Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 24 de julho de 2008

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por Inácio França (com ajuda de Gerrá da Zabumba, Fernando Veloso e Eraldo Sinício)

Estamos em dívida com os leitores do blog. Há pouco mais de uma semana, alardeamos aqui que Edinho havia registrado sua candidatura a vereador. Façamos justiça, só publicamos a história depois que o radialista Aderval Barros fez o maior barulho numa resenha esportiva e alguns internautas publicaram suas falas na seção de comentários. Praticamente ao mesmo tempo, o blog de política e economia Acerto de Contas publicou a informação.

Resolvemos futucar a história. Com ajuda de amigas no TRE, confirmamos o número da candidatura de Edinho (esse número que dá título à postagem), mas recomendamos que evitem usar a milhar para apostar no bicho. O mau-agouro é grande.

Surpresos, ficamos mesmo quando conseguimos o CNPJ da candidatura do dito-cujo. Sem número do CNPJ, os candidatos não podem imprimir material de campanha.

Não publicamos nada antes porque queríamos algo mais: uma certidão, emitida pelo cartório eleitoral, comprovando que o presidente do Santa Cruz era candidato a vereador pelas hostes tucanas. Essa semana, o candidato Edinho renunciou à sua candidatura. Se renunciou, era candidato. se era candidato, ignorou o estatuto do clube. Já devia ter deixado a presidência.

Algumas perguntas são inevitáveis. A primeira delas: e por que ele continua lá, mandando e desmandando? Não temos a resposta para isso. A oposição não se mexeu muito para destitui-lo. Houve um momento, há cinco ou seis dias, que Fernando Veloso era o único interessado no assunto junto conosco.

Mais uma vez, não sabemos qual a razão para essa omissão, mas temos algumas hipóteses. A mais plausível é que, de acordo com o estatuto, Fred Arruda assumiria apenas para convocar novas eleições no conselho no prazo de oito dias. E a atual formação do conselho ainda é controlada pelos cardeais que dão aval a Edinho. Além de sofrer influência de João Caixero, cujo rosto é visto em todos os locais do Arruda onde há sombra e escuridão.

De acordo com nossa hipótese, Fred Arruda convocaria, na verdade, uma eleição para levar à presidência mais um nome da confiança dos cardeais. Nesse caso, esse novo presidente, livre do ódio dirigido pela torcida contra Edinho, poderia coordenar o processo eleitoral de dezembro ao seu bel-prazer, com sócios inventado e tudo mais.

Essa hipótese explicaria também o porquê de Edinho ter se candidatado a vereador: para sair de fininho (provavelmente em acordo com seus avalistas) e limpar a área para outro presidente menos odiado. A descoberta precoce do seu registro como candidato teria atrapalhado esses planos.

Tudo é hipótese do Blog do Santinha. Certeza mesmo, só uma: vamos encher o Arruda no próximo domingo.

P.S - Pela ajuda para ilustrar, obrigadão, Eraldo!

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Conselho cardiológico

Por Coronel Peçonha

Ao contrário dos milhões de santacruzenses, só fiquei um “pouquinho” preocupado com o jogo contra a pomba-gay-espalhafatosa do agreste lá pelos 40 minutos do segundo tempo.

Meu coração? Ficou intacto, nenhum sofrimento para ele. Expulsão, bola na trave e penalty? Zero bronca.

Afinal de contas, ouvir jogo decisivo pelo rádio é algo muito “normal”, não sei o motivo de tanta gente se emocionar. E daí se houve bola na trave? Vocês estão muito nervosos, fiquem tranquilos.

O difícil é você esquecer que seu time do coração está disputando a partida mais importante até hoje, uma decisão em começo de campeonato.

É que eu desempreguei cardiologista hoje, pois das 20:30h às 22:25h não liguei o rádio, fiquei vendo um desenho animado com uma das filhas contando o final (ela já tinha visto o filme umas 30 vezes, ao ponto de repetir as falas dos personagens) e, mesmo após ligar o rádio, ainda assim, fiquei intercalando momentos da transmissão com a televisão, que já mostrava outro jogo.

Ataque do adversário e eu desligava o rádio. Se queria escutar, mudava por várias estações, procurando o locutor que estivesse repassando a menor emoção possível.

Senhoras e senhores, o Santinha está me matando e eu nem coragem para ir ao estádio, apesar da possibilidade, tive. Conforme vi nos comentários do artigo anterior, adotei a tática de Valter Azevedo e pelo menos deu sorte.

Não tenho mais palavras. Segue desenho do órgão mais sofrido do santacruzense; decorem as suas principais subdivisões, pois estamos apenas no início do campeonato. Domingo tem mais…

O Santa Cruz é minha pátria.

p.s.: sem querer ser sarcástico, gostaria de agradecer a Marco Antônio mais uma vez. Ano passado, ele nos garantiu os dois únicos motivos de alegria, com os gols contra a cachorra de peruca. O erro dele hoje foi mais um momento inesquecível.

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