Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 2 de Maio de 2008

Cachaça Coral: essa é da boa (e outras pingas vagabundas)

Wilton Monteiro e Zé Morais
Zé Morais (fundador do Museu da Cachaça) e Wilton Monteiro

Por Wilton Monteiro, empresário

Como Gerrá homenageou o Bode, que façamos algo pelo melhor acompanhamento, a Cachaça.

No último feriado estive em Carpina visitando um grande tricolor: Diego Petrúcio. Dentista daqueles que depois que o paciente sentar na cadeira e a boca estiver aberta, se não disser que o melhor time de Pernambuco é o nosso Santa Cruz, o pobre corre o sério risco de perder o resto dos dentes que tentou consertar.

Recém casados, Diego e Amliz, ela ex-alvirrosa convertida para o lado do bem, é o casal ideal para se visitar. Estão nos primeiros meses de casório, geladeira nova abarrotada, pensem num 0800 de responsa….

Mas voltando ao que interessa, o melhor do passeio foi uma esticada até Lagoa do Carro, município coladinho a Carpina. Não perguntem o porquê desse nome, pois esqueci de “assuntar”, mas um velho e bom fusca deve ter tentado atravessar tal lagoa, e nela encontra-se submergido até os dias atuais.

Voltando à resenha, sabem como é mulher em cidade que não tem shopping, ficam querendo comprar todos os brebotes, doce de num-sei-o-quê e tudo que aparecia na beira da estrada. Resolveram torrar o dinheirinho com tapetes e artesanatos, riquezas da terra.

Não deu para se animarem. Na primeira loja que entramos, logo de cara, uma peste de uma rede com as cores da pomba gira. Para quem nunca ouviu falar na dita cuja, basta dizer que seriam as cores do demo, se ainda assim não for suficiente, são as cores do timeco da ilha do chié. Todos sinônimos, claro, que bobagem!

Logo meu pequenininho de cinco anos, Tiago, soltou um sonoro: “Eca!”. Menino bem criado e educado.

Que rede feia da gota. Seria muito bom que quem a comprasse tivesse como inauguração uma baita queda e quebrasse o chifre.

Saímos todos em disparada e a loja vizinha saiu no lucro. Quem mandou aquele infeliz expor uma carranca para saudar os clientes?

Antes que perguntem pela cachaça, o melhor estava por vir. Nosso guia dentista, filho da região, nos levou até o Museu da Cachaça.

Quatrocentos metros da pista, numa estrada de barro meia boca, mas valeu a visita.

O que me veio de pronto na mente? O dono deve ter o sobrenome Beltrão.

No mínimo, tio distante do nosso amigo Marcelo. Ledo engano, nem beber o cidadão gostava. Sr. José Morais de Moura explicou que nunca viu raposa tomando conta de galinheiro. Mas a foto vai depor contra. Faltou o caju. Brincadeira, viu Sr. Zé?

Uma guia muito simpática faz um breve, mas completo, resumo da história da cachaça.

De repente, duas garrafas chamaram a nossa atenção: a da coisinha e da barbie girl. É verdade, homenagearam as duas. Vejam as fotos!

Nauticú Exporti

Perguntei se não existia a cachaça Santa Cruz, ou a Tricolor, quando Sr. Zé Morais, pulou e disse: “Tem, claro que tem, mas não fica assim numa prateleira qualquer, não”.

Trouxe uma garrafa linda de viver, toda chique, parecendo garrafa de Vodca Russa, daquelas que desce queimando tudo.

Cachaça Coral

CACHAÇA CORAL - Produzida no interior de SP, pasmem os amigos.

Não resisti, tomei um quartinho e fiquei prontinho. Faltou o “ponche” para levar a culpa. Nem um cajuzinho.

Tenho Dito.

P.S.: Em nome da verdade, a da barbie com toda aquela produção foi obra de dois tricolores p. da vida com os inimigos (N. do E.: a editoria de arte do blog também editou a citada imagem), e o Museu da Cachaça nada teve com o ato, se bem que aqueles apetrechos estavam bem próximos da tal cachaça Pinguey. Eu, hein?

SERVIÇO
Segundo o site da instituição, o Museu da Cachaça “mostra um pouco da história do Brasil, sua cultura, seus costumes e sua geografia através dos rótulos de cachaça. Está aberto para visitação diária (inclusive sábados, domingos e feriados), no horário de 9 às 17h”.

“O museu está dividido em 3 ambientes de exposição e um ambiente de degustação: O Bar do Papudinho, é o ambiente final do museu onde os visitantes poderão: degustar excelentes marcas de cachaça, saborear tira-gosto regional, adquirir souvenirs do museu, cachaças de vários locais do Brasil, mel de engenho, e rapadura”. Em 2000 o Guiness Book entregou a Zé Morais um certificado como possuidor do maior acervo de diferentes tipos de cachaças do mundo!

Visite: www.museudacachaca.com.br

154 comentários