Lugar de mulher é no estádio
por Anizio Silva
“(…) no movimento feminista, nota-se grande preocupação com o corpo - reprodução, maternidade, sexo, expressão, violência, sensibilidade -, mas persiste a lacuna quando se trata da mulher no esporte. De futebol, então, nem se fala”, afirma o pesquisador Eriberto Lessa Moura, autor de um interessante estudo sobre o futebol feminino.
Como acreditamos que a participação da mulher no clube não deve se confundir com as marias-fantasma, que apareceram nesta última eleição, estamos colhendo os depoimentos de algumas torcedoras de verdade - amantes apaixonadas do Santa Cruz. A idéia é levar as verdadeiras tricolores para assumirem os destinos do clube.

"Mulher tem que ir a campo e participar do dia-a-dia do Clube"
.
Meu nome é Marcela Oliveira, tenho 22 anos, acabei de me formar em direito e pretendo me especializar em direito desportivo. Fiz minha monografia baseada nos contratos trabalhistas de atletas de futebol profissional, e posso dizer com toda certeza que essa escolha sofreu influência pelo fato de ser fanática pelo Santa Cruz Futebol Clube, e vivenciar o cotidiano do mesmo.
Algumas pessoas se surpreenderam com o tema, tanto os que fazem parte do universo jurídico, quanto as pessoas que olhavam de fora. Na parte jurídica, em relação ao fato de que aqui em Pernambuco não temos especializações nesse tema (direito desportivo), e a cadeira em si, na faculdade, é tratada de uma forma eletiva, isso quando existe essa possibilidade.
No geral para quem observava de fora, incomodava o fato de uma mulher se preocupar com um mundo predominantemente masculino, por ser uma coisa nova, e tudo que é novo geralmente traz receio.
Eu, diferente de muitas meninas, nunca joguei futebol. Entrei para o mundo do desporto ainda no colégio, joguei handebol, fiz dança e pratiquei natação, até tentei uns passos no futebol, o que não deu muito certo, conseguindo jogar no máximo umas partidas de salão, para completar o time feminino.
A minha história com o Santa Cruz Futebol Clube é bem inusitada. Meu Pai é rubro-negro doente (todos eles são na verdade) e minha mãe é torcedora da barbie. A primeira lembrança que tenho sobre o Glorioso na minha vida foi em 1993, quando o Santa, vencendo a barbie, ganhou o título pernambucano daquele ano. Via o meu avô materno, que é tricolor, vibrar e chorar de alegria escutando o rádio e eu, como não tinha muita noção do que estava acontecendo, só acompanhava observando.
No mesmo ano, dois primos meus por parte de pai foram jogar futebol nos júniores do santa, daí por diante eu dizia ser SANTA CRUZ oficialmente, para revolta dos meus pais e da minha irmã (vale ressaltar, também torce pela coisa) e para glória do meu avô, de alguns tios e alguns amigos mais velhos, que eram tricolores e trataram logo de protocolar o fato, me presenteando com uma camisa do Santa.
A primeira vez que fui a um estádio de futebol foi em 2004 com um ex-namorado. Era no campeonato pernambucano, não me lembro qual o placar do jogo, sei que era Santa x barbie, eu fiquei tão impressionada com a quantidade de gente, com a imensidão do Arruda e a beleza da torcida, que eu não consegui assistir ao jogo; ficava filmando a torcida na arquibancada. O namoro acabou, mas eu continuo desde aquele dia indo aos jogos, e o engraçado é que ele hoje em dia raramente vai a campo.
Em outubro desse ano, fiz uma tatuagem com o escudo do Santa Cruz nas costas. Sempre tive vontade de fazer uma tatuagem, e acho que o desenho escolhido não poderia ser algo diferente, pois acredito na idéia de que tatuagem se faz com o intuito de tê-la para a vida toda, tem que ser algo que nos marque e nos identifique. Muita gente fala do fato de ter feito logo esse ano, que nosso Santa foi rebaixado para segunda divisão e realizou uma campanha pífia durante todo o campeonato brasileiro.
