Arquivo da Categoria 'Resenhas de jogos'
Anotações sobre a vitória contra o Potiguar
Foto: Hugo César

Por Samarone Lima, do Blog do Santinha
Adeus Sanfona - Amigos corais, antes de começar minha crônica matinal da segunda-feira, vamos à primeira constatação desta série C: A Sanfona Coral virou uma lembrança em nossa apaixonada torcida. Ontem, ao final da manhã, o sanfoneiro Chiló, outrora um raçudo puxador de xotes e baiões, estava com seu óculos de Waldick Soriano, bebendo todas e tirando onda. Foi dele a minha primeira frase do dia:
“Fechou a Colosso, acabou a sanfona!”.
O senhor Gerrá, depois que começou sua instigante carreira de cronista deste blog, abandonou a zabumba. Sua esposa, a afamada Alessandra Malvina, que fazia parte do trio, resolveu ter filhos e agora cismou de amamentar. Resultado: falta a alegria, as paródias, o misticismo da Sanfona, antes, durante e depois das partidas do Santa.
Urgente, precisamos contratar um sanfoneiro desses do sertão, um zabumbeiro raçudo e alguém que possa tocar triângulo sem desafinar.
A torcida que dá inveja - Deixando as frescuras de lado, vamos ao jogo. Ao jogo não, à torcida. Ontem confirmei minha tese de doutorado, de que a torcida é maior que a soma de todas as desgraçadas diretorias que tomaram conta do Santa Cruz, ao longo dos últimos anos. Segundo o jornal de hoje, compareceram ontem ao Arruda 21.457 pessoas, proporcionando uma renda de R$ 57.390,00.
Alguém está mentindo - e muito, mas não vou entrar nesses detalhes agora. Me falta tempo e disposição mental para mergulhar em nossas desgraças, que envolvem muito dinheiro do clube. Se ontem, no Arruda, tinham 21 mil criaturas, o estádio diminuiu de tamanho. O pior é saber que na próxima partida, sofreremos para entrar, os sócios em dia sofrerão para comprar seus ingressos, e em dezembro, a cambada que está não vai querer soltar o osso que é ser diretor do Santa. A cambada que já esteve vai querer voltar.
O fato é que, mesmo na terceirona, somos uma torcida de dar inveja às demais associações esportivas locais, como coisa e barbie. Ontem, não tivemos menos de 30 mil pessoas no Arrudão. No mesmo dia, a barbie levou 15 garotas ao campo. A coisa jogou contra o Santos, com a presença de 13 mil criaturas. Quem vai sair de casa para ver o Santos jogar contra um time chamado de coisa? Eu, heim.
Lei Seca - Amigos, esse negócio da Lei Seca, a questão do bafômetro, já fez efeito na torcida coral. Ontem, por exemplo, a Kombi Coral ficou de fora da parada. O senhor Nana (126 quilos, na última pesagem) bebeu uns goles a mais na concentração de Sérgio, no Poço da Panela, e a turma resolveu ir de táxi. A corrida custou R$ 10,00 e tivemos duas vantagens. Nana se esquivou de pagar o estacionamento e voltou para casa de táxi, com Oswaldo Titio. Sede zero, mas gasto zero.
Oswaldo Titio, por sinal, voltou para casa desolado. Como no Arruda não se vende mais bebida alcoólica, ele teve que gastar pouco mais de R$ 10,00 do seu orçamento habitual por jogo, que é de R$ 150,00. Nós, os sobrinhos, lamentamos muito também.
A grande solidão - Sim, amigos, como não consegui ingresso e fiquei feito um vira-latas, esperando Titio descolar algo, uma criatura passou e me deu de presente um ingresso nas cadeiras cativas, lugar que espero não voltar tão cedo. É certamente o lugar mais desanimado do Arruda.
Fiquei olhando as arquibancadas, as bandeiras, o sol, e lágrimas me vieram aos borbotões. Em outros jogos, estaríamos no calor da torcida, a Sanfona Coral rasgando num baião esculhambando o Grêmio de Regatas, comemoraríamos os gols abraçados, feito loucos.
