Quando o racismo voltou ao futebol pernambucano

Ilustração de uma campanha contra
o racismo no futebol português
Em 2002, depois que a torcida da barbie ressuscitou o sentimento que, durante 60 anos, impediu que jogadores negros jogassem a camisa do time alvirrubro, o leitor Rodrigo Carneiro Leão de Moura escreveu o texto abaixo. Como não tinha onde publicar, ficou guardado nos arquivos do seu computador. Essa semana, ele percebeu o quanto seu desabafo continua atualizado. O problema é que, hoje, seu texto pode ser vestido como carapuça em alguns tricolores.
PATÉTICOS RACISTAS (título original)
Quem acompanha a imprensa esportiva com regularidade já deve ter conhecimento das manifestações racistas de torcedores europeus. São freqüentes os xingamentos e as faixas contra os jogadores negros, latinos e não-europeus em geral.
Talvez o caso mais marcante tenha sido o dos torcedores da Lazio, tradicional clube romano. As ofensas racistas vindas de sua torcida se tornaram tão constantes que o Presidente da Lazio - envergonhado - ameaçou proibir a entrada de seus próprios torcedores durante alguns jogos de sua equipe. Um dos jogadores mais atingidos por esses ataques racistas vem a ser, justamente, o Cafu, lateral direito do Roma (maior rival da Lazio).
Pois é: Cafu - titular da seleção brasileira.
Outro lateral titular da seleção - Roberto Carlos - já teve seu carro apedrejado e pichado por torcedores europeus com a seguinte ofensa: “Macaco”.
Pra quem ainda não sabe, os argentinos (que se pensam europeus acidentalmente nascidos na América Latina) costumam se referir aos brasileiros como “Los Macaquitos” - acredito que vocês não imaginam que eles estão nos elogiando.
Quem acompanhou a imprensa esportiva após o último jogo entre Náutico x Santa Cruz não viu nenhum comentário (nenhum!) sobre as manifestações racistas da torcida do Náutico. Quem foi ao estádio dos Aflitos sabe do que estou falando. Sempre que o goleiro do Santa (Nílson - que, além de excepcional goleiro, é negro) pegava na bola, os torcedores alvirrubros imitavam o barulho de um macaco. Talvez você imagine que era “coisa de uma minoria”. Se você foi ao estádio, você sabe que não. Tenho certeza que alguns torcedores do Náutico ficaram envergonhados e não participaram dessa palhaçada. Infelizmente, estes sim eram a minoria.
Se o racismo dos europeus pode ser classificado como vergonhoso e imbecil, o que dizer do racismo dos brasileiros (ainda mais nordestinos?!) ?
É curioso imaginar qual será o comportamento destes patéticos racistas durante a Copa. Sim, porque não sei se vocês perceberam, mas a atual seleção brasileira é a mais negra dos últimos anos.
Talvez, eles, os arianos-brasileiros, façam como Le Pen (o líder da extrema direita francesa afirmou não torcer para a seleção de seu país - campeã mundial - em razão da grande presença de negros e descendentes de imigrantes entre seus jogadores).
Não, é evidente que não.
Os racistas de anteontem certamente irão vibrar com os gols de Ronaldinho Gaúcho, de Rivaldo e de Edílson.
Porque esta é a face mais desprezível de nossa sociedade: a hipocrisia. É mais fácil manter e controlar nossas desigualdades sociais e raciais com a tão divulgada (e não menos falsa) “democracia racial” da sociedade brasileira.
E essa covarde hipocrisia está presente nos comentários do tipo “- Mas era só uma brincadeira. Uma provocação normal em jogo de futebol.” Duvido, porém, que a torcida do Náutico esteja preparando alguma provocação relacionada à cor da pele de Rodrigo Pontes (jogador do Santa que deu uma injustificável cotovelada no jogador Fumaça do Náutico. Detalhe: o agressor é branco e louro; o agredido é negro).