Mas amar, quando está tudo às mil maravilhas, é muito fácil; difícil é amar quando se mais precisa. E apesar de tudo de ruim que nos aconteceu esse ano dentro de campo, houve a maior prova de amor que a torcida do Santa poderia dar ao clube: o resultado da última eleição para a presidência do mais querido.
No ano de 2005 criei no orkut a comunidade “Mulheres que AMAM o SANTA CRUZ” com o intuito de reunir as mulheres que iam ao Arruda, e as que tinham vontade mas por algum motivo não iam. A comunidade tem 1 ano e meio e 6.814 membros, e estamos organizando nosso site e a criação de uma faixa para ser colocada no Arruda em dias de jogo, que se tudo der certo, já estará pronta no começo do campeonato pernambucano de 2007, pois estou fazendo os últimos acertos com o patrocinador. Alguns amigos me sondaram sobre a possibilidade de fazer camisas femininas para divulgá-la nos jogos e levei adiante a idéia. Hoje a camisa (desenho criado pelo designer Rubens da CoralJampa) é vendida pelo site da Coralnet.
Já conversei com algumas meninas sobre a hipótese da criação de uma torcida oficial feminina, e já estamos com algumas idéias, mas preciso de mais meninas para ajudar na organização. Queremos organizar um movimento que aumente o número de torcedoras nos estádios, não penso nisso só para o Santa, mas sim para o futebol no geral. Conversei com algumas torcedoras de outros times, que gostam e vão aos jogos, sobre o movimento: “Lugar de mulher é no estádio” (não só indo a campo mas vivenciando o dia-a-dia do clube).
O preconceito ainda é muito grande e, na maioria das vezes parte dos próprios torcedores, que não levam suas namoradas, mulheres, filhas, etc. para o estádio. Somado a isso, algumas mulheres que, como já citado, por medo do novo, acabam taxando as que gostam de ir aos jogos. Por que não mulheres assistindo futebol? Por que mulher não pode entender e debater futebol?!
Não existe uma causa lógica para esse tipo de preconceito. Seria bom extinguir a idéia de que mulheres que vão a campo são divididas em 3 grupos: “Maria chuteira”, homossexual (nada contra opção sexual de ninguém) e as que vão ao estádio por que a concentração da população masculina é maior e isso seria “interessante” para as solteiras (pasmem, eu já ouvi isso). Mulheres também vão a campo com intuito de assistir aos jogos, por que gostam de futebol e não por que têm algum interesse obscuro!











Marcelo Beltrão.
16 de dezembro de 2006 às 8:37
Eu quero casar com ela. Urgente !!!!
Nunes
16 de dezembro de 2006 às 9:46
Grande idéia abrir esse espaço pras meninas.
O pontapé inicial não poderia ter sido melhor…
Arnildo Ananias de Oliveira
16 de dezembro de 2006 às 10:03
uma moça linda dessa, competente e inteligente só poderia ser tricolor !
Anderson
16 de dezembro de 2006 às 10:28
Minha filha de 7 anos, segue pelo mesmo caminho. Ela ama o Santa Cruz tanto quanto eu. Quando ela ganhou uma camisa do Santa Cruz, para desgosto da mãe, ela não queria tirar a camisa de jeito nenhum. Tanto que até ía pra escola com a camisa por baixo da farda. Até que a mãe escondeu a camisa dela. Eu tentei argumentar para que devolvesse a camisa, mas não teve acordo. O jeito vai ser eu comprar outra camisa pra ela… =)
O interessante dela, é que desde que ela teve uma melhor noção das coisas que ela torce pro Santa Cruz, acredito que desde os dois anos. Isso seria normal se ela tivesse sido criada num meio tricolor, mas o que aconteceu, foi que até os cinco anos dela, ela morava em Garanhuns na casa do meu sogro que é um reduto de torcedores da coisa. Enquanto que eu morava (e moro) aqui em Recife. E mesmo com a insistência do avô e dos tios para que ela torcesse pelo Sport, ela sempre foi Santa Cruz e consequentemente sempre odiou o Sport. Agora que ela tá morando aqui em Recife comigo, e eu já a levei para alguns jogos e sempre que posso a presenteio com algum item do Santa Cruz, coisa que só tem feito aumentar o amor dela pelo Santa Cruz.
