Futebol-lixo
Jovem torcedor tenta catar o futebol coral
por Inácio França
Depois de uma leve mudança de rumo na quarta-feira, o Santa Cruz deu, hoje à tarde, mais uma contribuição decisiva ao projeto iniciado em 2006 de consolidar uma nova escola de futebol, uma nova forma de jogar o esporte mais popular do planeta: o futebol-lixo.
A julgar pela perseverança de presidentes, diretores, treinadores e muitos jogadores, o futebol-lixo parece ser o conceito capaz de levar o futebol-arte, o futebol-total e o futebol-força ao esquecimento. Pelo menos, no Arruda.
É provável que, nunca na história desse esporte, se viu tamanha convergência entre o modo de falar, pensar e agir de um presidente e o modo de jogar do time de futebol por ele presidido. Entrosamento raro de ser obtido.
O local para se jogar o futebol-lixo não poderia ser mais adequado: o estádio Nogueirão. Temo que, nesse exato momento, o presidente - tomado pela empolgação - esteja acertando a transferência integral pedra por pedra, tijolo por tijolo, do feíssimo estádio potiguar para o Recife.
102 comentáriosSanfona Coral - 03 anos de vida
Por Gerrá da Zabumba
Era 13 de julho do ano de 2005. Se não me engano, uma quarta-feira. O relógio marcava 01h24 da madrugada quando recebi uma mensagem pelo celular que dizia: “Gerrá, acaba de ser fundada em pleno empório - Torcida Organizada Musical “SANFONA CORAL”. Seja bem-vindo”. Exatamente desse jeito.
Foi assim, numa mesa do bar Empório Sertanejo, que batizaram a Sanfona Coral. Emília, Samarone, Andréa Ferraz e Chiló tomaram a decisão, fizeram o estatuto e tornaram oficial a torcida musical do nosso Santinha. Parece que Luciana, a moça coral, também estava lá. Sim, eles beberam muito e voltaram pra casa dirigindo.
Nesses três anos a TOM Sanfona Coral já fez de um tudo. De lá pra cá, a Sanfona já apareceu, já desapareceu, já protestou, já farrapou algumas vezes, já ganhou, já perdeu, já viajou de avião, já parou o trânsito da Rosa e Silva, enfim, já botou muita gente pra dançar.
Pois é, hoje é aniversário da Sanfona Coral. Patrimônio cultural do povão santacruzense. Três anos de vida da torcida mais (des)organizada do mundo.
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