Também a absoluta omissão da imprensa pernambucana é vergonhosa. Mas não é surpreendente. Simplesmente porque nós achamos que foi uma “coisa normal”.
Mas, na verdade, eu queria agradecer aos racistas alvirrubros. Porque anteontem eles me fizeram lembrar de tudo o que eu mais desprezo na sociedade brasileira: sua elite medíocre, burra e covarde. Finalmente, eles me lembraram o orgulho de poder afirmar: “Eu sou preto, branco e vermelho”
Recife, 30 de maio de 2002










Anonymous
28 de abril de 2006 às 18:38
fui o primirooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Anonymous
28 de abril de 2006 às 19:52
Em jogo pelo Brasileiro da Série B, 1×1, lá na casa das barbies, em que Wilson de Souza pintou e bordou com o Santa Cruz (ele ainda era considerado excelente pela FPF), os dois destaques foram NILSON e GRAFITE (sendo deste o gol de empate), justamente os perseguidos pelas barbies.
O gol das barbies foi de penalty, jogada meio confusa.
O http://www.tricolorpe.cjb.net tratou do assunto à época e sempre foi contra essa imbecilidade.
Coronel Peçonha
Gerrá
28 de abril de 2006 às 21:09
blz rodrigo. eu estava neste jogo.
hj essa estória parece que ficou pior, pois, o mais absurdo é uma torcida feito a nossa ficar com atitude racista.
samarone
28 de abril de 2006 às 21:55
Incrivel a atualide de um texto de maio de 2002…
samarone
samarone
28 de abril de 2006 às 21:57
quero dizer, a “atualidade” de um texto de maio de 2002.
sama
veneno coral
28 de abril de 2006 às 21:58
Texto muito bom mesmo.
Bosco Filho
28 de abril de 2006 às 23:17
Companheiros, espero que não seja processado por isso, mas copiei o texto no meu blog. perfeito, diga-se de passagem, e doloroso, por seber que nos enquadramos, pelo menos alguns de nós, entre os patéticos…
saudações tricolores
Anonymous
29 de abril de 2006 às 3:18
Muito bom mesmo, o texto. Parabéns e obrigado por me dar orgulho de cada vez mais dizer também: sou preto, branco e vermelho. E aqui firmar q grande parte da torcida do santinha não concorda com estes tipos de atitudes.
Saudações Tricolores
Pablo - DF
Rubem
29 de abril de 2006 às 7:57
Bom dia amigos tricolores
Será racismo? Não será para intimidar o adversário? Não será por raiva do time que o jogador de cor está atuando ?
Quantos de nós temos amigos negros, e por um momento nos tornarmos patético dentro de campo, será realmente racismo ? Temos que ver junto a nossa consciência se é racismo.
Não estou defendendo essa atitude, mas, tenho certeza que alguns amigos que aqui deixam seus recados já fizeram isso, e quando olharam do lado, viram seus amigos torcedores “Negros” e com certeza se calaram.
Quantos torcedores ” Negros ” também não fizeram essas macaquisses ? Será que eles mesmos são racistas? Uma vez me lembro, no ano passado ,contra o Santo André, se não me falha a memória,o lateral esquerdo deles era um criolo, e tinha torcedores de cor ” Negra” fazendo as macaquisses, será racismo ????
Temos que ver em nossa consciência, será racismo??
Saudações tricolores
Bosco Filho
29 de abril de 2006 às 9:19
è racismo Ruben. PONTO!
Rubem
29 de abril de 2006 às 9:51
Bom dia!!
Bosco, não defendo essa prática, quero frisar bem isso, mas, chamar o juiz e bandeirinha de Filho da P…. e Filho de R……. é correto???
As vezes tem senhoras ao nosso lado, que ouvem essas atrocidades, eu pergunto é racismo contra os juizes???
Acho que não, é raiva por acharmos que estão nos prejudicando.