Minha filha, eu tenho certeza, já nasceu tricolor, assim como Marcela.
Abraços!
samarone
16 de dezembro de 2006 às 10:31
Ótimo o texto, a tatuagem, a visão de mundo, o amor pelo Santa.
Não é por nada não, mas os ventos mudaram de repente. Já sinto aquela brisa das meninas ao lado da Sanfona.
Samarone
Agripino José Freire da Fonsêca
16 de dezembro de 2006 às 10:34
Porto Velho/RO, 16/12/2006
Bom dia, Torcida Tricolor
Sou um tricolor pernambucano que mora em Porto Velho/Rondônia. Moro em Rondônia deste maio de 1987, mas em Porto Velho, capital, desde 2003. Gostaria de deixar registrado aqui meu comentário a respeito do texto da Marcela. Marcela, sou um admirador incondicional das mulheres. Para mim, a mulher precisa ser descoberta pelo homem, que ainda não a descobriu porque deve morrer de medo disso. Uma mulher para ser admirada por todos precisa ter algumas qualidades básicas: ser feminina, educada, bonita, inteligente, apaixonada pelo SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE. Você tem essas e muitas outras. Parabéns!!! você é completíssima!!!
Agripino Freire
Ronaldo Juvino
16 de dezembro de 2006 às 10:46
Marcela vc apenas falou e disse! Gosto d ver mulheres no estádio, vcs dão um ar d beleza superior ao estádio d futebol! Sempre q dá vai eu, meu irmão, nosso primo e a mãe dele pro Arruda! Ela gosta q só visse! E fica comentando os jogos c a gente e tudo! Nossa tia é tricolor pq simplesmente adora o Mais Querido!
Vc fez uma bela opção ao torcer pelo Santa Cruz! Parabéns!
Espero q em 2007 possamos ter tantas alegrias como tivemos em 2005! Mais como vc Marcela falou, o amor aparece não quando o nosso time esta vencendo e sim quando ele passa por uma maré não muito boa como foi o ano d 2006! Espero q no dia 14/01/2007 vc e todas as tricolores e lógico o universo masculino encha o Arruda na estréia do Mais Querido no Campeonato Pernambucano!
Eu te amo
16 de dezembro de 2006 às 11:04
Eu amo as meninas que amam o Santa Cruz.
Te dou casa, comida, roupa lavada, título de sócio(a) do Santa Cruz, te levo a todos jogos, te venero, te desejo e finalmente mais 3 tricolores peidões pra gente criar.
Menina, você é perfeita. Mudei de idéia, agora eu quero me casar.
RafaeIa Nunes
16 de dezembro de 2006 às 12:01
Má, tenho orgulho de ser tua amiga, tu tem carater e grande inteligencia. so podia ser minha amiga
hehehehehe
fevereiro ja posso voltar ao nosso lugar de sempre no arrudão. =)
tiago paka
16 de dezembro de 2006 às 12:42
pense numa mulher roxeda!!!!
xeiro p tu amiga!!!
Edna
16 de dezembro de 2006 às 12:49
De parabéns Marcela: pelo tema escolhido na monografia, pela comunidade, pelo artigo. Enfim, parabéns a todas as mulheres que como ela comparecem sempre, não para votar vendendo seu voto, mas por estar sempre presente na vida do nosso tricolor do Arruda. Sucesso na sua especialização, mestrado, doutorado. Parabéns
Edézio de oliveira
16 de dezembro de 2006 às 12:54
Dra. Marcela, este é o jeito mais apropriado que dirijo-me a você, para fazer uma intervenção, não que eu queira se formal de mais, ou que não tive vontade de botar minhas unhinhas de fora, e sim por já ter idade de ser o seu avô.
Parabens pelas suas iniciativas, e gostaria de lembrar-lhe que, o nosso Diretor Social o Lulinha, está preparando uma grande festa de aniversário do nosso querido Santinha, para o dia 03 de fevereiro de 2007. E com certeza vai precisar muito d mulherada tricolor
para abrilhantar ainda mais este grande evento.
