Vozes corais: Geraldo Lima Júnior

Funcionário do Tribunal Regional Federal, Geraldo é mais conhecido pelos leitores do blog pelo apelido Gerrá. Antes de tocar zabumba e criar a Sanfona Coral, ele tentou, unido a um grupo de tricolores, realizar o sonho de colaborar com a administração do seu clube de coração. Foi uma das piores experiências da sua vida.
Numa entrevista na churrascaria Colosso, logo depois da vitória contra o Palmeiras, Gerrá recordou o nascimento e o fim de um grupo chamado Confraria Coral, no final da década de 1990.
BLOG – O que foi a Confraria Coral?
Nos conhecemos num fórum da internet que discutia o Santa Cruz. Isto foi em 1999. Vários tricolores acessavam este fórum e trocavam idéias, elogios, críticas, enfim, bem parecido com os comentários do Blog do Santinha. No meio dessa turma virtual, alguns sempre mostraram a preocupação sobre a maneira como o clube era e continua sendo administrado. Mesmo com o time subindo para a primeira divisão do brasileiro naquele ano, muitos de nós criticávamos o modelo administrativo. A passagem do virtual para o real foi apenas questão de tempo, uma vez que a vontade de ajudar era muito grande. Começamos a nos encontrar e formamos o grupo que denominamos Confraria Coral. Os encontros eram em jogos, nos bares próximo do Arruda e, após a confiança estar estabelecida entre a gente, até no prédio de Ivan Patriota a gente se reunia. Do grupo inicial lembro de Flávio Lins, que hoje é meu cunhado; Fábio Câmara, um ex-colega de trabalho; Ivan Patriota, mais conhecido como Ivan da Burra; Raquel, hoje minha grande amiga e madrinha de casamento; Murilo, servidor do TCE; Márcio, que tem algumas características de Samarone, ou seja, é cearense, tomador de cachaça e tricolor; Edward, de quem nunca mais tive notícias; e Valter Azevedo. Se esqueci alguém, me desculpem, pois, depois da Sanfona Coral, conheci tricolor que “só a peste”. Não tínhamos dinheiro Só pra ser mais claro, nossas reuniões eram regadas a cerveja, não tinha uísque, e , se não me engano, o lugar mais chique no qual nos reunimos foi o restaurante Flor do Jucá. No Arrudão, assístiamos aos jogos das sociais ou das arquibancadas. Se faltava dinheiro pra gente dar ao clube, idéias e disposição havia de sobra, além de muito orgulho de estar ajudando.
Como foi que vocês passaram a ajudar o clube?
Nosso grupo escreveu um projeto para o Santa Cruz e, através de Fábio Arruda, mostramos este projeto a João Caixero. Através de Caixero, entramos no clube para desenvolver esse projeto junto com ele e, logo em seguida, fomos convidados a fazer parte do Conselho Deliberativo. Aí começou a bronca!!! Nosso trabalho não andava, visto que muitos nos olhavam com desconfiança e muitas “portas” eram fechadas. Por exemplo, tinha documento do clube que não chegava nas nossas mãos, com o objetivo de atrapalhar nosso trabalho. O Conselho foi outro problema, apesar de estarmos presentes em todas as reuniões, fato que quase nenhum conselheiro faz. A gente questionava e criticava as coisas que achávamos errado. Alguns conselheiros nos chamavam de “bads boys”. Nos incumbiram da missão de analisar as contas da gestão do então presidente Jonas Alvarenga. Dentro da confrara tinha quatro pessoas com formação em auditoria. Nosso relatório final não aprovou as contas, uma vez que a falta de documentos era muito grande, e por causa disto várias despesas a gente não tinha como analisar. A confusão foi grande por causa disto, uma vez que vários setores administrativos eram responsáveis por estas irregularidades. Na verdade o que eles queriam, era apenas respaldo para a aprovação das contas.
Depois de conhecer o clube por dentro, você acredita que há condições da torcida participar mais?
