O pintor de alegrias
Francisco, eletricista profissional e pintor amador
Obra de arte em Monsenhor Fabrício
Fabiana vetou as tintas na geladeira e no gessopor Inácio França Tem gente que ama o Santa Cruz e sabe tocar um instrumento musical, aí leva a sanfona pro Arruda e compõe música de improviso para expressar esse amor. Alguns têm o clube dentro do coração e sabem escrever, aí montam um blog para expressar o sentimento. Outros têm carro, aí botam adesivo no vidro e bandeirinha tricolor na janela para que todos saibam do seu compromisso. Francisco Araújo Souza Júnior não tem carro, não tira som de instrumento nenhum e nunca teve muita intimidade com a escrita. Como sabe pintar bem, usa os pincéis para colorir tudo ao seu redor de preto, branco e vermelho. Primeiro foi o muro de sua casa, na avenida Maurício de Nassau (a paralela da Caxangá), em Monsenhor Fabrício. Depois, o poste da Celpe, a bicicleta, o meio-fio e aqueles ferros que se colocam na calçada para impedir que carros estacionem. Pra ninguém ter dúvida sobre suas preferências futebolísticas, dois bandeirões tricolores enfeitam a área. “Eu queria pintar geladeira, mas a mulher não deixou. Agora, já tô juntando tinta para a fachada da casa”, anunciou Francisco Júnior, freqüentador assíduo das gerais do José do Rego Maciel e fã incondicional de Zé do Carmo, na sua opinião o maior jogador que já vestiu a camisa tricolor. Outra coisa que ele não conseguiu colorir foi o gesso da perna de sua mulher, Fabiana, vítima de uma fratura exposta na perna há dois meses. As filhas Poliana, de oito anos, e Mônica, de cinco, também escaparam, afinal elas poderiam ser alérgicas à tinta. Mesmo assim, ele diz afirma que seu maior orgulho são os resultados obtidos com as meninas: “A pequena é mais fanática do que eu. Não pode ver um jogo passando na televisão que me chama para ver o Xanta Cus (Santa Cruz, na língua de uma menina de cinco anos)”, assegura o pintor, que, na verdade, é eletricista de automóveis. O empenho de Francisco em colorir o mundo à sua volta não sensibilizou o coração de Fabiana. A mulher não gosta nem um pouquinho de futebol e nem quer saber de ir ao estádio. Mesmo assim, ora se diverte ora se resigna com a outra paixão do marido: “Eu acho é engraçado, acho legal. Cada um com seu gosto. Eu respeito, desde que deixe a geladeira em paz. Mas tem vezes que ela exagera: dia desses, acordei às duas horas da madrugada e encontrei Júnior na calçada, retocando o escudo que estava descascando. Aí eu gritei: ‘entra em casa homem sem juízo, não tem ninguém na rua. Vou dizer pra sua mãe’”.
Pela primeira vez, dedico um texto a alguém: para a alvirrubra que me revelou e levou ao homem que pinta alegrias. E a quem desejo alegrias de todas as cores, sempre.










Anonymous
20 de fevereiro de 2006 às 23:19
tem um tal de ibope que não faz pesquisa com esse tricolores.
quero ver zé do rádio(acho q deve ser do rabo) pintar a casa, os dentes(bacalhau de garanhuns), enfim, quero ver se as alvirosas e os burro-negros, têm na sua torcida a paixão e a criatividade da nossa.
a maior e melhor torcida de pernambuco é a do santa cruz.
viva bacalhau, viva capiba, viva o blog do santinha, viva chico science, viva o dono da oficina tricolor lá perto do imip…
Edgar Assis
21 de fevereiro de 2006 às 7:27
Massa Inácio, essa reportagem.
Moro pertinho da casa do tricolor pintor e passo todos os dias em frente a sua casa.
Sempre tive vontade de tirar fotos, mas como não tenho máquina digital nunca o fiz.
Bom também seria vcs do Blog tomarem uma gelada no bar do tricolor, na Av. Afonso Olindense perto da praça da Várzea.
