Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Guerreiro Fiel está fazendo água?

por Inácio França

Tudo bem, tive problemas com o programa Guerreiro Fiel. Mas seria injusto atacar o programa só por causa da minha decepção e irritação. Por isso, o Blog do Santinha irá colher histórias, depoimentos e queixas de torcedores que têm ou já tiveram problemas com o programa. Para isso, basta mandar uma mensagem contando o que se passou com você para o e-mail guerreirofielemerdapura@hotmail.com, que criamos exclusivamente para alimentar a postagem sobre o tema. Pedimos para que não fiquem remoendo esse assunto nos comentários, pois intenção é  e só publicar a postagem com as queixas dos sócios enviaadas para o e-mail após o a primeira partida contra o Coruripe.

Além disso, enviamos um e-mail para a assessoria do Santa Cruz com o seguinte conteúdo:

Querido Jamil,

conforme falamos ao telefone, seguem meus questionamentos em relação ao programa Guerreiro Fiel.

1) Ao se cadastrar no Guerreiro Fiel o torcedor coral vira (ou permanece) sócio do Santa Cruz Futebol Clube ou está simplesmente comprando um serviço da Traffic?

2) Se permanece sócio do clube, por que não há integração entre o sistema do programa e o sistema anterior, que gerenciava o cadastro de sócios do Santa Cruz?

3) Por que os sócios que anteciparam seus pagamentos e optaram por pagar suas parcelas do Guerreiro Fiel na modalidade “cartão de crédito” tiveram que pagar novamente as mensalidades pagas antecipadamente?

4) Por que , ao exigir estorno do pagamento feito em duplicidade, o Guerreiro Fiel considera o sócio inadimplente (mesmo ele já tendo pago antecipadamente ao clube) e não autoriza a compra de ingresso pela internet? E por que o sócio não é avisado que não poderá fazer a compra pela internet caso seja feito o estorno?

5) Por que tantos sócios cadastrados no Guerreiro Fiel que fizeram compra de ingresso pela internet passam pelo constrangimento de constatar que o ingresso virtual não consta da sua carteira? Esse fato pude constatar domingo ao me postar ao lado das catracas e testemunhar que muitos torcedores precisaram levar o comprovante da compra impresso para evitar constrangimentos

6) No ato do lançamento do serviço, bem como do cadastramento, os sócios foram informados que as novas carteiras seriam remetidas para suas residência, o que realmente ocorreu nas primeiras semanas, porém agora o envio já não está sendo feito dessa forma e os torcedores são obrigados a ir à sede do clube para buscá-las, gerando filas e contratempos. Isso não contradiz a própria natureza e finalidade do Guerreiro Fiel? Por que isso está acontecendo e quais os esforços estão sendo feitos para resolver a questão?

7) Por que as carteiras dos dependentes dos sócios cadastrados estão com a entrega tão atrasada?

8) Se o torcedor compra um serviço da Traffic, qual a garantia que o clube possui de não perder os dados dos novos e antigos sócios cadastrados pelo Guerreiro Fiel em caso de cancelamento, interrupção ou fim da relação com a empresa?

9) A diretoria do clube está informada sobre esses problemas? E, se está, qual o posicionamento em relação aos mesmos?

Vitória suada, o profeta cego e cronistas contundidos

Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.

Amigos, os três autores-editores deste blog amanheceram contundidos, tamanho o esforço de ontem, para ganharmos os três pontos. Inácio, envolto com as artimanhas e demandas de Bené de Ogum, teve que assistir o primeiro tempo de pé, com dois búzios no bolso direito e sem tocar o pé esquerdo no chão. Teve cãimbras, mas segurou a onda. Cada búzio era um gol para o Santa. No contra-ataque do Alecrim, ele devia repetir “epa-babá” duas vezes e segurar os búzios. Levamos o gol na hora em que ele se distraiu.

Hoje, teve que comprar velas, incensos e a imagem do Caboclo Sete Flechas, seguindo as indicações de Bené de Ogum.

Ou seja, não tinha como escrever uma linha, hoje.

Gerrá está no Rio de Janeiro. Foi visitar uma Unidade de Polícia Pacificada, levou camisas do Blog do Santinha para a Mangueira, Morro do Boréu, percorreu todo o Complexo do Alemão e fez promessa no Cristo Redentor. Deve estar voltando hoje do Rio.

Ou seja, os textos eróticos e cheios da malandragem do nosso zabumbeiro, só a partir de quarta.

Eu não sei bem como cheguei em casa, mas cheguei vivo. Constatei quando acordei com muita sede e vi os ingressos ao lado do colchão (sempre pego uns de lembrança), a camisa coral ao lado.

Lembrei que estava vendo o jogo, quando apareceu do nada o velho “Saulo Profeta”, famoso por não errar uma previsão, naquele afamado ano de 2005, época das feijoadas na casa de J.Peruca.