Naquela época, a conclusão a que cheguei junto com o grupo, é que só ficava lá dentro fazendo alguma coisa quem concordasse com tudo que acontecia nos bastidores. Internamente, não havia espaço para qualquer tipo de fiscalização e muito menos para oposição. Não dá para se pensar em administração moderna, sem um setor de controle interno e de auditoria interna. Não defendo que se faça auditoria para expor o clube, mas qualquer administração precisa ter relatórios de auditoria em mãos para saber onde estão as falhas e irregularidades, como também, para otimizar seus resultados. Depois que saímos do clube, nunca mais eu quis saber dos bastidores do Santa Cruz, pois, estava perdendo o tesão de torcer. Aprendi uma coisa: diretor de clube de futebol não pode ter a mesma emoção do torcedor.
Em que momento você percebeu que não dava mais para continuar? Como foi a saída do grupo?
Foi no episódio das contas da gestão de Jonas Alvarenga. Ali, a gente começou a ter explicitamente problemas com alguns setores e pessoas do clube. Mas fomos em frente, pois a vontade de ver o clube modernizar-se administrativamente e a paixão pelo Santa Cruz fizeram a gente continuar. Fizemos o relatório sobre as contas da gestão de Alvarenga, e na reunião do Conselho, a qual tinha como objetivo aprovar ou não as contas, a discussão foi grande. Não mudamos nossa opinião sobre as contas e as mesmas quase que não eram aprovadas, coisa que, se acontecesse, seria um fato inédito no Santa Cruz. Depois disto, nos reunimos e decidimos que ficaríamos no Conselho, pois, só assim poderíamos contribuir com nossas idéias, sugestões e fiscalização. Nossos nomes foram inscritos na chapa de José Mendonça, entretanto, dois dias antes da eleição excluíram a gente da chapa.
Em sua opinião, por que as pessoas que querem contribuir com o Santa Cruz acabam se afastando?
No nosso caso, saímos porque os próprios diretores não quiseram que continuássemos lá dentro. A maneira que nos tiraram da chapa do Conselho, mostra como é o tratamento com quem não concorda com os “mandamentos” dos dirigentes. Não há meio termo.
O interessante é que não fomos os únicos que saímos do clube bruscamente. Acho que todos saem pelo mesmo motivo, isto é, o tratamento que é dado pelos diretores aos que chegam com novas idéias e começam a tocar nas feridas da estrutura.
O caminho para renovar o Santa Cruz passa por eleições? Qual sua expectativa em relação à renovação dos quadros dirigentes?
Falando em tese, concordo com o que disse Antônio Luiz Neto, ou seja, o ideal seria que uma junta governativa, onde todos esse grupos estivessem aglutinados, assumisse o Santa Cruz. A prática disto é que não sei como seria, pois, precisaria alguém para liderar isto. O candidato ideal seria alguém que conhecesse futebol, tivesse o respaldo da torcida, que fosse respeitado pela imprensa, apoiado pela maioria dos ex-presidentes e que tivesse habilidade para juntar o que há de bom nos diversos grupos de tricolores. Quanto à mudança através de voto, se estivéssemos discutindo o Estado, diria que não acredito. Pelo que sei da história do Santa Cruz, não tenho conhecimento se algum grupo de oposição já conseguiu ganhar a eleição. O que se vê no Santa Cruz é a oposição aparecer na época eleitoral e não se preparar para o pleito. Quando falo se preparar, é no sentido de fiscalizar com a devida antecedência o quadro de sócios, mobilizar a torcida em torno disto, se preparar para debates, tomar os devidos cuidados para a candidatura estar de acordo com o que exige o estatuto, exigir uma eleição bem fiscalizada, ou seja, diminuir o máximo possível os espaços para “maracutaias” e para não ter a candidatura impugnada ou questionada. Até em eleição de representante de turma de colégio se faz assim.





paulo
26 de setembro de 2006 às 9:43
Tentado pela informação divulgada neste blog em uma das últimas crônicas de Samarone, entrei no Google y procurei informação sobre Maurício Pantera, jogador que para mim foi um dos poucos fonômenos que surgiu no Santinha nesses últimos anos e tive a sorporesa de descobrir que as cores do seu atual clube são vermelho, preto e branco, ou seja, maurício continua sendo tricolor e o que é mais, continua sendo ídolo e arrasando.