Saudações Tricolores
Carlos Arruda
29 de abril de 2006 às 10:37
esse rubem aí deve ser um dos tantos que ficam imitando macaco no campo quando os negão pegam na bola.
se não for racismo, é um ato racista.
engraçado que quem começou com esta babaquice aqui em recife, foi justamente os alvirosas, que coincidência né?
querer comparar com os gritos de filho da puta, que damos nos juizes, técnicos, jogadores é muita viagem.
eu sou racista, odeio a raça burro-negra e as barbies.
Rubem
29 de abril de 2006 às 10:53
Bom dia!!
C. Arruda, para seu conhecimento não imito macaco em jogos e não sou racista, pois tenho amigos mais pretos que azeitona, apenas estou querendo mostrar que tem pessoas que fazem esse tipo de animação, por querer desestabilizar emocionamente um determinado jogador, não caracterizando ato racista, mas concordo que deveriam parar com essa postura, pois tem pessoas que levam pelo lado racista da coisa, como vc mesmo está levando.
Saudações tricolores.
mauricio
29 de abril de 2006 às 12:20
Concordo com Rubem, e digo mais se é pra acabar com os atos racistas nos estádios, tem que acabar também esse negócio de chamar os árbitros de filho da p… se isso não for racismo, é um desrespeito a mãe do mesmo, nós temos mãe e não gostaríamos que ninguém fizesse o mesmo com ela. Tem árbitro que faz muita raiva em campo, é verdade, mas, vamos criticá-lo de outra forma. SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
jorge neto
29 de abril de 2006 às 14:59
Concordo em gênero, número, grau e cores. O racismo é uma idiotice onde quer que seja. E, num país de mestiços como o Brasil, é uma tentativa de suicídio. Quem aqui é ariano, quem aqui é raça pura. Só se for “imbecil raça pura”. Mas, aproventando, como estamos falando em cores, onde é o “point” para Santa e São Paul? Para onde vai a Sanfona Coral?
Bosco Filho
29 de abril de 2006 às 16:14
Rubem,
justificar a raiva para um atp racista não melhora em nada a situação. aliás, piora. quanto aos xingamentos contra juízes e bandeiras, perdoe-me, mas são coisas bastante diferentes de atos racistas. e essa coisa de dizer que não é racista porque tem amigos negros, também não ajuda muito, vc sabia que alguns membros da ku kluz klan tinham amigos negros?
Anizio das Olindas
29 de abril de 2006 às 19:23
O racismo é tão dissimulado em nossa sociedade que certas piadas ou atitudes são tidas como ‘brincadeirinhas’ normais, e inclusive por quem também é negro; no último jogo que fui ao Arruda (último Santa x Sport do segundo turno) tinha um negão que começou com essa papagaiada de ‘huhuhu’ assim que geraldo da coisa tocou na bola… meus parabéns aos autores do blog por esses textos, espero que façam os Rubems da vida refletir.
Um abraço!
Anonymous
30 de abril de 2006 às 9:53
Rubem , me perdoe, mas essa história de colocar aspas na palavra negro é bastante reveladora de suas idéias, nas entrelinhas. Veja que o discurso da gente revela as ideologias em que acreditamos. Outra coisa é essa expressão “de cor”, que você repete algumas vezes. Que porra é isso ?
Veneno coral
30 de abril de 2006 às 10:05
Maurício, você tem algum irmão que é árbitro de futebol ? No dia em que eu não puder mais chamar (com todo respeito e civilidade)o juiz de ladrão, filho-da-puta, desgraçado, infame e viado, deixo de ir aos estádios. Isso também faz parte do show. Quem não gostar, que vá assistir a partidas de tênis ou squash, ou então vá ver os esportes olímpicos lá na ilha, aqueles que eles comentam que são exclusividade deles lá no terreiro de Babaxola: nado sincronizado com bolinhas no fundo e ginástica artística com fitinhas vermelhas e amarelas no rabo.
