Arquivo da Categoria 'Uma torcida com opinião'
Energia positiva
Por Priscilla Barbosa da Silva, mestranda em Antropologia
O milagre está na esperança e, dizem: ela é a última que morre!
Ano passado fui bater lá pelas bandas de Salvador, mês de outubro, próximo do feriadão, passeando, enfim, descansando!
Como muitos sabem, ao chegar na Bahia, muitos locais tornam-se obrigatoriamente o roteiro de muitos turistas como a Praça Castro Alves, o dique do Tororó, o Pelourinho, a Praia de Itapuã e, obviamente a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Pois bem, não é que ao chegar na sala de ex-votos me deparo com uma camisa oficial do time do bahia, com os dizeres: “O Senhor é meu Pastor e nada me faltará. Tudo posso naquele que me fortalece”, acrescido de “Senhor do Bonfim pela graça alcançada em 07-10-2007. RUMO A SÉRIE B”.(*)
Sabia que um dia aquela foto serviria para algo, e ela é completamente relevante para o momento do Santa Cruz, onde só a fé é que pode nos levar a ter esperanças para que algo mude - para melhor, é claro!
Diante de uma imagem dessas, tem como não acreditar na força interior que cada um pode exercer na mudança do time ou até mesmo do resultado de um jogo?
Hoje o time está devastado por uma derrota, na qual as explicações podem vir desde os primórdios de certas gestões anteriores - recheadas de escândalos e arbitrariedades - até ao erro da escalação do time que Bagé entrou.
Porém, fiquei analisando o quanto pessimistas estamos nos tornando, desacreditados até em nossa capacitade mental em somar 2+2 e, até precisando da ajuda de terceiros para atravessar uma rua, pois não enxergamos mais direito, por não querer acreditar no que vemos nos últimos jogos.
Pessoal, somos nós, nós, nós (como num eco, nós, nós, nós…) que damos sentindo de existência aquele clube. Não consigo acreditar que, no intervalo do primeiro tempo vamos apagar as luzes e irmos embora, deixando tudo que construímos para trás! Sei que a crise é grande, a raiva é imensa, em alguns a raiva passou para o ódio, chegando a transformar alguns torcedores em possíveis homicidas!
Contudo, por enquanto, chega de “derrotismo”! Vamos nos concentrar em torcer, cruzar os dedos e rezar no domingo. Depois, refazer contas, chamar o matemático Oswald de Souza para nos demonstrar todas as possibilidades de como chegar à classificação.
Segundo Durkhein, “quem tem fé, tem poder”, por isso, cada um de nós será responsável em ter fé e o poder de concentrar em querer mudar o curso dessa história trágica que se desenha em nossa segunda casa, o Arruda. Torça domingo, mande energia positiva e, se possível façam promessas para duendes, fadas, santos católicos, orixás, não importa a crença. Pois dizem os mais antigos: “A esperança é a última que morre”; já para mim, em relação ao Santa Cruz, “A esperança é a única que não morre”.
E, assim como a pessoa que deixou aquela camisa na Igreja tinha certeza de ter feito algo para mudar a situação do time dele, eu juro, só por AINDA acreditar e, ir ao jogo, gritar, cruzar dedos e rezar, já será a minha colaboração para tentar alterar o curso desta história.
Você aí do outro lado vai ficar de braços cruzados?
Saudações Corais!
(*) Para quem não sabe, para se classificar para o octagonal final da série C em 2007 o bahia precisava vencer o fast clube-AM em Salvador, e torcer por um empate ou derrota do rio branco-AC contra o abc-RN, lá no Acre. O abc empatou - dizem que a mala preta chegou lá pelas bandas do estado amazônico, e o bahia só conseguiu a classificação para o octogonal final da série C após o juiz expulsar 2 jogadores do time adversário, aos 31 e 35 do segundo tempo. Também não marcou um pênalti para o fast aos 45 minutos da etapa complementar da partida.
Até que Charles fez o gol do bahia aos cinquenta minutos do segundo tempo, para delirío dos 8, eu disse OITO mil pagantes presentes no estádio da Fonte Nova - e já ouvi repórteres ousarem dizer que a torcida na Bahia é mais fiel que a de Pernambuco, vê se pode…
186 comentáriosVisite a Paraíba, antes que a PM acabe com o turismo de lá
Por Chiló, sanfoneiro da Sanfona Coral(?) e psicólogo
Meu último passeio turístico à Paraíba foi assim:
Data: 06/08/2008
Ponto turístico: Estádio Ernany Sátiro - AMIGÃO (Campina Grande)
Guia: Danielle Leal
Turistas: 27 torcedores do Santa Cruz Futebol Clube
Ônibus: micro da empresa World (Recife - PE)
Comitê de recepção: Polícia Militar da Paraíba
Hora: 18h20
Local: Juripiranga - PB
Chefe do cerimonial: Capitão Adielson
Porta-voz do cerimonial: uma comandada do Capitão Adielson que teve sua identificação negada duas vezes pelo mesmo.
Souvenir: empurrão contra o ônibus, puxão de cabelo e chutes nas pernas de nossa guia para suposta revista.
Configurada a cena da inesquecível boas-vindas, teço alguns questionamentos:
O que está havendo com as instituições do nosso país?
