Carência coral
Foto: Marcos Michael/JC Imagem
Torcida Coral: falta pouco pra matar a saudade
Por Samarone Lima, do Blog do Santinha
Amigos corais, numa longa conversa com o amigo João Valadares, chegamos à conclusão de que a torcida do Santa Cruz é a mais carente do Brasil. Diria que somos milhares de desesperados pelo Mais Querido. Parecemos aquele cara que acabou de se despedir da mulher, após uma noite de amor, e cinco minutos depois, já pergunta que horas ela vai estar livre.
Vejam a decisão da Copa Pernambuco. Era uma quarta-feira, o jogo seria às 15h, o tempo estava nublado e choveu. Quase nove mil alucinados estavam no Arruda, empurrando o time. Motivo: carência, saudade, aquele aperto na alma. A vontade de escutar um “vai Santinha”. O magro Valadares estava lá. Por questão de sobrevivência, evitamos falar do futebol propriamente dito. “Parecia o time da sexta série, jogando no recreio”. Sem comentários.
No meio do jogo, o gordíssimo Nana me liga. Estava na arquibancada ao lado de Oswaldo “Titio”, que agora quer ser chamado de “Velhinho”. Pelo que me consta, os dois deram um drible no trabalho. Motivo: saudades do Santa, do Arruda, da torcida.
Então vamos ao fato mais dramático da semana – o jogo de domingo, contra o escrete do Campinense. São tantos ônibus alugados, há tantos tricolores dizendo que vão de carro, com a família ou com amigos, que já se sabe do fenômeno sentimental do ano: a invasão da torcida coral a Campina Grande. Só do Blog do Santinha, sob o comando de Dani, são três ônibus.
O jogo pode determinar nosso céu ou inferno, nas rodadas seguintes. Se acertarmos em algo, se o imponderável acontecer, e conseguirmos uma vitória, o Arruda não vai caber de gente, nas rodadas seguintes. Precisaremos de um patrocínio da Poty para a construção de mais um anel superior. Nassau é o cimento da coisa, não uso nem para rebocar o muro do galinheiro aqui de casa. Uma derrota vai nos aproximar demais da realidade, e isso é perigoso. Futebol e realidade são duas coisas que não se dão muito bem.
Acuso um desfalque. O senhor Inácio França declinou da viagem, alegando “ser azarado”, quando o Santa joga fora do Arruda. Fez uma retrospectiva emotiva e não lembrou de uma vitória sequer, um reles empate. Além disso, passou por momentos infernais, em ônibus que pareciam os Camelos de Cuba. Por mim, ele viajava e superava o trauma, antes de escutar um “mais fresco”, de João Valadares. Além disso, a farra vai ser monumental.
Agora há pouco (sexta-feira à noite), liguei para Gerrá, o zabumbeiro coral. Sua digníssima esposa, Alessandra, atendeu. Estavam saindo do Recife, rumo a Bezerros, onde vão pernoitar. No sábado, viajam com Mariá, a filhota, para Santa Cruz do Capibaribe.
“Por que vocês estão viajando tão cedo?”, perguntei.
“Para ficar mais perto do lugar do jogo”, respondeu Alessandra.
É demais, amigos. Estamos carentes de tudo. Da camisa, dos jogos, da esperança de gols, de comemorar com os amigos, da Sanfona Coral, dos comentários sublimes no decorrer da partida, daquele barulhinho infernal do tempo, que as rádios nos enviam a cada cinco minutos.
Não somos cães, mas há algo de pavloviano nessa torcida. Basta falar “tem jogo do Santa”, que ficamos com a boca cheia d’água.
Nos encontramos em Campina Grande. Quem chegar por último é mulherzinha.
88 comentáriosDicas sobre Campina Grande
Foto: François Tabosa
Vista aérea de Campina Grande
Por Gerrá da Zabumba
Tá chovendo telefonemas, e-mails, fax, telegramas, etc, aqui na redação do Blog do Santinha. Todo mundo atrás de saber informações sobre Campina Grande. Estávamos esperando o nosso enviado especial, o Mário, nos mandar as dicas para podermos publicá-las. Mário percorreu Campina Grande tomando uma nos bares, comendo nos restaurantes e visitou alguns hotéis.