Tenho certeza que Pantera , não sei quantos anos tem agora, tería vaga certa nesse time do santa que hoje em dia lamenta a falta de um matador nato.
Deixo aquí o link a pagina que encontrei sobre o nosso Pantera por se alguem tem curiosidade de ver:
http://www.acessepiaui.com.br/esporte2.php?id=580…
um abraço
Tibério
26 de setembro de 2006 às 10:45
O que está faltando é união, um colegiado de várias facções do santa com projetos futuros de crescimento do clube.
Não adianta Luiz neto ou outro da sua ala assumir e o pessoal de Romerito sair em definitivo. Temos que assumir que Romerito Ñ foi nota 0 no seu biênio, teve uma nota 5,0. Tem gente que idolatra Edinho, mas pq Edinho aceitou com unhas e dentes entrar na chapa de Romerito? Essas coisas que ñdá para entender . Jogo de interesses, excesso de vaidade, como se O santa fosse patrimômio de 1 ou duas pessoas.
Tenho receio que a descida do clube seje pior que imagino. Vamos rezar.
lola
26 de setembro de 2006 às 10:56
já vinha levantando essas hipóteses abordadas por gerrá desde do começo do ano, em especial, quanto ao quadro de sócios que, certamente, terá um crescimento assustador nas eleições.
gente, escrever é fácil. mas, ter iniciativa e realmente conquistar o objetivo, é pra poucos. principalmente quando se trata de clube de futebol… que tem os mais variados interesses e esses estão pairando nas dependências do estádium como fantasmas em dia de festa das bruxas.
até mais!
vejo vcs no estádio!
eurico
26 de setembro de 2006 às 11:36
nosso futuro é nebuloso. é a torcida sendo saciada com algumas vitórias e títulos esporádicos, sendo alimentada pela esperança e pela paixão acima da razão.
essa união romântica que pregam aí, é só para enganar. tem que ter oposição sempre.
não acredito que o time continue na série A e que a oposição ganhe a eleição.
Paulo João
26 de setembro de 2006 às 11:50
Não é possível que não exista qualquer meio se mudar a realidade do clube! Todos sabemos os principais defeitos que as gestões, atual e passadas, cometeram! E o pior de tudo é que todo mundo quer ajudar e não encontra nenhuma forma para fazer isso, não tem ninguém que se ofereça a realizar tal tarefa.
Acho que o principal motivo de tal situação manter-se repetitiva é a falta de uma pessoa que seja capaz de liderar esse processo de mudança.
Fred Dias
26 de setembro de 2006 às 13:28
confio em você paulo…
Tricolor revoltado
26 de setembro de 2006 às 15:36
Em suma: estamos lascados véi!
Bosco
26 de setembro de 2006 às 16:29
Essa história de uniao é uma conversa fiada! Não aceito me unir com quem fudeu o clube. POrtanto, só acredito que o Santinha saia dessa quando surgir um grupo sem ninbguém que fez parte das administrações dos últimos 92 anos.
Anizio (quase-ex) da
26 de setembro de 2006 às 16:32
Vi no blog do torcedor (JCoisa, alô marcelo!) que haverá um jantar de adesão na segunda 02/10, promovido pela diretoria do Santa Cruz; 500 PAUS O INGRESSO.
Que excelente idéia né?
ducaldo
26 de setembro de 2006 às 16:58
A entrevista concedida pelo Gerrá é a melhor até agora. Pena que o quadro nela descrito é bastante desanimador. Ficaram bem esclarecidas as causas que levaram o Santinha à situação em que se encontra e, praticamente, a impossibilidade de mudá-la, pelo menos a curto prazo.
Se o caminho para a salvação é aquele traçado na última resposta do Gerrá, a gente tá f***do e mal-pago; nada daquilo vai aparecer até novembro e o último suspiro da oposição foi aquela ação na justiça, que não deu em absolutamente nada. Ao que tudo indica teremos mais dois anos de Romeritos II e III, Neves e cia. devastando o Tricolor.
