Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Arquivo da Categoria 'Causos e historinhas'

Cordel do diminutivo

Arte: Anizio Silva / Fotos: Robson Sena e Carlos Olimpio Malino
Cordel do cabeção

Edinho pôs o Santinha na Terceira Divisão

Por Evaldo Araújo e Alberto Oliveira

Já foi terror do Nordeste
quando ia pro gramado
E deixava arrepiado
Cabras que não são da peste
Vencia lá no agreste
E ganhava no sertão
Hoje, não vence mais não
Perde do Alagoinha
Edinho pôs o Santinha
Na terceira divisão

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Em Lagoa de Itaenga
Vai disputar um torneio
E na rodada do meio
É contra o time das quengas
No Campo de Zé Arenga
Perdeu do Time do Cão
E no Estádio Poeirão
Apanhou do Vovozinha
Edinho pôs o Santinha
Na terceira divisão

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Pra quem já foi fita-azul
Jogar em campo de usina,
Perder lá em Agrestina,
Cupira e Caruaru
Empatar em Cumuru
E se sentir campeão
Tamanha decepção
Acabou com a fé que eu tinha
Edinho pôs o Santinha
Na terceira divisão

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Como eu ficava empolgado
Vendo o meu Santa jogar
Via o Sport chorar
Dava em Timbu Coroado
Só um time no gramado
E pros outros gozação
E hoje é esta aflição
Igual a febre morrinha
Edinho pôs o Santinha
Na terceira divisão

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Toda a glória do passado
Resta no esquecimento
A torcida num lamento
pra onde ele foi jogado
um cabra amaldiçoado
sujeito sem compaixão
joga o Santa num caixão
fez a cova da Cobrinha
Edinho pôs o Santinha
Na terceira divisão

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Só me resta a esperança
Derrubar o Presidente
Torcida espera o presente
Novos tempos de bonança
Vou pedir feito criança
À Virgem da Conceição
À Mãe faço uma oração
Que atenda a prece minha
Edinho deixe o Santinha
Ser de novo Campeão!

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Cachaça Coral: essa é da boa (e outras pingas vagabundas)

Wilton Monteiro e Zé Morais
Zé Morais (fundador do Museu da Cachaça) e Wilton Monteiro

Por Wilton Monteiro, empresário

Como Gerrá homenageou o Bode, que façamos algo pelo melhor acompanhamento, a Cachaça.

No último feriado estive em Carpina visitando um grande tricolor: Diego Petrúcio. Dentista daqueles que depois que o paciente sentar na cadeira e a boca estiver aberta, se não disser que o melhor time de Pernambuco é o nosso Santa Cruz, o pobre corre o sério risco de perder o resto dos dentes que tentou consertar.

Recém casados, Diego e Amliz, ela ex-alvirrosa convertida para o lado do bem, é o casal ideal para se visitar. Estão nos primeiros meses de casório, geladeira nova abarrotada, pensem num 0800 de responsa….

Mas voltando ao que interessa, o melhor do passeio foi uma esticada até Lagoa do Carro, município coladinho a Carpina. Não perguntem o porquê desse nome, pois esqueci de “assuntar”, mas um velho e bom fusca deve ter tentado atravessar tal lagoa, e nela encontra-se submergido até os dias atuais.

Voltando à resenha, sabem como é mulher em cidade que não tem shopping, ficam querendo comprar todos os brebotes, doce de num-sei-o-quê e tudo que aparecia na beira da estrada. Resolveram torrar o dinheirinho com tapetes e artesanatos, riquezas da terra.

Não deu para se animarem. Na primeira loja que entramos, logo de cara, uma peste de uma rede com as cores da pomba gira. Para quem nunca ouviu falar na dita cuja, basta dizer que seriam as cores do demo, se ainda assim não for suficiente, são as cores do timeco da ilha do chié. Todos sinônimos, claro, que bobagem!

Logo meu pequenininho de cinco anos, Tiago, soltou um sonoro: “Eca!”. Menino bem criado e educado.

Que rede feia da gota. Seria muito bom que quem a comprasse tivesse como inauguração uma baita queda e quebrasse o chifre.

Saímos todos em disparada e a loja vizinha saiu no lucro. Quem mandou aquele infeliz expor uma carranca para saudar os clientes?

Antes que perguntem pela cachaça, o melhor estava por vir. Nosso guia dentista, filho da região, nos levou até o Museu da Cachaça.

Quatrocentos metros da pista, numa estrada de barro meia boca, mas valeu a visita.

O que me veio de pronto na mente? O dono deve ter o sobrenome Beltrão.

No mínimo, tio distante do nosso amigo Marcelo. Ledo engano, nem beber o cidadão gostava. Sr. José Morais de Moura explicou que nunca viu raposa tomando conta de galinheiro. Mas a foto vai depor contra. Faltou o caju. Brincadeira, viu Sr. Zé?

Uma guia muito simpática faz um breve, mas completo, resumo da história da cachaça.

De repente, duas garrafas chamaram a nossa atenção: a da coisinha e da barbie girl. É verdade, homenagearam as duas. Vejam as fotos!

Nauticú Exporti

Perguntei se não existia a cachaça Santa Cruz, ou a Tricolor, quando Sr. Zé Morais, pulou e disse: “Tem, claro que tem, mas não fica assim numa prateleira qualquer, não”.

Trouxe uma garrafa linda de viver, toda chique, parecendo garrafa de Vodca Russa, daquelas que desce queimando tudo.