Antes, vamos falar um pouco sobre a cidade. Abastecida pelo açude de boqueirão, Campina Grande é a segunda cidade mais populosa do estado da Paraíba. Fica a 120 km da capital do estado, João Pessoa. Dizem que o São João de lá é o maior do mundo, mas é mentira, o de Caruaru é melhor.
Pra quem vai de Recife para Campina Grande, o melhor percurso é pela BR-101 norte. Para quem não conhece por nome, a BR-101 norte é aquela pista que passa pela boate Bariloche. Chegando a Goiana é só quebrar a esquerda, como quem vai pra També. Segue as placas, pede informações, que você vai dar em Campina Grande.
Tem também a opção de ir pela Rodovia Luiz Gonzaga, a famosa 232, que vai pro sertão. Chegando a Caruaru, vira a direita no sentido de Toritama. Segue as placas, pede informações, que você vai dar em Campina Grande.
Para quem vai de ônibus interestadual, é ligar para o TIP e saber os horários e preço de passagem.
O Santa Cruz jogará no campo Governador Ernani Sátiro, conhecido por Amigão. O campo Amigão tem capacidade para 38.000 pessoas. Porém, somente 23 mil ingressos, aos preços de R$ 40,00, R$ 20,00 e R$ 10,00 (cadeira, arquibancada e geral, respectivamente), estarão à disposição do povão coral. Para chegar ao Amigão, quando você entrar em Campina Grande pergunte a algum paraibano.
Estádio (ou melhor, campinho) Ernani Satyro / “Amigão”
Mas vamos ao que interessa, as dicas de Mário sobre bares e restaurantes. Transcrevemos na integra a informação mandada por e-mail.
Restaurantes e bares (especialmente bares):
- Bar e restaurante Espaço (Bar das loiras), fica na Rua 13 de maio, ao lado da Telemar, no 1° andar. Bom arrumadinho e serve refeições também. Esporadicamente serve carne de bode;
- Chopp do alemão, situado na Rua Barão do Abiai, 158, centro. Aconchegante e chopp muito bom. Bons petiscos. Vale conferir;
- Quentefrio Self-service, este fica na Rua Sebastião Donato, 25, centro, próximo ao parque do povo. Bom lugar pra quem quer comer sem ser incomodado. Ambiente sóbrio;
- Bar do Bode, fica ao lado de estádio Presidente Vargas (campo do treze). Excelente lugar. Serve carne de bode de primeira, honra o nome, e tem uma ótima fava;
- Ao redor do Açude Velho existem bares excelentes, mas de preços um tanto salgados.
Sobre hotéis, eis as dicas do nosso enviado:
- Hotel Vitória: Rua Venâncio Neiva, 57, centro. Telefone 83-33421003.
- Hotel Verona: Rua Treze de Maio, 242, centro. Telefone 83-33411926.
Do Campinense Forró Clube, eis o que o nosso enviado informou: “Sobre o Campinense Clube, posso afirmar que tá uma zona sem tamanho”.
ATUALIZAÇÃO - EXCURSÃO CORAL
Por Danielle Leal
O local do encontro da Nação Tricolor será a Churrascaria Milênio, Av. Senador Argemiro Figueiredo, 1699 - chegando em Campina é só perguntar onde fica o Posto Milênio, segundo a encarregada todo mundo sabe! Fica próximo da fábrica Coteminas e do aeroporto, e o fone é (83) 3335.5334.
Confira no mapa como chegar na Churrascaria Milênio
Agora o que interessa:
Horário: A partir das 11h.
Espaço: Comporta entre 450 e 500 tricolores, só comigo são 180, portanto cheguem cedo para garantir o acesso ao restaurante.
Almoço: Self-service ao precinho de R$ 8,90, e a pessoa pode se servir e repetir a vontade, não é no peso!
Para quem vai com crianças, desconto de 50% para os maiores, e se muito pequenininho eles nem cobram o almoço.
Eles tem uma boa diversidade de pratos, buchada, bode, cabidela, saladas… e prometeram caprichar!
Para os que estão ORGANIZANDO caravanas, eles vão liberar o almoço dos motoristas dos ônibus e também do responsável pela caravana. Tudo FREE!
O contato lá é com Vânia, uma paraibana muito simpática, que estará nos aguardando de braços abertos.
Pretendo chegar as 12h!
É isso.
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