Aline
16 de dezembro de 2006 às 13:08
Olha só gente, realmente mulher pode e deve ir ao estádio, assim como crianças, idosos. É importante que haja respeito. Lógico que a mulher tem que saber se vestir pra ir num estádio e de preferência estar acompanhada, mas não gosto quando vejo uma arquibancada toda vaiar ou gritar cantadas para as moças que passam. Às vezes isse inibe o público feminino. Sou rubro-negra mas queria deixar um abraço às pessoas de todos os times.
rogerio moura
16 de dezembro de 2006 às 15:24
Torcida apaixonada vamos compareçer, o clube está lindo e movimentado . Muita gente se atualizando. Por enquanto as categorias de sócios são as mesmas. Colaborador R$ 18,00( Essa só dá direito às partidas de futebol com desconto) ; contribuinte de R$ 30,00 ; a outra de R$ 50,00 e por aí vai. TEm pra todos os bolsos. Acabei de pagar seis meses. E quem quitar até 10 de janeiro, o ano todo de 2007, vai poder assistir a todos os jogos do Pernambucano de graça. Embora mesmo tendo direito eu prefiro pagar ingressos para colaborar. Saudações tri de corpo e alma A academia de musculação e ginástica para sócios é excelente com todos os equipamentos novos. Quem for sócio só paga R$ 15,00 para malhar. Quem não for o preço é R$ 25,00.
rogerio moura
16 de dezembro de 2006 às 15:35
Ia esquecendo . Parabéns para a Marcela e para todas as ardorosas e apaixonadas tricolores. Lugar de mulher é no Colossal, nas Repúblicas Independentes do Arruda. Santinha de Corpo e Alma …
José Guibson Dantas
16 de dezembro de 2006 às 15:59
Sinceramente,
Não simpatizo com a idéia de mulheres em estádio de futebol.
rogerio moura
16 de dezembro de 2006 às 17:18
Guibson os tempos são outros , vamos abrir a mente. Paixão não tem sexo. O Santinha aproxima as pessoas e nos trás os melhores sentimentos. Saudações tri de corpo e alma…
Anizio Carlos da Silva
16 de dezembro de 2006 às 17:25
Guibson, esclareça melhor, fundamente sua opinião…
Marcela Oliveira
16 de dezembro de 2006 às 18:38
Obrigada a todos pelos comentários.
Acho que eu esqueci algumas considerações, mas enfim, espero ter contribuido um pouco.
Aline: Concordo com Você, so acrescentando que uma mulher deve estar bem vestida em todos os ambientes. E discortando um pouco da parte que ela ter que estra de preferencia acompanhada (n sei se entendi certo o que voce quis dizer).
Também acho que o fato de cantades, piadinhas, etc, inibem um pouco na hora de ir a um jogo, Infelizmente.
Ao companheiro Gibson, respeito sua opnião, mas creio que como ja foi dito, os tempos são outros, e a nossa presença nos estadios so tende a aumentar.
Coronel Peçonha
16 de dezembro de 2006 às 18:54
Marcela,
Parabéns e boa sorte na especialização. Gostaria apenas de lembrar um grande empecilho para a mulher ir ao Arruda em dia de jogos: os banheiros!
Tenho duas filhas pequenas e esse é o único motivo pelo qual não as levei ainda para ver um jogo.
Amanhã estarei lá com as duas!
O Santa Cruz é minha pátria.
Joao Vitor
16 de dezembro de 2006 às 19:12
Marcela, parabens pelo texto, ele ficou muito bom.
Concordo com você, é preciso aumentar sim o número de mulheres no estádio e no dia-a-dia do clube
Parabéns pela iniciativa
ps: quem vai casar com ela sou eu
José Guibson Dantas
16 de dezembro de 2006 às 19:12
Ok Anízio, vou fundamentar minha opinião.
A mulher é um ser tão valoroso que eu jamais levaria uma namorada minha a um estádio de Pernambuco. Jamais levar minha namorada para um jogo, onde parte da torcida não tem um mínimo de respeito à presença feminina.
Já vi sujeito tirar o pênis e urinar na frente de senhoras e filhas, sem falar na imundice dos estádios.
Outra coisa: acho deplorável uma mulher (símbolo de amabilidade) gritar “AA UU no Seu CUUUUUUUUUU” ou “OOOO mulher..SÓ FODE com …..”. eu mesmo não gostaria de ter uma mulher desse tipo.
