portão 10, nas sociais ou nas gerais; são aqueles que escutam rádio e acessam blogs. E, estes, não são incapacitados, nem derrotados. São sim, mal amados. E o atual presidente do Santa Cruz é mais uma prova disso.
Os que criticam a má administração desejam que a foto do atual presidente seja fixada rapidamente na galeria dos ex-presidentes. Seu espaço, inclusive, já está reservado. Estará logo acima da foto de José Mendonça e, ao lado das fotos de José Neves e Romerito Jatobá.
Sem dúvida, é uma honra para poucos.
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