Ontem, na hora do gol, procurei meus amigos para abraçar, e estavam dezenas de desconhecidos. Amigos, a pior solidão é a do sujeito que não tem um amigo para abraçar, na hora do gol. Ontem, no Arruda, fui o mais solitário dos torcedores.
Só Cristo - O toque bucólico de ontem ficou por conta dos soldados do Corpo de Bombeiros Marcos e Guiomar, no setor das cadeiras cativas. Aos 20 minutos do segundo tempo, descolei um cigarro e fui fumar (é o único lugar do mundo que fumo, por causa do nervosismo), e fiquei ao lado dos dois camaradas. Daqui a pouco, vem a frase:
“Irmão, você, no próximo jogo, não vai ter vontade de fumar”, disse Marcos (ou Guiomar).
“Por quê?” - perguntei, já pensando em mais uma cruzada contra o consumo de cigarros.
“Nós vamos orar por você, para se livrar deste vício”, respondeu Guiomar (ou Paulo).
Eles fizeram citações as mais diversas, lembraram parábolas da Bíblia, hinos e louvações, me falaram que Deus é superior (coisa que nunca duvidei), o Mais Divino, e quando vi que o negócio consumiria todo o segundo tempo, tratei de baforar rápido, agradeci meus amigos e voltei para o lugar onde estava. Um minuto depois, o Patrick cabeceou para dentro do gol. Quase voltei, para abraçar meus amigos dos bombeiros.
Bem, nos vemos na quarta-feira, em Caruaru. Está claro que é o jogo da classificação. Se para Campina Grande, seis mil loucos pelo Santa viajaram centenas de quilômetros, Caruaru vai deixar de ser a Capital do Forró para ser a Capital do Santa.
Vou por aqui.
A crônica de hoje é dedicada ao amigo Dimas Lins, e à sua filhota coral, Maria Luiza.
105 comentáriosA Inferno e o cururu tei-tei
Foto: Marcela Oliveira
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Flagrante do cururu de Limoeiro: ontem
também deu sapo no Arruda
Por Gerrá da Zabumba
Ontem, pra variar, fui ao jogo. Animado com as informações de alguns amigos que foram ver a partida contra o time da terra de Chico Heráclito (ou Heráclio?), me mandei pro Arrudão. Peço desculpas aos tarados por futebol, mas me recuso a comentar sobre a partida. Se for para falar de pelada, prefiro fazer comentários a respeito da que eu jogo toda segunda-feira. Com certeza nosso nível é bem melhor. Na última segunda, por exemplo, ganhei 3 partidas seguidas e dei um show de bola.
No jogo contra o escrete do Petrolina Carranca Carne-de-bode e Clube, o que mais chamou atenção foram os cururus de trovoada da Inferno Coral e um cururu tei-tei que estava debaixo da barra. Os cururus da Inferno deram um show e mostraram para o mundo o que é apoiar a uma equipe de futebol. Foi de emocionar. Teve momento que esqueci o que se passava dentro das quatro linhas e fiquei apreciando a galera da Inferno Coral. O jogo dando calo na vista, os vários Marcelos Helenos fazendo lambança e o povo da Inferno Coral vibrando, incentivando o time e pulando como verdadeiros cururus. Aos poucos, todo o estádio estava contagiado. E aqui abro um parênteses e mando um recado pra diretoria: “Não precisa perder tempo pedindo apoio ao time. A não ser que vocês queiram que a torcida entre em campo para jogar”. Fecho parênteses.
Quando a Inferno cantou a famosa música de Capiba, “Santa Cruz, Santa Cruz, junta mais essa vitória…”, mesmo com o time perdendo o jogo, foi de emocionar qualquer coração e se algum desavisado entrasse no estádio naquele momento, acharia que o Santinha tava ganhando. O gol de empate do Santa quem fez foi a torcida. E se tivesse mais uns cinco minutos de jogo, a torcida virava o placar. A Inferno Coral deu uma aula do que é torcer. Aplaudiu na hora que devia aplaudir e xingou na hora que era pra xingar. Digo uma coisa a vocês, os cartolas e os atletas deviam beijar os pés e agradecer a todos da Inferno Coral e demais torcedores que estiveram presentes ontem. Parabéns para os cururus da Inferno. Tomara que na próxima segunda-feira, no dia 31, vocês estejam na frente da sede e dêem outra aula. Exerçam seu papel de cururus.