Só é uma opinião. E acreditem: respeito todas as opiniões postadas aqui. Posso até não concordar com elas, mas darei a vida pelo direito de todo mundo expressar suas opiniões.
Grande abraço do amigo Guibson.
Marcela Oliveira
16 de dezembro de 2006 às 19:16
Gibson, esse tipo de situação so vai acabr quando os homens se acostumarem com a prsença feminina no estadio. Não é não levando a sua namorada ao campo que isso vai acabar. é reprimindo esse tipo de atitude que esse “torcedor” fez.
em relação ao simbolo de amabilidade, todos os seres humanos são, tanto mulher quanto homem.
E daí a saber se ela vai cantar determiado tipo de musica fica a critério de cada uma.
Ney
16 de dezembro de 2006 às 19:23
Essa cultura está mudando… Quem frequenta estádio há mais de dez anos sabe como era a situação naquela época, onde era totalmente desaconselhável levar mulheres e crianças nos estádios… Hoje em dia ainda tem esses casos, mas é muito mais raro que naquela época, de modo que a presença feminina e infantil tem aumentado muito, o que é excelente… E a responsabilidade de melhorar ainda mais isso é somente nossa…
Quanto ao texto, ficou perfeito… Nem preciso falar nada…
Igo Guimarães
16 de dezembro de 2006 às 21:13
Não tenho nada contra mulher no estadio de futebol, muito pelo contrario. Tenho percebido ao longo dos anos que frequento o estádio do Arruda o aumento gradativo dos numeros de mulhers que vão ao estadio com pais,irmãos, namorados etc. Ouvir que teremos uma diretora nas categoria amadora, Se não estiver enganado ela é a filha do ex-presidente Edelson Barbosa, não tenho certeza mas o nome dela é Sandra. Gostaria de um dia ver uma diretora no futebol profissional, e não porque uma Presidente no Santa Cruz.
mauricio
16 de dezembro de 2006 às 22:12
Linda Marcela Oliveira.
tonico
17 de dezembro de 2006 às 0:38
MARCELA achei massa quando você disse que amar nas vitorias é facil e dificil é quando o time está mal, mas é justamente quando o clube está numa pior é que a minha paixão aumenta mais ainda, pois eu sou louco pelo santa, eu amo essas cores muito. parabéns pelo comentario e sucesso na tua faculdade. ficou massa a tatoo!!!
José Guibson Dantas
17 de dezembro de 2006 às 4:16
Gostei da resposta Marcela….
Por isso que frequento esse blog. aqui há ESFERA pÙBLICA!
Grande abraço
Guibson
Robson
17 de dezembro de 2006 às 7:18
Dra. Marcela, faço minha as palavras do poeta Caetano Veloso em homenagem a sua beleza, inteligência e bom gosto.
Você é linda, mais que damais, você linda sim. Onda do mar do amor que bateu em mim!
Marcelo Ribeiro
17 de dezembro de 2006 às 12:10
Como vc bem disse ” amar quando está numa boa é fácil.” o verdadeiro amor se vê nesta hora, ou seja, quando se precisa e, como minha sábia mãe diz: “eu conheço todo tipo de torcedor, mas quem torce pro Santa é diferente, é um amor contagiante e incomesurável.” E como mãe nunca erra…
Quanto a atitude dos ” torcedores ” no que se referem às suas ações e cantos de ” guerra” , cabe a nós repreendê-los e pedir respeito, a presença da mulher sempre será bem vinda e importante para o nosso amadurecimento e crescimento, tanto como homem quanto torcedor.
Parabéns Marcela e com todo respeito do mundo, o que precisar de mim, basta falar. ( Também sou da área de Direito)
SANTA CRUZ ACIMA DE TUDO E DE TODOS!!!
