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Que coisa…
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De dedada e de mastro, o sócio do exporti entende
Por Gerrá da Zabumba
Terça-feira fui lá, ver a assembléia. Uma pintura de organização. Geradores funcionando, local de votação limpo e iluminado, policiamento ostensivo, carros de som pra orientar a massa tricolor, enfim, tudo nos trinques. Só fiquei surpreso com uma coisa, na lista dos votantes, o meu nome apareceu como inadimplente. Morri de vergonha na hora, pois fui obrigado a votar numa urna separada. Bom, a assembléia foi feita, venceu quem queria tirar o presidente e agora é esperar para vermos o diminutivo sair junto com sua incompetente cartolagem, para fazermos a festa da tomada do poder.
Mas, o que mais me chamou à atenção nessa terça-feira passada, foi a inauguração do mastro lá do Club da Madalena. Pense numa lapa de mastro. Soube que foi um corre-corre, gente se agarrando com o pau, ou melhor, com o mastro, gritaria, histeria, uma verdadeira loucura por causa do tamanho do danado. Soube também que aquele motel que tava fazendo campanha pra gente levar uma mulher rubro-negra pra cama, vai mandar confeccionar vibradores com a forma de mastro, para aguçar ainda mais as fantasias sexuais dos casais. Os donos do motel já estão estudando uma nova campanha: leve uma rubro-negra pra cama e mostre o mastro pra ela.
Nós, da Sanfona Coral, aproveitando o momento, já estamos gravando um hit para essa campanha de publicidade: “E eu botei o mastro nela, ai, ai. Foi quando fiz amor com ela, ai, ai. A nega ficou amarela, ai, ai. Aí eu tive que tirar.” (Esperando na Janela, de Targino Gondim).
Outra coisa que eu soube, foi que o setor de marketing lá do Club da Madalena, vai fazer uma campanha de sócio, na qual a categoria mais cara vai ser o sócio-mastro. Isto mesmo amigos, até os diretores de lá estão enlouquecidos com esse mastro.
E o que é o sócio-mastro?
Descobri, através das minhas fontes, que esta categoria vai ser a mais cara. Segundo eu fui informado, esta questão do preço causou muita discussão entre as leoas, pois, muitos achavam que esta categoria devia ser a mais barata. Entretanto, um dos dirigentes, cujo sobrenome é Bichar, mostrou que a demanda para se associar ao mastro ia ser tão grande, que era melhor deixar o valor mais caro. Como não entendo nada de economia, não me cabe analisar a decisão do Bichar.
Mas amigos, o que surpreendeu mesmo foram os benefícios dos sócios-mastro (ou é sócio-mastros? Ou sócios-mastros?). Vejam os benefícios que um mastro pode dar:
- o sócio-mastro, ao pagar a primeira mensalidade, recebe uma miniatura do mastro, para uso pessoal. É um mastrinho de 25cm;
- os dependentes do sócio-mastro também têm o direito de receber o mastrinho;
- o sócio-mastro terá o direito de freqüentar o parque-aquático e se bronzear sentado no mastro;
- o sócio-mastro, assistirá a todos os jogos, sentadinho no mastro. Como só tem espaço para apenas um sócio sentar no mastro, o Club vai reservar um setor do estádio com lugar marcado para o sócio-mastro. Os assentos serão vários mastros de tamanhos diferentes;
- o sócio-mastro, poderá associar seu filho na categoria mastro-baby. O filhote terá direito a uma sala especial, cheia de mastrinhos para ele se divertir;
- terá também a categoria mastro-girl. Está será para as menininhas. Elas também terão uma sala reservada, cheia de mastros para que possam se deliciar;
- tem a categoria, sócio-mastro família. Onde a família terá direito a ver os jogos de um camarote, onde os assentos são mastros;
Pensam que acabou as vantagens do sócio-mastro? Claro que não. Meus senhores, a mente humana é capaz de coisas que ninguém imagina, principalmente, quando a história debanda pro lado do cérebro que cuida dos impulsos sexuais. Vejam só, o sócio-mastro que pagar a anuidade antecipada, tem o direito de tirar uma foto junto com a aberração Carlinho Dedada. Sabem como? Carlinho Dedada sentado no mastro, e o sócio-mastro sentado no dedo dele.
Que coisa…
“Esse texto foi inspirado numa conversa que tive com meu amigo Chiló”
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148 comentáriosMianmArruda
Por Coronel Peçonha
Mianmar, antiga Birmânia, é um país colado com a China, pertinho do Vietnã, onde o Santinha conquistou o seu título internacional. Ficou independente da Inglaterra em 1947. Em 1990, o clamor popular por democracia levou às eleições vencidas pela oposição com 85% dos votos, mas os militares não entregaram o poder e mantiveram e mantêm até hoje um severo regime ditatorial. Talvez muitos se lembrem de uns monges que foram às ruas ano passado num país asiático, era lá, em Mianmar.
Os ditadores chegaram a cortar a internet do país, porque muitos internautas liberaram imagens da violência e da repressão da junta militar contra os monges e os civis! Este ano, para completar a confusão e o azar de Mianmar, a região sofreu com ciclones e chuvas e aquele país foi bastante atingido. Como de praxe em catástrofes desse tipo, a Comunidade Internacional vem ajudando Mianmar, mas a ditadura proíbe a entrada de qualquer estrangeiro no país, assim a ajuda chega de forma muito mais demorada e, pior, a ONU vem suspeitando que a ajuda humanitária nem está chegando em sua plenitude aos necessitados, já que há indícios que os militares têm ficado muito dos mantimentos doados.
Já não bastasse a confusão política em que se encontra o país há muito tempo, a existência de regime ditatorial e a recusa total de ajuda externa mesmo em catástrofes vêm tornando insuportável a vida dos moradores de Mianmar. Nem se acabando a junta militar quer aceitar ajuda!!!