Ah, agora quero falar um pouco sobre os cururus. Primeiro é bom esclarecer que cururu é um nome de origem indígena e é como são denominados os sapos do gênero Bufo. Dizem que sua urina pode cegar, mas isso é lenda e eles são inofensivos. Engraçado é que tem gente que fisicamente parece com um cururu. Quase todos nós temos ou já tivemos algum conhecido com o apelido de sapo. Eu mesmo, quando tinha uns 15 pra 16 anos, conhecia um. O cara era gordinho da cintura pra cima, as pernas finas, sem pescoço. Era goleiro do nosso time de futebol de salão. Não lembro o nome dele, pois, todo mundo só o chamava de Sapo. Sapo era aquele tipo de goleiro que faz uma defesa milagrosa e de repente leva um frangaço.
Uma vez, a gente decidindo um torneio interclasse, jogando pelo empate, Sapo me leva um gol no final do jogo. O placar estava 1 a 1. O beque-parado cortou a bola, o ala deles do jeito que vinha chutou, Sapo foi buscar no canto e espalmou, e o pivô adversário de fora da área mandou pra dentro da nossa barra. Apesar do esforço, Sapo não teve agilidade pra ir na bola. E a gente perdeu o torneio. A nossa torcida queira comer o coitado do Sapo. “Porra Sapo, tu parece um cururu tei-tei. Da próxima vez eu jogo sal em tu, pra ver se tu pula”, disse Pedro Manoel, um sujeito lá de Araripina, amigo de turma, que não jogava bola, mas sempre tava com a gente. Depois disso, toda vez que Sapo fazia uma merda a reclamação era a mesma: “puta-que-pariu Sapo, tu parece um cururu tei-tei”.
Não sei por onde Sapo anda hoje, mas no primeiro tempo do jogo de ontem, toda vez que eu olhava para nossa meta me lembrava de Sapo.
46 comentáriosSanta e Rosembrica na terra da sulanca
Por Gerrá da Zabumba, enviado especial do Blog do Santinha
Sempre acho bom viajar para o interior. Quando se trata de Santa Cruz do Capibaribe, aí é que gosto mesmo. Rever a família, comer carne de bode, tomar cerveja, ouvir boas histórias.
Desta vez, fui como enviado especial do Blog do Santinha para ver o jogo contra o Clube de Costura ypiranga. Peguei a estrada já na sexta-feira. Fiz uma parada obrigatória em Bezerros para dormir na casa do sogro, lá na Serra das Guaribas, e no sábado pela manhã segui para a capital da sulanca.
Ao entrar na cidade vi numa fachada de um prédio: “Clauton Douglas, vidente. Resolve coisas de casal, negócios e etc”. Fiquei animado com o etc e pensei em conversar com ele sobre o nosso Santinha. Tratei logo de perguntar a um primo meu se esse tal de Clauton Douglas era de confiança. “Oxi, aquilo é um trambiqueiro”. Deixei o vidente pra lá.
Passamos o sábado naquela de ir à casa de uma tia, conversar na calçada com um primo, tomar uma cerveja na AABB e comer bastante. Quem é de interior sabe o quanto se come, e que é uma tremenda falta de educação comer pouco.
E eis que chegou o domingo. A cidade respirando o grande jogo da tarde. Confesso que mesmo diante de tanta desgraça, eu estava com uma ansiedade daquelas para ir ver o Santa jogar. Compramos o ingresso logo cedo. Almoçamos e por volta das 14h fomos para o Estádio Otávio Limeira Alves, pois, de acordo com o pessoal de lá, bom mesmo é a preliminar. “Rapaz, eu gosto mesmo é da preliminar. A gente conhece todo mundo do time. No quadro principal só tem jogador de fora”, assim falou um sujeito. E não é que o jogo da preliminar foi melhor mesmo, 3 a 1 pro Santa, com show do lateral-direito George.