PS: Matéria especial com o Santinha na ESPN Brasil, falando da luta para permanecer na série A. Apesar da campanha temos a 6ª melhor média de público do campeonato. Nossa torcida é foda! E o paspalho dirigente mínimo do tricolor ainda ousa ir à imprensa para reclamar da falta de público.
ducaldo
26 de setembro de 2006 às 18:37
Enquanto isso, lá no arruda:
"A situação financeira do Santa Cruz está complicada e isso vem afetando não só o Departamento de Futebol do clube, funcionários de outros setores da instituição também vem sofrendo com a escassez de dinheiro e passaram a reivindicar salários atrasados.
Nesta terça-feira, alguns funcionários iriam se reunir com o diretor financeiro do Santa Cruz, João Batista, no auditório do clube, para tratar da questão do atraso salarial. Porém, como o diretor teve alguns problemas familiares, a reunião não ocorreu, sendo transferida para a sexta-feira, às 15h30.
Alguns funcionários alegam que estão a cerca de seis meses sem receber salários, outros afirmam que esse período já chega a oito meses. A situação é tal que até mesmo funcionários do setor administrativo vêm sendo afetados."
Fonte: Agência CoralNET de Notícias
Depois do jantar de adesão provavelmente teremos bazar, quermesse, bingo… A criatividade deles é realmente espantosa.
Como eu não acho que alguém que preste vá a esse jantar, espero que a salmonella entre de sola no evento. Aí eles vão fazer M***A de verdade!
Ivan da Burra, o Pat
26 de setembro de 2006 às 18:48
Amigos,
Após ler o texto de Geraldo, todas as lembranças me voltaram à mente. Felizmente, o que é ruim de se passar – quando passa – é bom de se contar. Geraldo conseguiu resumir e deixar claro tudo pelo que passamos no ano de 99 no Arruda. O fato de perder a vontade de torcer pelo glorioso Santa Cruz não foi um "privilégio" apenas de Geraldo, todos nós sentimos o mesmo enojados com o que estávamos vendo. Talvez, por isso, eu agradeço até hoje de ter saído de dentro do Arruda naquelas condições em que se encontrava a administração do Santinha. O saldo positivo foi de ter feito boas amizades – até hoje nos encontramos em todos os jogos – como as que tenho hoje e, principalmente, ter revigorado a vontade de vibrar com O MAIS QUERIDO.
De resto, só posso torcer para que, nestas eleições, o processo seja cristalino e sem arrumadinhos. Se depender da torcida do Santa Cruz e do posicionamento de uma oposição forte, nós teremos sucesso e elegeremos não apenas um novo candidato, sem vícios, mas sim, um novo Santa Cruz, o velho e bom Santa Cruz.
Saudações tricolores
Abrahão Lucas
26 de setembro de 2006 às 19:00
Já que pra assumir a Presidência tá difícil de arrumar alguém, lanço aqui uma simples sugestão :
Que o próximo Presidente se comprometa com a uma mudança no Estatuto no sentido de fazer com que apenas os Sócios em dia desde um ano antes da data do pleito sejam elegíveis a votar.
Desta forma fica mais difícil "fabricar sócios" (como dizem que ocorre, mas não podemos provar) e, caso o façam, teriam de fazer um com um ano de antecedência e prestar contas da suposta receita obtida através destes "sócios fantasmas"!!!
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
Raquel
26 de setembro de 2006 às 19:14
Gerra,
Voce esqueceu de citar Isaac, tambem do TCE, que teve uma participação importante no trabalho de auditoria.
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
revolucionario
26 de setembro de 2006 às 19:39
A oposicao deve se organizar formando uma administracao paralela para quando o momento certo chegar, dar um golpe de Estadio.
Rafael Brasileiro
26 de setembro de 2006 às 20:28
Bem corais…
é uma bronca esse negoço de eleição.
Coloquei no orkut e ng sabe quem seria a oposição,isto é,pq ela não existe pow.
A minha indignação e raiva dessa diretoria só não é maior que meu amor pelo Santinha,mas que é cade vez + dificil ser levado a serio no proprio clube é.
Não quero nem imaginar se esse ditador for reeleito.
É triste mas é a realidade.
Gerrá presidente
Samarone Vice
Inacio Diretor de futebol.