Aline
17 de dezembro de 2006 às 19:22
em nenhum momento quis dizer que mulher so deve sair de casa acompanhada, é só uma constatação de que as mulheres quando vão só [sem um amigo homem sequer] aos estádios saõ mal interpretadas, como se estivessem na guerra, na caça. Não gosto disso, já deixei de ir pra jogo pq nem meu namorado à época podia ir nem meus amigos podiam, ai eu ficava em casa ouvindo no rádio pq é mt expoisção mulher só em estádio. Queria mt que a cultura mudasse e que a galera respeitasse as mulheres no estádio. Sempre que estou vestida de calça e acompanhada nunca sofri qualquer cpreconeceito mas já mulehres de short, saia e sem amigos ou namorados que levam maior piada que chega a ser ridiculo…
respeitem as mulheres, em todas as suas áreas, inclusive no campo ;D
FalBala LHP
17 de dezembro de 2006 às 20:19
Um amigo tricolor me passou essa matéria para ler.
Gostei muito do seu depoimento, Marcela. Sou Corinthiana de coração, também tenho uma tatoo do meu time nas costas e já fiz mil loucuras para ver jogos do timão. Mas o principal problema que as mulheres sofrem é o preconceito.
Parabéns por seguir em frente com o seu sonho, te desejo muita força e sucesso!!
PS: espero não ficar com o simbolo do santa no meu comentario hahahaha
Marco Aurélio Freire - Natal/RN
18 de dezembro de 2006 às 15:40
Tenho o prazer e a honra de conheçer a Marcela pessoalmente, e posso dizer com certeza que ela é uma pessoa sensacional!
Nunca conheci uma garota como ela, ela é incrível! Doce, inteligente e linda! E Tricolor!
Bjs pra vc meu anjo.
Marco Aurélio Freire
18 de dezembro de 2006 às 16:19
Ops, aí em cima é “conhecer”. De onde apareceu aquele ç?
Will Lacerda
18 de dezembro de 2006 às 20:48
Estimada Marcela fiquei encantado com sua história e opção de Mestrado (Objeto de Estudo). Uma amiga já havia me falado dessa comunidade “MULHES QUE AMAM O SANTA CRUZ” o que achei bem interessante (parabéns!).
Acredito que nós da nação tricolor poderemos superar todas as dificuldades deste momento pois somos quase três milhões de corações tricolores. E nesse aspecto o impeto, a determinação e a paixão das mulheres são extremamente desejáveis.
Parabéns pela opção. E com todo respeito do mundo: Você já era bonita sem esse escudo e com ele tornou-se iluminada. Salve! Salve! Marcela Oliveira.
P.S: Se precisar de co-orientado da dissertação estou à disposição.
Émerson (Papel)
19 de dezembro de 2006 às 13:06
Anizio,
Muito bom este Blog, tá tudo bem arrumadinho e o conteúdo é dez!!!
Manda um parabens pra galera do Blog!!!
Papel.
Helder .net
20 de dezembro de 2006 às 12:03
Oi Anízio, muito bom este Blog.
Você é Design com D maiúsculo.
Marcela,
Todo apoio ao que tu dissestes e parabéns pela forma madura e educada de tratar as opiniões contrárias.
Outra coisa que deve ser discutida é a respeito de formas e mecanismos de apoiar o futebol feminino também.
Elas também são atletas e desta forma devem ter um tratamento digno, assim como os homens têm.
Esta semana uma brasileira recebeu o prêmio da FIFA como a melhor jogadora de futebol do mundo no ano de 2006.
Detalhe: ela conseguiu isto jogando na Europa, pois no Brasil nem sequer existe campeonato feminino de futebol!
As mulheres (coletivo) vão amar os seus times e participar pra valer na medida que elas sejam tratadas com mais respeito, carinho e dignidade.
Saudações Tricolores,
beckman
20 de dezembro de 2006 às 23:58
linda!!
milton severo r.pereira
21 de dezembro de 2006 às 9:56
O Santa continua complicado! Vocês pedem sugestões e qundo agente vai dar, aparece a mensagem:você não está logado! E, para logar, tem que ser sócio! Mas acho que o cara que vai sugerir alguna coisa poderá se associar depois!,,, Não é o meu caso. Sou socio inadimplente. Minha sugestão seria para que o Santa, já que é improdutivo colocar sócios a partir de R$ 1,00. criasse associados, peço menos,a categoria de sócios a R$ 5,00, como fez o ex-presidente Jonas Alvarenga (Onde anda ele?), com tanto sucesso!