Já do jogo profissional, não posso esquecer de três figuras: Seu Luiz, Mário Junior e de um pequeno tricolor, que não lembro o nome.
O pequeno torcedor foi o primeiro a chegar perto da gente. Acompanhado do pai, era a primeira vez que o tricolorzinho estava num estádio vendo o Santa jogar. O pai dele jurava que era primo do gandula e que ele é torcedor do Santa Cruz. “Neto, quando a gente tiver ganhando não precisa pressa não, visse”, avisou ele ao gandula. E não é que Neto olhou pro nosso lado e discretamente fez o sinal de legal.
O segundo foi Mário Júnior. Mário foi se chegando devagar e ficou ali perto da gente. De repente olhou pra nós, eu e a primeira-dama, e disse: “vocês são da Sanfona Coral, né? Eu já vi um jogo perto de vocês. Santa Cruz e São Caetano. Eu todo dia vejo o blog”. Tava dada a senha: Sanfonacoraleblog. Que Mário não saiba, mas Alessandra cochichou no meu ouvido: “ele tem uma cara de surtado”.
E não é que Mário é doido mesmo, mas é pelo Santa. Natural de Santa Cruz, mora em Campina Grande, onde faz o curso de História. Pense, num cabra tricolor!! Mesmo com a miséria que tá o Santinha, este ano ele só não foi pro jogo contra o Petrolina. Quando não pode ir ver o Santa jogar, ele se junta com outros torcedores do mais-querido e fica acompanhando pelo rádio. Mário ficou de mandar uma histórias pro blog, pois segundo ele, lá em Campina Grande tá cheio de torcedor do Santa Cruz.
A outra figura, ou melhor, a outra figuraça é Seu Luiz. “Como é nome do senhor?”, eu perguntei. “Luizzzzzziiiiiii”, falou ele. Agarrado com uma bandeira, que hora tava pelo avesso, hora tava de cabeça pra baixo, Seu Luiz gritava, se ajoelhava e orava pros céus. “Ah! É Rosembrica. Ah! É Rosembrica”, gritava Luizziiii. Pênalti para o Santa. Seu Luiz botou as mãos para o alto e olhou pra gente com cara de choro. Gol do Santa, Seu Luiz foi ao delírio. Na comemoração deu uma tapa nas costas de Alessandra, que deixou a primeira-dama sem voz. “Vou meter esse guarda-chuva nele”. “Tenha calma. Ele é gente boa”, acalmei ela.
Escanteio pra nós. “Vai ser gol. Vai ser gol, meu Deus!”, disse Luiz olhando pra gente. “Vai ser gol Seu Luiz, mas num dê outra tapa daquela não”, eu disse. “Eita minha filha, eu não dou mais não. É muita alegria. É muita alegria”. “Tricolor, tricolor, tricolor”, gritava seu Luiz tentando acompanhar o famoso “tri, tricolor. Tri, tri, tri, tri, tricolor”. O time foi se apagando e a felicidade de Seu Luiz foi se tornando uma mistura de revolta, angústia e tristeza. “Rosembrica, gigolô de Zé Elias!”. “Gota serena, faz esse gol”. “Me ajuda, meu Deus”. No pênalti do time da sulanca, Seu Luiz ficou de joelho e não quis ver o lance. O coitado ficou o resto do primeiro tempo sentado.
Recomeça a partida e Seu Luiz renova as esperanças. “Vai ser 2 a 1 pra gente”, eu disse a ele. Seu Luiz olhou pra mim, não falou nada, e me deu um abraço.
Mas amigos, em pouco tempo só dava o time das costureiras. A tristeza e o desespero foram tomando conta da gente. Seu Luiz já não tem mais a alegria de antes. Não dá mais uma palavra. O pequeno tricolor fica triste e é consolado com a vitória dos juniores. Mário se revolta com os cartolas.
