Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Arruda, 1970 (a foto de uma lenda)

Ele entrou para a história do Santa Cruz como Sebastião da Virada. Essa é uma das poucas imagens do jogador que, durante, quase duas décadas foi o atleta-símbolo do Santa. Quarto- zagueiro do time tricampeão pernambucano de 1931-32-33 (cuja principal estrela era José Rato Podre Fernandes), Sebastião defendeu o tricolor nos anos 30 e 40 e se tornou ídolo da torcida por ser extremamente disciplinado e cheio de garra.

Na década de 1970, enquanto o Arruda estava sendo construído, a diretoria do clube localizou o antigo craque morando numa favela pras bandas de Casa Amarela. Como as obras estavam em andamento, Aristófanes de Andrade aproveitou para construir um quarto para o ídolo junto às arquibancadas, onde ele morou até morrer pouco tempo depois.

Assim, podemos dizer que Sebastião foi fotografado em sua própria casa. Ele, literalmente, viveu e morreu no Arruda. Uma bela história de amor recíproco, de um homem pelo seu time de coração e do clube por um dos seus craques.

Nossa breve pesquisa ficou incompleta: gostaríamos de descobrir:
a) porque Sebastião tinha esse apelido “da Virada”?
b) em que ano ele morreu?
c) durante exatamente quanto tempo ele jogou pelo Santinha?

Se alguém puder nos ajudar, favor mandar as informações na seção comentários desse blog.

5 Comentários

  1. Gravatar 1
    Sergio Travassos

    28 de setembro de 2005 às 21:12
    parabéns por esta lembrança emocionante. espero q consigamos completar estas e outras lacunas no DNA Tricolor. Quantos , como Sebastião da Virada, não merecem um busto, uma estátua, fotos expostas, ajuda, ou uma simples lembrança? Será que poderíamos montar uma comissão para resgatar essa rica História do Mais Querido?

    abçs,

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    Anonymous

    28 de setembro de 2005 às 22:16
    Do livro EU SOU DO SANTA CRUZ DE CORPO E ALMA: “Sebastião Virada, antigo centro-médio do time coral, tantas vezes campeão nos anos 30, foi outro valor que o Santa Cruz soube reconhecer [...] Sabastiao Virada foi do tempo do puro amadorismo, jogador que não concentrava, dormia em casa na semana dos grandes jogos, embrulhava o seu par de chuteiras em uma banda de jornal, pegava o bonde e ia jogar pelo Santa Cruz.”
    “O Santa Cruz sempre o protegeu até mesmo na velhice e até a hora de sua passagem para a eternidade, o querido clube sempre o ajudou, reservando um alojamento para o seu convívio nas dependências do grande clube pernambucano” (Mário Filho, 1986, p.25). O trecho aí não responde a nenhuma das perguntas, mas vale como registro da participação do lendário Sebastião exatamente quando o Santa começou a contar seus títulos (a partir de 1931). Ele está nas escalações (ainda sem o “Virada”) das equipes que foram bi e tri-campeãs (em 32 e 33). E mais: ele estava lá na vitória contra a seleção brasileira (3 a 2, em 1934) e na goleada histórica contra a coisa (7 a 0, em 1937). Desse último jogo, inclusive, ele guardou a bola, agora exibida na sala de troféus, para nosso orgulho. Valeu, pessoal, pela foto ! vamos ajudar a fazer o levantamento da História de nossos heróis e de nossas glórias.
    JULIO VILA NOVA
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    Anonymous

    30 de setembro de 2005 às 2:36
    Tricolores,

    Dirceu Paiva é o abnegado tricolor que toma conta da nossa sala de troféus e do material que conta a História do Santa. Foi ele quem recebeu das mãos de Sebastião da Virada a bola daquele jogo histórico, 7 a 0 na coisa (o Marília quis nos igualar, mas deixou o timinho fazer um gol, no jogo do ano passado). Conta Dirceu que o apelido de “Virada” surgiu após um gol espetacular do nosso herói, lá pelos idos dos anos 30. Ele dominou a bola no meio de campo, de costas para o gol adversário e, dali mesmo, arrematou para fazer um golaço, assim, de virada. Como Dirceu está em casa, convalescendo de uma cirurgia, não pôde informar os dados precisos da partida, mas se dispõe a atender quem quiser lá no Santa, assim que estiver de volta. JULIO VILA NOVA

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    Inácio Franca

    30 de setembro de 2005 às 6:20
    Vamos lá conversar com ele, assim que der. Você fica de intermediário para essa conversa rolar?
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    JULIO VILA NOVA

    3 de outubro de 2005 às 6:33
    Inácio e Samarone,
    Vamo lá ! Dirceu é um cara muito simpático. Tenho certeza de que será uma satisfação pra ele conversar com a gente. Certamente, também, disponibilizará material para o site (tem muitas fotos, mate´rias de jornal/revista, etc.). E, acima de tudo, ele deve ter muita história pra contar do Santinha. Amnahã mesmo, antes do jogo, vou dar uma passada lá pela sala pra ver se ele já está de novo por lá.
    Valeu !
    JULIO

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