Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 4 de agosto de 2008

Desabafo de um desanimado

Dica para a diretoria: chamem o Analista de Bagé

por Inácio França

Eu, que sempre insisto para os textos não se limitarem à mesmice das resenhas e dos comentaristas, estou prestes a escrever queixas e mais queixas contra o treinador. Eu, que me encho de esperanças a cada contratação, estou pessimista. Eu, que fico ansioso e destruo minhas unhas antes de cada jogo, desanimei. Eu, que fico sem voz aos 25 do primeiro tempo, nem comemorei o gol de pênalti contra o Salgueiro. Eu, que prefiro escrever na terceira pessoa, faço esse desabafo na primeira pessoa do singular.

Morguei. Saí do Arruda, ontem à noite, achando que permanecer na série C em 2009 será um ótimo negócio. É bem verdade que relutei antes de assumir meu pessimismo em público, mas lembrei que esse era o sentimento de todos com quem troquei poucas palavras no trajeto entre as sociais e minha casa. Gerrá, Flávio Lins, Coronel Peçonha, o garoto Jaime, os irmãos Lucena e minha colega de trabalho Jane (que dispensou o Alprazolan e se arrependeu). Por telefone, Laércio Portela, sofria do mesmo desalento.

Pode manter o otimismo um torcedor que, em 18 meses, asisste a um desfile de treinadores que mais se assemelha a uma galeria de horrores (Charles, o inerte; Mauro, o patife; Do Carmo, o cascateiro; Bagé, o insano)?

A partida de ontem foi o divisor de águas para meu espírito. Os erros cometidos pelo treinador foram tantos e tão óbvios que a confiança desapareceu. Resta o consolo de testemunhar um time jogando com alma, com vontade. Mas até quando irá durar essa vontade quando, do comando, partem ordens loucas, instruções contraditórias?

Não sei a motivação do tal Bagé. Sei apenas que ele precisa da ajuda do conterrâneo mais famoso, o Analista, para cuidar dos seus problemas psiquícos. Talvez ele sofra de megalomania, o que explicaria a fé inabalável nas próprias invenções estapafúrdias. O problema pode ser mais sério, possivelmente uma perda de contato com a realidade, afinal enquanto todos viam o jogo de um jeito, suas substituições indicavam que ele estava vendo de outro. Outro possível diagnóstico é a dupla personalidade, pois o sujeito passou a semana treinando o time de uma forma e escalou de outra.

Diagnosticar Bagé, porém, é problema do Analista. Nosso problema é que o tratamento para loucura é demorado. E essa fase tem apenas mais cinco rodadas.

Hoje não consigo enxergar saídas e, a exemplo do que acontece no carnaval, torço para que a quarta-feira demore a chegar.

*****

Para facilitar o trabalho do Analista de Bagé, resumo abaixo a lista de insanidades cometidas pelo treinador em três partidas:

1) No jogo contra o Central, ainda no primeiro tempo ele tira o bom volante Memo e coloca Cléo para deixar o time mais ofensivo. A expulsão do zagueiro deixa o time ainda mais vulnerável, mas ele não reconstrói a zaga. É bom lembrar que, em sua primeira entrevista ao assumir o time, o técnico havia afirmado que o Santa Cruz estava muito exposto na defesa.

2) Para enfrentar o Campinense, errou mais uma vez logo de cara ao escalar um time completamente ofensivo, com três atacantes e apenas um meia, Juninho, isolado e perdido no meio. Queimou todos os cartuchos ofensivos de uma só vez.

3) Ontem, Bagé exagerou. Escalou errado, ao deixar no banco Bruno, com quem tinha treinado durante a semana, e entrou com o inoperante Rafael Oliveira, que apóia mal e não marca nem mulher gostosa. No intervalo, sua substituição piorou ainda mais a marcação, quando colocou o terceiro atacante. E Bagé não parou, não parou não: tirou o único atacante pesado e alto para botar Bruno, aquele que devia ser escalado desde o início. Por fim, mais uma doidice: só depois de mais uma vaia, ele tirou o fraco (e esquisito) Gedeil para colocar mais um meia ofensivo, o fraco (também) Ribinha. Aí, como se não tivesse nada com isso, no final ele diz que a torcida tinha razão, pois o time estava muito desorganizado.

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ATUALIZAÇÃO: Acompanhar o time no bom é fácil, quero ver acompanhar quando poucos acreditam. Participe de mais uma Caravana Coral: cumpinense X Santa Cruz - A Revanche!!!

DATA: 06/08 (quarta)

LOCAL: “estádio” O Amigão - Campina Grande

QUANTO? R$ 40,00

O QUE INCLUI? Cerveja, refrigerante, e água!

SAÍDA: 16h, dessa vez vamos sair da nossa sede no Arruda, fica mais prático para pegarmos a BR-101 pela Av. Norte.

TRAJETO: Vamos direto sem paradas, com previsão de chegada no estádio às 19h30.

VOLTA: 23:30H

CONTATO: Danielle Leal (Dani_tricolor) - Fone: 9235-7950 - email: danielle_m_leal@hotmail.com

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