No final, já saindo do estádio, descobri que Zé Elias, do qual segundo Seu Luiz Rosembrica é gigolô, é o vice-prefeito da cidade. E sobre a minha missão de comentar a partida, repito a conclusão tirada por meu pai, que com a experiência de quem viu Pelé jogar, foi certeiro na análise: “o time é ruim e sem preparo”.
103 comentáriosQuem é mais burro?

Quem é mais burro: os fanáticos que foram a Caruaru ou o técnico Zé do Carmo?
por Inácio França
Assim que o juiz apitou o final de jogo, quase perco a voz berrando, chamando Zé do Carmo de “burro, burro, burro”. Chamei de Feladaputa também.
Saí do estádio de Caruaru disposto a, ao chegar em casa, escrever de madrugada sobre a burrice de Zé do Carmo. O título imaginado para esse desabafo seria curto, simples e direto: Zé do Carmo é burro!
Morto de cansado, desanimado, deixei pra escrever depois. Só agora, perto das 17h, é que percebi minha insensatez. Afinal, me pergunto, quem é mais burro? Um sujeito que enfrenta a escuridão da BR-232 em plena quarta-feira de cinzas para assistir a uma partida de um time treinado por Zé do Carmo ou o um treinador que escala Josemar e mantêm um enganador como Nildo durante 90 minutos?
É verdade, senhores, o jumento que vos escreve cedeu aos apelos do quase-brasiliense Laércio Portela e concordou em acompanhá-lo num Corsa daqueles bem apertadinhos até Caruaru para suportar um Santa x Central. O psicólogo Mané Ferreira foi a outra mula a embarcar na canoa furada. Laércio, para quem não lembra, é o mesmo que gastou uma fortuna em ligações de celular para nos contar, debaixo de chuva e em tempo real, a derrota para o Brasiliense, penúltimo jogo da Segundona.
Pai desnaturado, nas duas ocasiões ele levou seu filho Lucas, de 11 anos, a tiracolo. Depois que ficar ancião, vai reclamar porque seu primogênito gasta um dinheirão com terapeutas.
No caminho, quando ainda estávamos na avenida Dezessete de Agosto, fizemos um balanço das partidas que assistimos em Caruaru. Em 2006, acompanhei a Sanfona Coral num ônibus caindo aos pedaços para ver o Santa perder por 2 x1 para o Central. Em 1995, os dois juntos testemunharam uma derrota para o mesmo placar pela Segunda Divisão. Deveríamos ter voltado para casa no mesmo instante.
Ao final do primeiro tempo, todos nos iludimos, lembrando que tabus são feitos para serem quebrados. Parecia que, finalmente, veríamos uma vitória tricolor contra os caruaruenses.
Zé do Carmo, do alto de sua sapiência, mexeu no time para piorá-lo um bocado. Tirou o único que se aparecia para jogar, o menino Thomas Anderson. Deixou em campo, o inútil, atrapalhado e covarde Roma. Estava claro que da falta de vontade de Nildo não sairia gol algum. Mesmo assim, ele deixou em campo um jogador que se esconde do jogo, não corre, não coloca o pé em divididas e bate faltas com uma displicência que está no limite da irresponsabilidade.
A atitude de Nildo me fez lembrar a do próprio Zé do Carmo, num jogo contra o Ceará pela Copa do Brasil, em 1996. Naquela partida, o ex-jogador em atividade Zé do Carmo se escondia atrás dos marcadores, botava as mãos na cintura e depois reclamava com os colegas de time, numa completa ausência de companheirismo.
O primeiro gol do Central nasceu de uma jogada igual ao primeiro gol do Ipiranga, há uma semana. Será que o comentarista e dublê de treinador percebeu?
No final do texto, me ocorre mais uma pergunta: quem é mais burro: o treinador ou o candidato a vereador que escolheu Charles Muniz, Mauro Fernandes e, agora, Zé do Carmo?
De madrugada, minha mulher se acordou com o barulho que fiz e sacaneou: “também, Zé do Carmo não é nome de técnico, é nome de presidente de agremiação que desfila na avenida Nossa Senhora do Carmo. Algo assim: Zé do Carmo do Maracatu Estrela Apagada”.
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