Anonymous
30 de abril de 2006 às 15:31
Cara, na boa, o Rubem é racista, mesmo que ele diga o contrário. Só essa piadinha escrota já diz tudo: “tenho amigos mais pretos que azeitona”. Vá se fuder!
Eu fico indignado com essa porra que está acontecendo lá no Arruda. Isso começou com a torcida do Náutico, depois a do Sport imitou, e agora somos nós? Uma torcida que tem uma predominância entre negros, pobres e proletários.
Essa palhaçada que fizeram com o Geraldo, por exemplo, a torcida do Santa começou a imitar macaco porque simplesmente a torcida do Sport estava imitando a mesma coisa quando Carlinhos Bala pegava na bola. Quem vai pra Ilha sabe o que estou dizendo, toda o momento a torcida do Sport imita um símio contra os nossos jogadores negros. Daí vejam a resposta que damos a eles: os imitamos.
Eu não quero nem saber, eu tô metendo a porrada no primeiro que começar a fazer essa palhaçada e estiver ao meu lado. Racismo só se combate com violência mesmo!
Anonymous
30 de abril de 2006 às 21:18
Não sei o que está acontecendo com o time do Santa, que partida a de ontem contra o São Paulo, o time jogou muito mal, principalmente do meio campo pra frente. A defesa até que não foi mal, segurou o São Paulo todo primeiro tempo. No segundo tempo, sem a ajuda do meio campo, que sempre marca a distância, não conseguiu segurar o ataque paulista, quatro gols de fora da área nesse fraco goleiro Gilmar. Porra giba, deixa essa lezeira de lado, essa falinha mansa, vamos dar uma dura nesse time, o Santa é o único time que não marcou ainda, cadê Bala, Val Baiano, a torcida tricolor já está perdendo a paciência, cacete.
Bosco Filho
30 de abril de 2006 às 21:22
op time jogou com medo! rosembrinca e carlinhos traque de massa passaram dos limites. o primeiro, parece que queria ser contratado pelo SP. tanto que a jogada do segundo gol foi um duplo presente dele, além de ter matado um contra-ataque para driblar dois paulistas, ele acabou dando a bola para mineiro. já o traque de massa, chegou dizendo que ia fazer gols a la zidane, ronaldinho gaúcho…. BANCO neles!
Rubem
2 de maio de 2006 às 17:19
obrigado Maurício pela defesa, vc foi o único que entendeu.Otário é aquele que faz ( uh,uh,uh )quando o jogador toca na bola, o cara tá nem aí prá isso,porque quem faz isso são os macacos e não os negros, pois o macaco não simboliza ser negro, simboliza sim, ser nosso ancestral do passado, não importando ser branco, amarelo, indio, negro.
Ainda continuo achando que é para desistabilizar o jogador.
Saudações Tricolores.
Rubem
2 de maio de 2006 às 17:22
Boa tarde!!
Gente, não sou racista e não concordo com isso.
Não vamos prejudicar o Santa, fazendo isso.
CARLINHOS DE BEZERROS
27 de dezembro de 2006 às 13:12
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK EU SÒ GOSTARIA DE SABER DA NAÇÃO CORAL QUEM É DE ORIGEM BRANCA NO BRASIL VINDO DOS PORTUGUESES? SIM PORQUE NÃO É A COR QUE DAR ORIGEM A SUA RAÇA, É UM DOS FATORES!! TEM VARIOS ENTRE ELE OK? E QUEM NÃO GOSTA DE PRETO DEVERIA TOCER PELO PALMEIRAS INTERNACIONAL,BARBIE,PAYSANDU ETC… PORQUE NÃO SEI SE OS RACISTAS VIRAM MAIS NAS CORES DO SANTA TEM PRETO TAMBEM, E O SANTINHA FOI O PRIMEIRO CLUBE DE PERNAMBUCO A DEIXAR UM MULATO JOGAR FUTEBOL.