Pessoas de bem não podem mais fazer um passeio a um estado vizinho pra assistir ao jogo do clube de coração, sem serem constrangidas e agredidas por quem justamente deveria nos proteger?
É necessário realmente obrigar uma guia e seus turistas a colocarem as mãos no ônibus, como se marginais fossem, para serem revistados?
Sinceramente, acredito que não.
O que está havendo é realmente uma inversão de valores. O Poder Público, a Polícia e quem de direito, diante da incapacidade, ou seria incompetência, de conter a violência imposta por grupos de marginais infiltrados dentro de torcidas organizadas, desfocam sua incapacidade e iniciam uma cultura do cerceamento ao cidadão de bem.
Essa lógica se reflete com o absurdo que é a privação de não se poder consumir bebidas alcoólicas nos estádios de futebol. Logo-logo, seremos privados de freqüentar os estádios com a camisa de nosso clube querido e, em breve, colocar um adesivo desse mesmo clube em nosso próprio carro, com o argumento de contenção da violência.
A violência nos estádios precisa ser banida. Bandido precisa ser preso. E o cidadão tem o direito de ir e vir, como reza nossa constituição de 1988.
Exmo. Sr. Comandante da Polícia Militar da Paraíba, promova um fórum nos batalhões de polícia de seu estado e mostre com dados que o turismo é uma das mais importantes fontes de receita que um país pode ter. E ensine seus comandados a prender bandidos e a saber lidar com cidadãos.
Continuo invocado!
Saudações Tricolores!
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Quem é o "poderoso" que está atrapalhando as transmissões dos jogos do Santa pela TVU?
- Deus (0%, 2 Votos)
- Homero Lamerda & Luciano Bichar (4%, 18 Votos)
- Edinho (9%, 43 Votos)
- Rede Globo Nordeste (78%, 388 Votos)
- Rede Bandeirantes (0%, 1 Votos)
- Rede Record (0%, 0 Votos)
- TRE (0%, 2 Votos)
- Daniel Dantas (3%, 16 Votos)
- Isso é teoria da conspiração (5%, 26 Votos)
Total de Votos: 495
Qual o pernambucano mais famoso da história?

Rivaldo em um time infantil do Santa Cruz (é o 4ª da esquerda pra direita dos jogadores que estão em pé)
Por Pierre Lucena, economista (texto originalmente publicado no blog Acerto de Contas)
Na semana passada André Raboni apresentou um texto aqui no blog, falando dos 70 anos da morte de Virgulino Ferreira, o Lampião (Cangaceiros, coronéis e a nossa república de máscaras).
Um leitor me mandou um e-mail, dizendo que aqui em Pernambuco a população idolatrava um bandido sanguinário, que virou mito, e este seria hoje o pernambucano mais famoso da história.
Fiquei aqui pensando quais foram os pernambucanos que ficaram conhecidos, para ou bem ou mal, pelo mundo afora.
Será que Lampião seria um desses? Acredito que não.
A Rede Globo chegou a fazer algumas enquetes no ano 2000, perguntando à população quem seria o “pernambucano do século”. Tentaram separar as áreas, já que muitos tiveram importância em determinado segmento. Vamos aqui pensar quem seriam as pessoas mais famosas (não estou discutindo importância, mas fama).
Podemos pensar em Lula, em Gilberto Freyre, ou mesmo em Luiz Gonzaga.
Mas realmente não tem para ninguém. Ninguém chegou mais longe do que Rivaldo.
Escolhido melhor jogador do mundo em 1999, craque da seleção em duas finais de Copa do Mundo, sendo decisivo no pentacampeonato de 2002, Rivaldo é uma lenda viva do futebol. Depois de Pelé, é considerado ao lado de Zico como o melhor camisa 10 da história da Seleção.
Me lembro até hoje do dia que estava no Arruda, em 1991, e vi aquele centroavante magrelo entrando em um jogo da Segunda Divisão. Ainda me perguntei: quem será esse?
Rapidamente o camisa 9 fez um gol, que foi um dos poucos que fez no Arruda. Depois de uma temporada, foi vendido ao Mogi-Mirim por uma mixaria, ao lado de Leto e Valber, que se transferiram para o Corinthians mais tarde.
Comprado pelo Palmeiras, foi o destaque do timaço comandado por Luxemburgo, na era Parmalat.
Se transferiu para o La Coruña, e depois para o Barcelona, onde ganhou o mundo. Sua melhor fase foi no time catalão, entre 1998 e 2002, onde foi eleito o melhor jogador do mundo.
Atualmente joga na Grécia, onde foi campeão nas 4 temporadas que disputou (o último título está sendo disputado nos tribunais).
Se tivesse a desenvoltura mercadológica de Ronaldo, teria sido escolhido outras vezes como melhor do mundo.
Dono de um futebol refinado, Rivaldo é sem dúvida o pernambucano mais famoso da história. É até covardia comparar a com as outras áreas, já que o futebol alcança o mundo todo.
Existem alguns vídeos de Rivaldo com gols espetaculares. Mas este que aparece no vídeo acima é um dos mais bonitos que se tem notícia. Foi marcado aos 43 minutos do segundo tempo, no clássico Barcelona x Valencia. A partida estava 2 a 2. É o cartão de visitas do craque. Aumente o som que é de arrepiar.
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