Até no bolão…
por Marcel Tito
Cinqüenta pessoas participam do bolão onde trabalho. Assim como o Santa Cruz, ao fim da primeira rodada de todos os grupos da Copa do Mundo, sou o lanterna. Apenas seis pontos marcados de 48 possíveis. Um aproveitamento de 12,5%. A situação do tricolor deve-se a vários fatores. Diretoria, técnicos e, claro, aos atletas – se é que podem ser chamados assim. No meu caso, antes que digam que não entendo nada de futebol e meu emprego fique realmente ameaçado, as justificativas:
Wanchope e assistentes - Marquei Alemanha 1 x 0 no jogo de abertura, mas o trio de arbitragem deixou de marcar um impedimento claro do atacante Wanchope. Tudo bem, o primeiro gol do desgraçado foi em posição legal, mas o segundo? Prejuízo causado pelo trio de arbitragem argentino. Só podia. Apenas um ponto marcado, já que o Equador resolveu jogar bola e venceu a Polônia por 2 x 0.
Bobo? – Se Gamarra deu uma ajudinha, um tal de Bobadilla me atrapalhou em Paraguai 0 x 1 Inglaterra. O goleirinho paraguaio defendeu tudo e se tornou um sério candidato à judas neste ano. Eficiência que faltou aos atacantes suecos, que empataram com Trinidad e Tobago em 0 x 0. E assim cheguei aos dois pontos. Doze tinham sido disputados.
Franck de Bleeckere – A única lembrança da Bélgica que tenho – desde que comecei realmente a acompanhar as copas – é de Preud’homme, goleiro da seleção de 1990. Na época, eu era o camisa 1 do time da rua e, dizem, um pouco melhor do que o belga. Segundo informações paternas, cheguei a marca de 16 jogos sem tomar gols e tendo convertido três. Larguei as luvas por conta de um traumatismo craniano numa dividida no mesmo ano. Registro que o lance que ocasionou a lesão terminou em escanteio.
Voltando ao assunto, o senhor Franck de Bleeckere junta-se à Preud´homme na lembrança. O árbitro começou até bem, mas validar dois gols da Argentina no mesmo jogo, com o adversário melhor em campo e com Maradona na arquibancada? Não existe. “Ele mostrou falta de personalidade”, disse o árbitro Edílson Pereira ao ser por mim consultado. Para completar, na outra partida, o árbitro holandês Markus Merk deixou de marcar um pênalti para Sérvia e Montenegro. Miserável. Mais dois jogos e nenhum ponto marcado.
Da boca pra fora – Os iranianos tem fama de valentes, mas, pelo jeito, só fora das quatro linhas. Apanhar de 3 x 1 para os verdinhos do México é dose. E de Dreher, sem gelo, ouvindo Oswaldo Montenegro, ao meio-dia e com um pneu furado em um canavial deserto. O mesmo digo de Portugal. Começou bem, balançou as redes logo no início – aos quatro minutos do primeiro tempo eu já gritava no trabalho “só faltam seis” – mas parou por aí. Mais um mísero ponto marcado e 21 perdidos.
Simon – Acreditava que os Estados Unidos tinham aprendido algo com Romário jogando lá. Falam até que têm um novo Pelé! Que iam perder, até imaginava, mas de três e sem marcar nenhum gol? Só mais um ponto para a contagem. Na outra partida do grupo, outro senhor, Carlos Eugênio Simon, acabou com a minha perspectiva de empate entre Itália e Gana. Deixou de marcar pênalti para os africanos, inverteu faltas, enfim. “Sempre disse que ele era fraquinho. Ele não consegue enganar ninguém. Só a Fifa”, comenta Edílson.
Galo gordo – Na estréia do grupo do Brasil, Zico mostrou que pode até ser bom técnico, mas Copa do Mundo não é com ele. Perdeu de 3 x 1 para um bando de cangurus desorganizados. Na partida do nosso escrete, culpa de Ronaldo. O gordo só fez raiva e, graças a Kaká, marquei mais um ponto no bolão. Meu consolo é que no palpite para a partida contra a Austrália fui menos otimista. Coloquei somente 5 x 0.
