Se conselho fosse bom…
Por Gerrá da Zabumba
Tenho um amigo, Emmanuel, que quando cumprimentamos ele, com o tradicional “Tudo bom?” ou algo parecido, ele responde: “Tudo. Caminhando para a morte.” É uma resposta meio aterrorizante, mas é verdade. Nascemos e vamos andando pra morte.
E eu ando plagiando meu amigo Emmanuel. Quando me perguntam sobre o nosso Santa Cruz, eu respondo: “Caminhando para a morte”. Afinal, no próximo sábado o time vai fazer sua estréia no hexagonal da morte. Andam dizendo por aí que o troféu do hexagonal dos mortos é um caixão de defunto.
Por falar em caixão de defunto, quem realmente merecia um era o Conselho Deliberativo do Santa Cruz. Aquilo ali parece mais um cemitério. Mas é o Cemitério dos Ingleses, aquele da Avenida Norte, que vive fechado. Deixemos isto pra lá.
Vamos aqui a uma rápida explicação sobre o Conselho Deliberativo do Santa, visto que muita gente vive perguntando como aquilo funciona.
O Deliberativo do Santa Cruz é composto por Conselheiros Beneméritos, Conselheiros Efetivos e os suplentes.
Os Beneméritos são os que só deixam de ser Conselheiros, quando morrem. Exemplo de benemérito: Liberato Costa Júnior.
Os Efetivos são os que foram eleitos e que têm a obrigação de comparecer às reuniões e pagar suas mensalidades, caso não cumpram esta obrigação, devem ser excluídos. Porém, isto nunca acontece, ou seja, tem nego que não paga, que não vai pra reunião, e continua sendo conselheiro. Nomes como o de Mendonção, Cadoca, Yves Ribeiro, estão entre os Conselheiros Efetivos.
Tem também os suplentes, que formam o banco de reserva, e os Conselheiros Denorex. Os Denorex, nos quais eu me incluo, é um caso esdrúxulo. Dá dinheiro, tem carteirinha, mas não resolve nada, pois não pode votar.
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