Cláudio Macha
26 de setembro de 2006 às 20:50
Muito lúcidas as colocações de Gerrá. Depois dessa experiência pelo Conselho em 99, decidir que de forma definitiva, o Santa Cruz para mim seria o que acontece dentro das quatro linhas do campo e nas arquibancadas do Arrudão. A administração é simplesmente amadora e todo tipo de gente está por ali.
Torço para que o Santa de modernize, mas acredito muito pouco nisso, pois é um problema do futebol brasileiro em geral e essa última "novidade" da Timemania veio só reforçar a idéia que nosso futebol não saiu das várzeas quando falamos de administração.
Cláudio Macha
26 de setembro de 2006 às 20:51
Paulo,
Por favor, esclareça melhor esse seu comentário sobre Maurício Pantera. Pelamordedeus você não está insinuando que ele volte, não é?
tiago paka
26 de setembro de 2006 às 20:53
falou tudo com isso awe…
"O que se vê no Santa Cruz é a oposição aparecer na época eleitoral e não se preparar para o pleito. Quando falo se preparar, é no sentido de fiscalizar com a devida antecedência o quadro de sócios, mobilizar a torcida em torno disto, se preparar para debates, tomar os devidos cuidados para a candidatura estar de acordo com o que exige o estatuto, exigir uma eleição bem fiscalizada, ou seja, diminuir o máximo possível os espaços para maracutaias e para não ter a candidatura impugnada ou questionada. Até em eleição de representante de turma de colégio se faz assim".
Samarone
27 de setembro de 2006 às 7:06
É foda isso:
Todo mundo sabe o que anda acontecendo nos bastidores do clube, o reflexo disso é evidente no estádio, no gerenciamento do futebol, nas contratações, na falta de transparência, no afastamento de pessoas importantes para o clube, e nada acontece.
Faltando uma semana para as eleições, vão querer fazer algo, aí já sabemos como vai ser a eleição. Resultado: mais dois anos de caos pela frente.
Nem em eleição de condomínio as coisas são tão frias. O Santa é grande demais para ficar nesta situação.
Aguardo o despertar das pessoas que podem fazer algo. É para ontem.
Samarone.
Tricolor revoltado
27 de setembro de 2006 às 8:15
Em suma: ESTAMOS LASCADOS!
Serão mais dos anos do lado negro da força fudendo o Santa Cruz.
Otimista
27 de setembro de 2006 às 10:53
Vamos acreditar gente. Ainda temos condições de alcançar a sulamericana.
Sou Tricolor e não desisto nunca.
k2
27 de setembro de 2006 às 11:46
Otimista = Saulo profeta. E se não for eu cegue!
Tricolor Afastado
27 de setembro de 2006 às 12:31
Infelizmente, estamos vendo nascer o "eurico miranda" do NE, que assim como acontece no Vasco, ninguém conseguirar afastar.
Uma lástima isso.
O ANALISTA - DF
27 de setembro de 2006 às 12:42
Tricolores,
Ontem, enquanto tomava umas lapadas, comecei a pensar na situação do Santa e, se algo não for feito, vejam o que nos espera… Toma que nunca aconteça!
"QUASE LÁ!"
1 – Classificação antecipada para a segundona 2007, lá pelo fim de Outubro. Ah, sei, eu sou pessimista?
2 – O time da gatinha subindo para a primeira (tomara que nunca!). Este sim, seria o pior quadro para o Santa, pois se fala em até R$ 20.000.000,00 do 'crubi dus trezi' pra elas, o que pode ser um repeteco da década de 90, quando eles se mantinham na série A (tomara que nunca!) e com um time forte ganhavam os títulos estaduais. Lembram? Eu lembro. Ah, o 'ticú', esse não faz diferença nenhuma!
3 – Reeleição de Romerito & Cia. Ai ai!
4 – Graças ao belíssimo trabalho realizado pelo nosso
'departamento de futebol', neste ano, iniciaremos 2007 sem plantel e com uma enxurrada de ações trabalhistas.
5 – Como não conseguiremos montar uma equipe decente, até meados de Fevereiro/2007, seremos desclassificados da Copa do Brasil na primeira ou segunda fase, no máximo, além de assistirmos o bi campeonato Pernambucano da gatinha.