Hamilton – Se o volante que atua no futebol pernambucano estivesse na partida contra a Coréia do Sul, com certeza os togoleses teriam tomado mais gols, mas foram somente dois. Cheguei a seis pontos. No outro jogo, fui pego de surpresa pelo futebol mágico e envolvente da França. A seleção de Zizou arrancou um empate com a Suíça e me deixou na lanterna do bolão.
Mea culpa – Assumo o erro duplo. Confiar que a Ucrânia pudesse empatar com a Espanha era demais. De lá só salva mesmo Clarice Lispector. Na outra partida, apostei na Tunísia. Um gol apenas. Deu empate em 2 x 2. Nenhum ponto e a lanterna isolada de presente.
A situação está crítica. Mas, como reza o discurso pronto dos jogadores do Santa Cruz neste ano, “agora é levantar a cabeça e começar a recuperação. Com certeza ela virá.” Só não sei quando. Vou perguntar a Wilson Surubim.








Anonymous
15 de junho de 2006 às 20:35
Maurício, Márcio Alemão, Mirandinha, Wilson Surubim, Enilton que brincadeira é essa!
afonso rocha
15 de junho de 2006 às 21:45
brincadeira não, é incompetência misturada a sacanagem. já vimos este filme várias vezes.
foi assim no ano 2000, depois q subimos com o grande treinador NEREU. depois na era mendonção, foi a mesma coisa, trouxeram o sociólogo e um bocado de bonde.
joão sem nome
15 de junho de 2006 às 21:59
anônimo, a brincadeira continua.
simão indicou magal do américa/rn e ivan do ABC.
será q são melhores do que tiano e thiago?
mesmo em copa do mundo, esse blog devia falar mais do santa cruz.
mauricio
15 de junho de 2006 às 22:25
Maurício, Márcio Alemão, Mirandinha, quero entrar nessa brincadeira também, vai ser o quarteto dos emes “Os trapalhões”, eu jogo ruim pra cacete meu, eheheh…
Anonymous
16 de junho de 2006 às 1:14
Vai ver Maurício, vc com este futebolzinho ruim que vc diz ter, será melhor que as novas contratações. Oh timinho de incompetentes, essa diretoria do Santa Cruz. Pablo - DF
Anonymous
16 de junho de 2006 às 7:43
Se é para trazer um meia de 34 anos era melhor trazer Zinho, Robert ou Adãozinho. Pelo menos um desses três traria qualidade para o meio do Santa.
Anonymous
16 de junho de 2006 às 7:47
Depois de Wilson Surubim quem tá chegando é Henágio, Washington (ex-santa e ex-flu) e Tato(ex-coisa). Vamos torcer para Wilson ser um novo Rose, porque quando ele chegou tinha um chevelho com um som pesado e tomava todas mas mestre Giva o regenerou.
Anonymous
16 de junho de 2006 às 8:01
O volante Magal do américa de natal jogou no Juventude ano passado ao lado de Enilton e Bruno Lança e fizeram uma campanha de regular para boa.
Zeca
16 de junho de 2006 às 9:20
Criciúma não abre mão de zagueiro
GILVAN DE FRANÇA
CRICIÚMA
Será de curtíssima temporada, se depender da diretoria do Criciúma, a novela Márcio Alemão, com o enredo de uma transferência que vai representar um aumento salarial de 300% para o jogador atuar no Santa Cruz/PE. “Não recebemos nenhuma proposta oficial”, resume o diretor de futebol Gustavo Gazzolla. Alemão, com amidalite, não treinou ontem.
Para se transferir para o Criciúma, disputar a Copa do Brasil e com o desafio de levar o time à Série B do Brasileiro, Márcio Alemão, segundo ele próprio, brigou com o técnico Maurício Simões, no Treze de Campina Grande (PB). Si-mões na quinta-feira passada assumiu o Santa Cruz e indicou o zagueiro como reforço. O jogador recebeu, por telefone, uma proposta financeira e a oportunidade de disputar a Série A.
