Arquivo de Abril de 2008
Vamos preservar o bode
Foto: Lucas Lima
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Eita, uma buchadinha dessa agora, era uma beleza
Por Gerrá da Zabumba
Estou pensando seriamente em abrir uma ONG ou algo parecido, para defender a preservação dos bodes. Vou explicar melhor.
Este meu final de semana foi intenso. Eu que achava que os finais de semana sem jogos do nosso Santa Cruz ficariam vazios, tive uma grata surpresa. Foi um fim de semana repleto de comemorações tricolores. Feito aquele no qual o Santa vai jogar e você já começa a se preparar uns dois dias antes.
Começou a partida na sexta-feira à noite, lá no Empório Sertanejo. O famoso Bode da Hora, onde foi fundada a lendária Sanfona Coral. Um verdadeiro mar de tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda invadiu o Empório pra comemorar o aniversário de Chiló. Pra quem não conhece Chiló, ele é sanfoneiro, tentou ser lateral direito do Santa Cruz, já estudou psicologia e tem como prato preferido a famosa carne de bode. Mas, voltemos à festança. Exatamente as 21h14 foi dado o pontapé inicial, apesar de alguns torcedores já estarem fazendo a preliminar desde cedo. Iniciei os trabalhos comendo um bode guisado com cuscuz. No Empório presenciei a presença de integrantes da Kombi Coral, da Sanfona, blogueiros do santinha, enfim, como diz Naná, a gente dominou o bar até o outro dia, com direito a torta de chocolate, aguardente mineira, gritos de tri-tricolor, tri-tri-tri-tri-tricolor e claro, muita carne de bode guisada e assada.
No sábado, já pela manhã, Murilo Lins telefona confirmando a comemoração do aniversário dele. Lá num tal de Caprino’s. Pelo nome já deu pra sentir qual é o prato principal da casa, bode! Fui lá dar um abraço em Murilo. A família dele é uma verdadeira legião de torcedores do Santa. Murilo, Dimas, Felipe, João e por aí vai. Pra começar a conversa, pedi um caldinho de fava, uma cerveja e bode assado na brasa. Pense num bode gostoso!
De lá, me mandei para a casa de outro grande tricolor, Marcel Tito. O primeiro assessor de imprensa da Sanfona Coral. Marcel vai ser pai e já está com um enxoval lindo. É sapatinho, camisa oficial, shortinho, tudo do Santa Cruz. Prometi dar de presente um vestidinho tricolor. Sim, mas pra variar Marcel é doido por Bode, afinal nasceu em Petrolina. “Tem um bode guisado direto de Petrolina. Queres?”, perguntou ele. “É lógico”, respondi. Bode guisado, cerveja e umas lapadas de aguardente, durante o resto da tarde. Sai de lá meio alto.
Chega o domingo, dia do aniversário de Fabiana, a Bia. Outro evento tricolor, desta vez no mercado da Boa Vista, bem pertinho de onde nasceu o nosso Santa. O mercado estava lindo, todo enfeitado de bolas pretas, brancas e vermelhas, uma torta com um bonequinho vestido do Santa Cruz. Fabiana escolheu como ponto de apoio um bar especializado em buchada e bode a passarinha. Não preciso dizer mais nada, né? Foi cerveja, buchada de bode, bode a passarinha, torta e docinhos.
Pois bem, diante de tanta comilança de carne de bode nesta cidade, estou muito preocupado com a escassez deste produto. Temos uma importante missão pela frente, a Série C. Serão inúmeras viagens pelas cidades do interior, e se continuarem com esta matança desenfreada dos bodes, não sobrará tira-gosto pra gente. Sem carne de bode nos jogos no interior, a torcida vai entrar em campo mau das pernas. Imagina o cabra chegar em Campina Grande e não comer um bodezinho.
Por tudo isto, convoco todos, para juntos fazermos uma grande campanha em defesa da preservação do bode. Quem quiser se engajar nesse movimento é só entrar em contato ou postar suas idéias nos comentários.
120 comentáriosUma paixão eterna
Por Marcos Granja, de Garanhuns
Em meio a tantas notícias tenebrosas e tempos sombrios, chega de Garanhuns uma notícia no mínimo inusitada. Há cerca de um mês atrás a FUNERÁRIA FERREIRA, do amigo tricolor e meu xará Marquinhos Ferreira, encomendou um lindo e confortável caixão encarnado, branco e preto.
Calma pessoal, não se trata do enterro do nosso clube, tão maltratado por administrações pífias. O citado caixão é um presente para o maior tricolor do mundo, Bacalhau de Garanhuns. É isso mesmo, depois de dedicar cada minuto de sua vida ao Santa Cruz, Bacalhau quer um dia, descansar literalmente na SANTA PAZ. Após construir seu túmulo tricolor, Bacalhau já está com seu ataúde nas cores do mais querido.
Ele diz: “O caixão é tão bonito que quem vê-lo, quer logo inaugurá-lo”. Alguém do blog se habilita?
Bacalhau continua dizendo: ” Os torcedores do Sport não dizem que tem tudo a mais que os torcedores do Santa? Quero ver agora!”
Bacalhau, os torcedores tricolores tem certeza que demorará muito, mas muito tempo para o caixão ser usado, aliás, Bacalhau não morrerá nunca, mitos não morrem.
Ps: Marcos Granja é embaixador da Sanfona Coral e do Blog do Santinha, lá em Garanhuns.
107 comentáriosLaxixa, o supertricolor
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O meio-campista Laxixa foi bicampeão pelo exporti em 61-62
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Nagel com a turma da Sanfona Coral
Por Samarone Lima
Foi um evento que ajudei a organizar, o início da campanha de vacinação do idoso, ontem de manhã. Sugeri que convidássemos idosos dos três clubes, para abrir a temporada de vacinas. Um torcedor da barbie conseguiu Ivan Brondi, 66 e Gena, 65. Um psicopata rubronegro conseguiu Dario, 80, e Laxixa, 68.
Bati cabeça de todo jeito, para localizar os tricolores, com a ajuda do glorioso Lulinha. Foi bom porque consegui falar com vários craques. Ramon, infelizmente, tem apenas 59 anos e meio, e ainda não é um idoso. Aproveitei para marcar uma boa entrevista para nosso blog. Pedrinho tinha acabado de viajar para o Rio de Janeiro. Fernando Santana está de férias na Itália.
Jorginho, supercampeão em 1957, iria fazer uma cirurgia de catarata justamente hoje, declinou do convite. Luciano Veloso, que é amigo de Zequinha , bi-campeão mundial em 1962, me atendeu umas quatro vezes, mas a série de ligações deu com os burros n´água.
Liguei para Gerrá, Gildázio, e lamentavelmente, nosso Inácio França estava fora. Dirceu Paiva me ajudou, mas tudo caminhava para uma terrível goleada dos adversários, que tinham mais idosos que eu.
Fui salvo aos 48 do segundo tempo, com um telefonema para nosso zagueiro Nagel, de 69 anos, que jogou no escrete coral de 1958 a 1962.
Ontem de manhã, o burronegro estava a mil, comemorando seus idosos, até que Laxixa, ao final de todo o trabalho, me apertou a mão com força e disse:
“Saudações tricolores”.
Ele me revelou que é Santa Cruz de coração. O burronegro baixou a orelha e ficou quietinho.
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