Ambiente dos mais bonitos.
Todo Coral.
SAUDAÇÕES TRICOLORES !!!!
Ps. Como será as homenagens a Birigui hoje ??? vai haver ???
Edgar Assis
21 de fevereiro de 2006 às 7:32
Ah… ia esquecendo. Como você falou em Alvi-Rosas, me lembrei que depois da casa do tal tricolor na Av. Maurício de Nassau, sentido praça da Torre, tem um depressivo que torce pelo Time das Barbies e pintou a caixa d´água da casa dele com as cores rosas e o escudo.
Deve ser trauma e convicção de que a Boneca sempre morre afogada.
SAUDAÇÕES TRICOLORES !!!!
Anonymous
21 de fevereiro de 2006 às 8:10
Inácio, divulga aí como e quando vai ser a homenagem a Birigüi !
Bixar
21 de fevereiro de 2006 às 9:03
essa torcida da mundiça é muito cheio de frescura.
vcs pensam q só são vcs q se pintam de tricolor é?
no meu sport tem um torcedor que pintou o cú de vermelho e preto.
pelo sport eu dou tudo.
Anonymous
21 de fevereiro de 2006 às 10:00
Para quem possa interessar, tem um boteco em Aldeia com o escudo tricolor de uns 2 metros pintado na parede principal, com vistas para a rua. Está situado no lado esquerdo da entrada da Telebrás, a uns 422 metros da Estrada de Aldeia, na altura do Armazém de Construção Famalicão (o armazém pertence a um tricolor chamado Rubens). Dizem que os pratos principais do nobre local são a macaxeira com bode guisado e o cuscuz com galinha guisada. Carlos.
Anonymous
21 de fevereiro de 2006 às 12:14
Vamos ajudar os caras do Blog: é só clicar no quadradinho de propaganda lá de cima. Podem clicar também nos outros do menu e naquele logo abaixo do contador de visitas, com anúncio do próprio Google.
Inácio Franca/Samarone Lima
21 de fevereiro de 2006 às 16:32
A ilustrada, inteligente, sofisticada e refinada diretoria do Santa Cruz se recusou a ceder o campo para que o Vila Aurora reconhecesse o gramado, às 18h de hoje. E olhe que o próprio Birigüi fez o pedido.
O ídolo está puto da vida!
É surpreendente a incapacidade dos cartolas de um gesto mínimo de cortesia e civilidade. E depois reclamam que as pessoas se afastam.
E eles também não irão fazer nenhuma homenagem ao ex-goleiro. Mas aí também já era pedir demais esperar senso de oportunidade desses caras.
Questionamos: que tipo de homenagem nós, torcedores, poderíamos fazer para Birigüi, para deixar claro que o Santa Cruz é sua torcida e não os trogloditas da diretoria?
Edgar Assis
21 de fevereiro de 2006 às 17:13
Faixa ou fogos existe um custo.
Grito na arquibancada já vai haver.
Poderia, chegar com “minha cobra” de 28M + a Sanfona, na porta da vestiária e fazer uma saudação como se faz em Olinda com os estandartes dos blocos.
Lógico que tudo marcado antecipadamente com o próprio e até com alguém de algum jornal pro registro ser circulado.
Seria uma ação movimentada, rápida e de grande repercussão, pois tudo é novidade.
SAUDAÇÕES TRICOLORES !!!!
Cláudio Vieira de Melo
21 de fevereiro de 2006 às 18:07
Francisco,
Pessoas como vc, através de atos dessa natureza é que fazem do Santa Cruz um grande time com uma maravilhosa torcida.
Parabens e um grande abraço.
Alvirrubra
21 de fevereiro de 2006 às 18:43
Beijo grande!
Inácio Franca/Samarone Lima
21 de fevereiro de 2006 às 18:46
Informações oficiais, de última hora, atestam que o veto ao reconhecimento do gramado partiu de Givanildo, que está encarando o jogo como uma decisão e não quer dar mole para Birigüi.
Inácio França
diogocrg
22 de fevereiro de 2006 às 10:56
bom garoto..