—***—
Ontem teve a famosa assembléia geral, para decidir sobre a saída ou não de Edson Nogueira. Não quero discutir o mérito, se é bom ele ficar ou sair, se ele vai sair ou ficar, a legalidade, a liminar, nada disso, apenas constatar o fato. Hoje, agora há pouco, ouço o sr. Edson Nogueira no programa de Geraldo Freira atacar a todos que participaram da assembléia, dizendo que alguns deveriam colocar uma melancia no pescoço, que juntando todos não tinham “meia hora de serviço ao clube”, chamando a todos de perdedores (Edson Nogueira vem vencendo tudo no Santa Cruz, é bom lembrar), enfim, um discurso debochado (como lhe é peculiar) e contraditório, pois é o próprio Edson Nogueira que vem clamando por união do clube.
Com esse discurso, Edson Nogueira? É assim que o senhor pretende unir o clube? Deve ser por isso que sua gestão - objetivamente falando - vem sendo caracterizada pelas maiores vergonhas da história do Santa Cruz, já que nem ajuda o senhor vem conseguindo aceitar. O senhor não tem conseguido agregar e o motivo se relembra a cada vez que o senhor abre a boca. Cale-se, não fale mais besteiras, pare de destruir o pouco que nos resta. Lembre-se que a Confraria Ninho das Cobras, que na minha modesta opinião traiu Fred Arruda no imbróglio do final do ano passado, era oposição ferrenha a Romerito e nem assim se recusou a contribuir de forma importante durante a gestão daquele. A união em prol do clube ainda é possível, mas é preciso INICIALMENTE que o senhor diminua o tamanho da boca e aumente o cérebro. Espaço todos vemos que tem, falta vontade.
Lamentável. Mianmar fica no Arruda. O Santa Cruz é minha pátria.
65 comentáriosLiminar, agravo e coisas da justiça
Por Gerrá da Zabumba
Cá pra nós, mas o palavreado usado na esfera do Poder Judiciário é negócio para quem fez doutorado em Direito. Tenho pra mim, que até advogado se confunde com os termos técnicos. Coitado de quem estudou pra outra coisa. E mais coitado ainda, o povão que torce pelo mais querido.
Sábado pela manhã fui à cidade resolver uns assuntos particulares. Pra quem não sabe, a cidade é o centro do Recife. Bairro de São José e arredores. Se não me engano, uma vez Samarone disse que aqui em Recife ninguém diz “eu vou ao centro”. É verdade, o recifense fala “eu vou pra cidade”. Lembro que na minha adolescência, muitas vezes eu chegava da escola e a empregada dizia “tua mãe foi pra cidade com teu pai”.
Pois bem, sempre que vou à cidade tenho o costume de beber água de coco. Estava eu ali, em plena manhã de sábado, no começo da Dantas Barreto, quase em frente ao Cartório de Títulos e Documentos, tomando meu tradicional coco verde, quando de repente chega um sujeito baixinho, na faixa de uns 45 anos, de bigode, usando uma camiseta do Santa Cruz e puxa conversa com o vendedor de coco.
“Fala!!! Tudo bom?”, disse o baixinho.
“Tudo! Tirando o nosso time…”, respondeu o vendedor de coco.
Nessa hora diminui o ritmo das goladas na água de coco e fiquei esperando o desenrolar da prosa.
“Fale não. Eu vi a tabela da série C. Fiquei com um medo da p…” (Baixinho)
“Medo!! Eu lá tenho medo de paraibano.” (Vendedor de coco)
“Óa, tu acha que o cabeção sai? Tão dizendo que terça-feira, aí na Assembléia, vai ter reunião pra tirar ele. Aquilo é a maior desgraça que já apareceu no Santa Cruz.” (Baixinho)
“Oxe. Vão tirar nada. Eu já soube que a Justiça proibiu essa reunião.” (Vendedor de coco)
“Proibiu?! E a Justiça manda nos Deputados, é?” (Baixinho)
“Acho que manda. Só não manda no governador. Mas ele é alvi-rubro.” (Vendedor de coco)
“É f…, até nisso a gente tem azar.” (Baixinho)
“Eu só sei que o advogado do Santa Cruz pediu pra eliminar essa reunião, e terminou conseguindo. Teve um Juiz lá que deu a “eliminar”.” (Vendedor de coco)
“P… que p…! O Juiz eliminou a reunião? Deve ser torcedor do finado.” (Baixinho)
Nesse momento chega outro tricolor. Magro, alto, meio alvoroçado.
“Ei Edmar, tamo fud…, essa p… desse presidente não sai não. Pense num vaso ruim de quebrar.”, falou o magão.
“Soube agora. Conseguiram eliminar a reunião de terça”, respondeu o baixinho, cujo nome é Edmar.
“É, tô ligado. Os caras entraram com uma liminar e depois com um agravo de instrumento. Aí o Juiz deferiu o pedido. Mas eu soube que o pessoal vai entrar com um agravo regimental”, disse o magão.
“Ah! Foi assim né? Essa justiça é fogo”, falou Edmar com um olhar de quem não estava entendendo nada, mas estava sabendo que não vai ter a reunião.
“E então!!”, respondeu o magão e foi embora.
Foi o magão saindo e o vendedor de coco dizendo ao baixinho Edmar: “esse cara só quer ser o inteligente. Ele escuta as coisas e sai repetindo feito um papagaio. Duvido que ele saiba o que é esse negócio de agrave o instrumento, agrave num sei que lá.”
“Esse bicho é doido. Vou lá tricolor”, despediu-se o baixinho.
Paguei a minha água de coco e sai matutando sobre essas coisas da justiça.
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