Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 14 de julho de 2008

Tormento novamente ou apenas um tropeço?

Geovane e amigos da CoralJampaGeovane (com a camisa de Pernambuco) e amigos da CoralJampa

Por Geovane Vitor Vasconcelos, professor universitário

Depois da falta de personalidade do time do Santa, na partida de ontem em Mossoró, vem novamente aquele medo de virarmos, na série “C”, aquele time que nos atormenta há anos nas séries “A” e “B”, o que só ganha em casa empurrado pela torcida, e não consegue nem um empate fora de casa, seja lá com quem for. Sair de casa, é derrota certa! O medo se torna ainda maior, com empates e eventuais derrotas dentro de casa.

Acompanhei o jogo pela Rádio Rural de Mossoró, que indicou que o Santa foi tímido no 1º tempo e não existiu no 2º. Isso é postura de time grande?

Talvez vencer o central em Caruaru seja possível, já que é um time de Pernambuco, embora isso não aconteceu no Campeonato Pernambucano deste ano.

Eu imagino a desprezível pressão que uma torcida de 2.700 pessoas é capaz de fazer em Mossoró (esse foi o público, segundo a Rádio supracitada). Foi quase insignificante a presença da torcida do potiguar. Isso é público de treino do Santa, em dia de semana, no meio da tarde.

Já se foi o tempo em que camisa ganhava jogo.

Outra coisa, no 1º jogo contra o campinense, o Santa disse que foi roubado e a própria imprensa pernambucana e a diretoria do Santa, em entrevistas, disse que o Santa jogou bem e não merecia perder. Eu assisti ao jogo, e acho que eles assistiram outro jogo. O Santa não jogou bem no primeiro tempo e, quando empatou, ficou recuado, indo ao ataque algumas poucas vezes. E depois dos 30 minutos do 2º tempo, ficou tão recuado, que acabou levando o segundo gol, sem tempo de reação.

É preocupante, pois no segundo tempo, quando o Santa ainda perdia de 1 X 0 para o potiguar, não se ouvia na narração o nome do goleiro adversário, os nomes dos atacantes do Santa e nem a palavra escanteio. O potiguar ganhando o jogo e partindo pra frente, quase fazendo o quarto gol, enquanto o Santa parecia estar assistindo ao jogo. Cadê o respeito com o Santa? Por que não reagimos? E o saldo de gols, não é importante?

Agora amargamos outra derrota, contra um time sem expressão (com todo respeito ao potiguar), e a terceira colocação na nossa chave, vendo adversários na nossa frente, que em épocas passadas tremiam com a presença do Terror do Nordeste.

Vamos torcer para o campinense afundar o central, ganharmos do potiguar no jogo de volta e, lutar pela segunda colocação na última rodada, aqui em casa, contra o campinense já classificado, quem sabe até contando com uma ajudinha do central tirando pontos do potiguar (a famosa mala preta, mas com vermelho e branco também).

Quando começou a competição eu nem estava preocupado com o campinense, que sempre foi freguês do Santa, imagine um tal de potiguar. É humilhação demais. O coração do verdadeiro tricolor não agüenta.

Mas vamos pro Arruda, cantando a canção mais famosa do Venâncio, Corumbá e Guimarães:

“Enquanto o meu tricolor
Tiver o couro e o osso
E puder com um chocalho
Pendurado no pescoço

Eu vou vibrando pro Arruda
Que Deus do céu nos ajude
Quem não torce pro time natal
Tem uma paixão vazia e falha

NÃO DEIXO o meu Santa Cruz
Nem no último pau-de-arara
NÃO DEIXO o meu Santa Cruz
Nem no último pau-de-arara”

Não sei se vai ter 30.000 no próximo domingo no Arruda. Só sei que serei um deles, qualquer que seja o público, se Deus quiser. E você, também estará lá? Claro que sim, apesar do notável amadorismo da diretoria do Clube Mais Querido do Norte-Nordeste deste país, nesses últimos anos, o Santa é uma paixão especial.

Não deixo o meu Santa Cruz nem no último pau-de-arara.

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