Cachaça Coral

CACHAÇA CORAL - Produzida no interior de SP, pasmem os amigos.

Não resisti, tomei um quartinho e fiquei prontinho. Faltou o “ponche” para levar a culpa. Nem um cajuzinho.

Tenho Dito.

P.S.: Em nome da verdade, a da barbie com toda aquela produção foi obra de dois tricolores p. da vida com os inimigos (N. do E.: a editoria de arte do blog também editou a citada imagem), e o Museu da Cachaça nada teve com o ato, se bem que aqueles apetrechos estavam bem próximos da tal cachaça Pinguey. Eu, hein?

SERVIÇO
Segundo o site da instituição, o Museu da Cachaça “mostra um pouco da história do Brasil, sua cultura, seus costumes e sua geografia através dos rótulos de cachaça. Está aberto para visitação diária (inclusive sábados, domingos e feriados), no horário de 9 às 17h”.

“O museu está dividido em 3 ambientes de exposição e um ambiente de degustação: O Bar do Papudinho, é o ambiente final do museu onde os visitantes poderão: degustar excelentes marcas de cachaça, saborear tira-gosto regional, adquirir souvenirs do museu, cachaças de vários locais do Brasil, mel de engenho, e rapadura”. Em 2000 o Guiness Book entregou a Zé Morais um certificado como possuidor do maior acervo de diferentes tipos de cachaças do mundo!

Visite: www.museudacachaca.com.br

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Vamos preservar o bode

Foto: Lucas Lima
Buchada de Bode
Eita, uma buchadinha dessa agora, era uma beleza

Por Gerrá da Zabumba

Estou pensando seriamente em abrir uma ONG ou algo parecido, para defender a preservação dos bodes. Vou explicar melhor.

Este meu final de semana foi intenso. Eu que achava que os finais de semana sem jogos do nosso Santa Cruz ficariam vazios, tive uma grata surpresa. Foi um fim de semana repleto de comemorações tricolores. Feito aquele no qual o Santa vai jogar e você já começa a se preparar uns dois dias antes.

Começou a partida na sexta-feira à noite, lá no Empório Sertanejo. O famoso Bode da Hora, onde foi fundada a lendária Sanfona Coral. Um verdadeiro mar de tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda invadiu o Empório pra comemorar o aniversário de Chiló. Pra quem não conhece Chiló, ele é sanfoneiro, tentou ser lateral direito do Santa Cruz, já estudou psicologia e tem como prato preferido a famosa carne de bode. Mas, voltemos à festança. Exatamente as 21h14 foi dado o pontapé inicial, apesar de alguns torcedores já estarem fazendo a preliminar desde cedo. Iniciei os trabalhos comendo um bode guisado com cuscuz. No Empório presenciei a presença de integrantes da Kombi Coral, da Sanfona, blogueiros do santinha, enfim, como diz Naná, a gente dominou o bar até o outro dia, com direito a torta de chocolate, aguardente mineira, gritos de tri-tricolor, tri-tri-tri-tri-tricolor e claro, muita carne de bode guisada e assada.

No sábado, já pela manhã, Murilo Lins telefona confirmando a comemoração do aniversário dele. Lá num tal de Caprino’s. Pelo nome já deu pra sentir qual é o prato principal da casa, bode! Fui lá dar um abraço em Murilo. A família dele é uma verdadeira legião de torcedores do Santa. Murilo, Dimas, Felipe, João e por aí vai. Pra começar a conversa, pedi um caldinho de fava, uma cerveja e bode assado na brasa. Pense num bode gostoso!

De lá, me mandei para a casa de outro grande tricolor, Marcel Tito. O primeiro assessor de imprensa da Sanfona Coral. Marcel vai ser pai e já está com um enxoval lindo. É sapatinho, camisa oficial, shortinho, tudo do Santa Cruz. Prometi dar de presente um vestidinho tricolor. Sim, mas pra variar Marcel é doido por Bode, afinal nasceu em Petrolina. “Tem um bode guisado direto de Petrolina. Queres?”, perguntou ele. “É lógico”, respondi. Bode guisado, cerveja e umas lapadas de aguardente, durante o resto da tarde. Sai de lá meio alto.

Chega o domingo, dia do aniversário de Fabiana, a Bia. Outro evento tricolor, desta vez no mercado da Boa Vista, bem pertinho de onde nasceu o nosso Santa. O mercado estava lindo, todo enfeitado de bolas pretas, brancas e vermelhas, uma torta com um bonequinho vestido do Santa Cruz. Fabiana escolheu como ponto de apoio um bar especializado em buchada e bode a passarinha. Não preciso dizer mais nada, né? Foi cerveja, buchada de bode, bode a passarinha, torta e docinhos.

Pois bem, diante de tanta comilança de carne de bode nesta cidade, estou muito preocupado com a escassez deste produto. Temos uma importante missão pela frente, a Série C. Serão inúmeras viagens pelas cidades do interior, e se continuarem com esta matança desenfreada dos bodes, não sobrará tira-gosto pra gente. Sem carne de bode nos jogos no interior, a torcida vai entrar em campo mau das pernas. Imagina o cabra chegar em Campina Grande e não comer um bodezinho.

Por tudo isto, convoco todos, para juntos fazermos uma grande campanha em defesa da preservação do bode. Quem quiser se engajar nesse movimento é só entrar em contato ou postar suas idéias nos comentários.

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