6 – Entraremos na segundona 2007 (pessimista?), ainda com o time em formação (dúvidas?), o que pode nos custar a classificação para a terceirona 2008 (dúvidas?). Mirem-se no exemplo dos baianos.
7 – O nosso Arruda sem o mínimo de manutenção, acabará sendo interditado, piorando ainda mais a situação. Ah, mais tem o campo de Paulista. Ainda bem.
8 – Depois de tanta lapada e humilhação, nossa Torcida vai minguar, ou até, sumir do Arruda (se ainda estivermos jogando em casa).
9 – Romerito & Cia vão botar a culpa na Torcida.
10 – A terrível constatação de que não temos um projeto de reconstrução do Santa e, muito menos, oposição a essa corja que se apoderou do nosso Clube.
#Pela nossa inércia, acho que merecemos essa diretoria.
#É amigos, o poço tá bem próximo…O fundo, é só questão de tempo… Areia por cima, também…
ducaldo
27 de setembro de 2006 às 13:34
Analista, meu velho! Foram lapadas de pitu com 1080 ou schin com formicida? Vou ter que tomar uma cachaça daquelas (com caldinho) somente pra esquecer essas hipóteses; se todas elas acontecerem eu vou parar numa clínica de reabilitação.
Porém, acho que quase todos os itens têm uma razoável probabilidade de acontecer, com algumas ressalvas:
R$ 20.000.000,00 para a hello kitty? É ruim! Nem o framerda recebe isto; só se guardaram as cotas desde 2001.
Terceirona? Nem com o time de R$ 120.000,00 a gente passou perto.
Interditar o Arrudão? Duvido! Só se interditarem também os outros dois. Aí o futebol daqui vai pras picas mesmo.
A torcida abandonando o clube? Também duvido muito! nem 10 anos de fila fizeram com que isso acontecesse.
De todas as hipóteses a piorque pode acontecer é a reeleição do nosso dirigente mínimo, por que ela é que abrirá as portas para todas as outras. Infelizmente acho que ele conseguirá mais dois anos de mandato, e a gente vai sofrer pra carai. Mas sem terceirona e estádio interditado.
Tricolor revoltado
27 de setembro de 2006 às 13:37
Estamos lascados meu véi, tem jeito não.
ducaldo
27 de setembro de 2006 às 20:16
Andei olhando a composição da diretoria (KKKKK) do Santinha e olha o que eu achei:
Há 3 Neves (um no handebol, um no jurídico e o próprio Neves Cavalcanti Filho no Conselho Deliberativo) e 2 Jatobás (Los Romeritos), cujos cargos todo mundo já sabe. Além disso, consta que o bar do arrudão está arrendado por alguém de sobrenome Neves; não sei se procede e só falo na presença do meu advogado.
Eles vão querer largar uma boquinha dessas?
Agora, se o clube não tem dinheiro pra contratar o famoso “meia”, não paga salário de empregado há seis ou oito meses e, resumindo, não tem dinheiro pra porra nenhuma, Neves, Jatobá e cia. estão lá de graça? Se a coi.., digo, o negócio está tão ruim porque tentar a reeleição? Cartas lá pro Arruda.
Fábio Câ
15 de outubro de 2006 às 16:17
Agradeço as palavras e as lembranças, Geraldo. Continuamos os mesmos idealistas mas acho que o melhor é que, apesar de todos os contratempos, não nos afastamos de nossos ideais e de nossos verdadeiros amigos.
Foi profícuo o movimento que culminou com a Confraria. Pena que nos enganaram! Deram-nos espaço para entrar e depois puxaram-nos o tapete tricolor. E o impressionante é que as mesmas pessoas continuam "dando as cartas" no Arruda, apesar de todo o amadorismo e de toda bagunça administrativa.
Bom, e pelo abraço ao Arruda, também foi muito bom protestar, ser ouvido e rever os amigos (Geraldo, Carlos, Márcio, Ivan, Flávio, entre outros). Algum dia a verdade deverá prevalecer… Espero apenas que não seja tarde.
Um abraço a todos