Segundo Gazzolla, o clube não recebeu proposta do Santa Cruz ou de qualquer outro clube pelo zagueiro ou por outro jogador, por isso descarta a transferência, encerrando a novela. Pelo mesmo motivo, Vagner Ca-rioca, que disputou o Paulista pelo Guaratinguetá, e Douglas, retornando da Turquia, devem se integrar ao grupo e trabalhar normalmente, avisou o dirigente. Douglas, no entanto, tem contrato de empréstimo até o final do mês.(topo)
http://portal.an.uol.com.br/2006/jun/16/0esp.jsp
Zeca
16 de junho de 2006 às 9:38
time do juventude do ano passado, 13 na classificacao da serie A, uma posicao à frente do Fortaleza q brigou pela vaga na sulamericana:
JUVENTUDE
Doni; Chicão (Camazola), Naldo e Antônio Carlos; Magal, Bruno Lança (Jardel), Lauro, William (Caíco) e Daniel Pontes; Enilton e Túlio
Técnico: Dorival Júnior
notícia da vitório do Juventude sobre o Flamengo por 4×3, com 2 gols de Enilton e participacao de bruno lança e magal:
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2005/07/21/ult59u95059.jhtm
sempre que anunciam contratações, recorro ao Google pra ver a história dos caras. acredito que magal, enilton e wilson surubim (convertido!!!) possam ajudar muito o santinha. temos ainda augusto recife e luizinho.
estou esperançoso e acho importante a mescla entre jogadores da região, como os anunciados recentemente, com jogadores comprovadamente de melhor nivel tecnico, como recife e luizinho. acho apenas q precisamos de um camisa 10 diferenciado q traga a responsabilidade para si. esse esta sendo o nosso maior problema.
meu time: juninho, luizinho, valdson, adriano e xavier; augusto recife, bruno lanca, surubim e luciano; enilton e nene.
Coronel Peçonha
16 de junho de 2006 às 10:26
Rapaz, para que falar do Santa Cruz? Vamos descansar os corações pelo menos até julho.
E se Surubim deixou de nadar em álcool? E se Magal não for o Sidney? E se Márcio Alemão não for paraguaio? E se os Maurícios funcionarem? E se Luizinho jogar por Huginho e Zezinho?
Eu não acredito mais desde a segunda partida de Espinosa, porém não posso criticar sem ver em campo.
O Santa Cruz é minha pátria.
Zeca
16 de junho de 2006 às 11:02
caro coronel e demais colegas,
nao sei voces, mas para mim essa copa esta tendo um gosto amargo. meu sorriso a cada vitória da seleção tem um ar hipócrito, cego, e surdo, como se fingisse nao saber, ver ou ouvir nada sobre a situacao do nossa santinha!
o que mais me dói é essa impressão insistente e incômoda que me atormenta à cada nova notícia que comprova a incompentência, ou incapacidade para ser mais brando, das diretorias que revesam-se à frente do santinha ao longo dos nossos altos e baixos. uma impressão de que o nosso lugar é mesmo a série B!!
espero que os bons entendedores compreendam a minha mensagem sem distorções!
saudações tricolores!
O ANALISTA - DF
16 de junho de 2006 às 11:40
Caro Coronel Peçonha,
Acho que o Sr. tá com toda a razão, pois “SE”, “SE”, “SE”, “SE”… É muito “SE”. Acho que só tá faltando um “SE”: “SE MINHA MÃE TIVESSE UMA CARREIRA DE PEITOS, ERA UMA PREÁ OU NO MÍNIMO UMA CACHORRA”.
#Obs.: Quem sabe Maurício Simões e Wilson Surubim não abraçam o Evangelho?
Sei não, sei não, sei não! Pelo o andar da carruagem, tudo pode acabar em pancadaria…
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!!!!!!!!!!!!
Carlos Arruda
16 de junho de 2006 às 18:43
ei coronel, leva a seleção pro teu quartel.
essa copa do mundo tá dando uma dor no ovo. e esse negócio de se ficar falando somente em seleção, pense num negócio enjoado.
já basta a rede globo empurrando nos ouvidos e nos olhos da gente, essa propaganda verde-amarela.
patriotismo? eu quero é tomar cachaça e ver o santa cruz bem.
Anonymous
16 de junho de 2006 às 19:46
Conclusão inevitável:
Marcel é pé frio.