EU SOU SANTA CRUZ, SOU NEGRO TAMBEM SOU POVÃO COM ORGULHO PORRAAAAAAAAAAAAAAA ATE MORRER!!
Diogo
27 de dezembro de 2006 às 15:05
Sensacional. Já presenciei essa cena em jogos do Santa contra o nautico. E, pior ainda, já vi tricolores fazendo o mesmo contra jogadores de outras equipes.
Saber que faço parte de uma torcida formada por todas as raças e todas as classes é oq me dá mais orgulho de ser Tricolor.
Racismo não combina com o Brasil, nem com o Nordeste e muito menos com o Santa Cruz. Comportamentos assim são uma vergonha para a humanidade em qualquer lugar do Mundo.
Parabéns pelo texto!
roberto
27 de dezembro de 2006 às 16:23
acho patetico o racisto principalmente quando se trata da nossa torcida, porque e uma torcida do povao…e internacional, nao e time de racista nao, ao contrario do gaymio, o inter e parecido com o santa, time do povao, no r.s ele foi o primeiro time a aceitar negros igual a nos..flw
roberto
27 de dezembro de 2006 às 16:29
me esqueci de da os parabens pelo texto, sem falar do final sensacional( Finalmente, eles me lembraram o orgulho de poder afirmar: Eu sou preto, branco e vermelho ). mto obrigados racistas, sendo tricolores, alvirrubros, rubronegros, sendo brancos ou negros, mas voces fizeram lembrar tudo isto, todo esse orgulho tanto do meu time, quanto da minha raca negra e da minha cor preta.
Marco Aurélio Freire
27 de dezembro de 2006 às 16:53
Excelente o texto!
É lamentável que ainda hoje, em pleno século XXI, haja pessoas com essa mentalidade tacanha, mesquinha e atrasada.
E pensar que existem Tricolores (cujo Clube é originado do povo multiétnico que constitui nossa raça) que compactuam com essa patifaria.
Veneno de cobra coral
27 de dezembro de 2006 às 22:49
Li a respeito do racismo das torcidas, isso é muita frescura é coisa para otário, manobra de boiola para disfarsar a sua preferencia sexual.
A maioria destas provocações vem da torcida alvi rubra onde tem o maior indce de boiola do Estado.
Duvido que todos que usam desta pratica tenha peito para fazer isto frente a frente com um negrão.
Somos todos racistas cara, sem exeção, brancos negros amarelos e os cambal!!!!
O que estes donos da verdade precisa fazer é respeitar o ser humano e ponto final
foda - se todos os provocadores, foda -se!!!!!!
Saudações tricolores do Arruda é claro!
Pedro Fernando
28 de dezembro de 2006 às 9:16
Todos que aqui se expressaram firmaram posição anti-racismo; Isso é ótimo, mas como bem colocou o Anísio, as formas de preconceito têm se tornado cada vez mais sutis (sugiro ler a revista Caros Amigos de Novembro de 2006, com a Minirstra Matilde Ribeiro).
Os poucos que defenderam aqui o fato de xingar ou imitar um macaco como sendo um ato não racista, talvez não tenham desprezo, ódio ou vergonha dos mais providos de melanina( porque é a única diferença que realmente existe entre brancos e negros), mas estão sim reforçando e usando uma atitude racista.
Talvez ele só use a “macaquisse” para irritar mesmo o adversário( mas porque esse adversário ficaria tão irritado mesmo?! será porque ele não gosta de banana, ou detesta o fato de ter muitos pêlos, ala Toni Ramos?!).
Quanto aos árbitros, eu e todos que conheço não os chamamos de FDP, LADRÃO para desestabilizá-lo, ou irritá-lo, mas sim porque estou com raiva de algum lance mal interpretado( na minha visão de torcedor que nem sempre é a correta).
O que quero dizer é que houve um motivo naquele instante para fazê-lo, diferente do xingamento gratuito oferecido ao jogdor.
Portanto não é a mesma coisa xingar um árbitro e fazer macaquisses para um jogador.