Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 18 de julho de 2008

Quando nasce a esperança

Por Dimas Lins

Minha filha nasceu. Não sei descrever o momento, nem meus sentimentos na hora do parto. Também não sei precisar o tamanho da alegria ao vê-la e ouvi-la chorar. Seu choro soou para mim como o som da nossa imensa torcida cantando o amor ao Mais Querido em pleno Arruda.

Só sei que desde então sinto no peito uma felicidade inesgotável. É mais amor do que um coração pode suportar, mesmo para um tricolor, acostumado já em criança a amar demais.

Já sonho com ela assistindo ao Santinha jogar no Arruda pela primeira vez. Vestida com o manto sagrado, ela verá e ouvirá a vibração grandiosa da nossa torcida. Confusa, Maria Luíza pensará que os louvores também são para ela. E serão. Direi baixinho em seu ouvido que é assim que a nossa torcida saúda um novo membro da família tricolor. Ela certamente sorrirá feliz, ficará maravilhada com o espetáculo, gritará gol em meus braços e, ao fim do jogo, dormirá tranqüila, após mais uma vitória do Santa Cruz.

Agora sou pai. Sou pai de uma pequena torcedora coral. O nascimento da minha filha traz um novo sentido para a minha vida e renova as minhas esperanças no futuro. Como ela, novos torcedores corais também chegarão e contribuirão para renovar os ares nas Repúblicas Independentes do Arruda. Afinal, serão eles, os pequeninos tricolores de hoje, que levarão bem longe o Santa de amanhã.

Que ela seja muito feliz e possa assistir ao nosso clube grande outra vez.

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Pra cantar domingo

Por Gerrá da Zabumba

Depois do show que a torcida coral deu no jogo contra o Estação Central de Caruaru, cantando aquela musiquinha que dizia assim: “oh! oh, oh, oh, oh! oh, oh, oh, oh!….”, tem chovido e-mails na redação do Blog do Santinha com sugestões da novas músicas, gritos de guerra e até coreografias.

Jorge, forrozeiro do grupo Forró Afiado, mandou essa paródia da música A natureza das coisas (é aquele xote apelidado de Se avexe não), composição do saudoso Aciolly Neto.

“Oh! Vou jogar na série c
Oh! Mas vou subir pra série b
Oh! Vou jogar para ganhar
Oh! E voltar pra série a

Se avexe não
Na série c pode acontecer tudo, inclusive nada
Se avexe não
A gente pode ganhar ou tomar lapada

Se avexe não
Que a cobrinha da felicidade nunca se atrasa
Se avexe não
A gente volta pra série a que é a nossa casa

Se avexe não
Toda caminhada começa no primeiro passo
Minha cobra é comedora de cabaço
Inexoravelmente, chega lá, oh! oh!

Se avexe não
Observe quem vai subindo a ladeira
É o santinha indo rumo à primeira
Mas pra isso a gente vai ter que suar

Oh! Vou jogar na série c
Oh! Mas vou subir pra série b
Oh! Vou jogar para ganhar
Oh! E voltar pra série a”

Pronto, agora é só decorar a letra, fazer gargarejo de romã, afinar a voz e soltar a goela domingo no Arruda.

 

 

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