O Santa estava ganhando de um a zero, quando ele chegou. Estava cego cego, o bichinho, fruto daquele costume de propor o “vamos cegar, vamos cegar”, obrigando todos a virar doses de cachaça, whisky ou tequilla.

Estava mamado, meu amigo. O Alecrim foi para o ataque.

“Nem se preocupe, não vai ter gol desse time hoje não”.

Nosso goleiro fez uma bela defesa. Pensei que Saulo estava ainda na boa forma, como um pugilista que mantém a pegada.

“Sou eu, Saulo Profeta, Sama. Já disse – não vamos levar gol hoje”, insistiu.

Lance para o Alecrim. Cruzamento e gol. Até nosso profeta está cego, é o que penso.

Andei bebendo minhas águas, recuperando o fígado. Faltava-me aquela raça para escrever o texto adequado. Depois lembrei do lançamento da torcida organizada “Santanejo”, com forró, churrasco e cerveja, da confusão que se instalou para a turma do anel superior entrar e do segundo gol. Lembro também que fui a pé até o Tepam e terminei de encher o tanque. Também estou contundido. Ressaca é uma espécie de contusão por dentro.

Hoje de manhã, um morador do prédio gente boa me perguntou o famoso “tás melhor?”.

Ou seja, cheguei em casa tinindo, cuspindo fogo pelas ventas.

Minha obsessão agora é contar os dias. Faltam ainda seis dias para o domingo, e mais uma semana para invadir Maceió.

“Santanejo” – Lançamento da torcida organizada-cultural na piscina do Arruda!

Da Coluna Social Coral

Neste domingo, a partir das 11h, tudo que é sertanejo e torcedor do Santa vai se reunir à beira da piscina, para o lançamento da “Santanejo”, agremiação etílico-cultural-santacruzense, formada pelos cabras nascidos em qualquer cidade do imenso Sertão pernambucano, e que moram na capital.

Agostinho do Acordeom vai puxar a música, e teremos canjas de Josildo Sá (filho de Agostinho), Maciel Melo, fora os poetas, repentistas e outros aventureiros, que vão deixar seus versos pelo ar.

“É uma torcida que prega a paz, a alegria e a cultura”, explica Emerson Júnior, o Emersinho, natural de Custódia. Carlinhos da Tupan, Bode Valença, Bartolomeu Bueno e dezenas de outros sertanejos corais amantes do Mais Querido, fazem parte da nova torcida organizada do Santa.

Até as 15h, a turma vai estar por ali, tomando umas, recitando versos, comendo feijoada e churrasquinho, com um olho no copo e outro no jogo decisivo do Santa.

“Tem gente de Araripina, Floresta, Arcoverde, Betânia, Serra Talhada, de todo o Sertão”, diz Emersinho.

A camisa oficial da Santanejo será vendida no local. Qualquer informação, ligar para Emersinho: 96654105.

O que dá azar?

O sujeito paga antecipadamente e não consegue comprar o ingresso on-line conforme prometido. E ainda tem que penar ligando não sei quantas vezes para conseguir uma explicação que confirma o conto-do-vigário. Isso dá azar.

por Inácio França

Um dia me ocorreu que o Blog do Santinha estava dando azar. Juntei uns fatos, relacionei uma coisa com outra e cheguei a essa conclusão. Acabei convencendo meio mundo de gente com meus argumentos pseudocientíficos que ganhavam ares de irrefutáveis só pelo fato de que, antes de expressá-los, eu os adjetivava como irrefutáveis.

Convenci meus amigos que o blog tinha que sair do ar antes do campeonato estadual. Deu no que deu. A tese, aparentemente sem lógica, se tornou realmente sólida como titânio reforçado com molibdenium.

Voltamos ao ar e o Santa volta a penar, jogando um futebol lamentável.

Como passei a semana ruminando o fel de ter ido a João Pessoa ver aquela porcaria de jogo, tive o receio de ser amargo demais, exagerado demais em qualquer texto que escrevesse durante esses dias.

Então, recorri ao pai-de-santo Bené de Ogum , amigo de Samarone, recifense de Água Fria que tem um terreiro de candomblé láem Salvador. Oblog até já publicou umas coisinhas que eles escreveu.

Passei um e-mail com a pergunta que atormenta a tantos internautas que ainda perdem seu tempo precioso por aqui: “Bené, o blog dá azar?”.

Ele me respondeu duas horas depois. Levei uma esculhambação. Trocando em miúdos, o babalorixá disse o óbvio: o que dá azar é incompetência, burrice, desonestidade. E que nós tínhamos que procurar alguma coisa que nos desse sorte, em vez de nos desgastarmos com as energias negativas.

Suas palavras mudaram meu estado de espírito.

O que dá azar é não respeitar os sócios, como está fazendo a Traffic ao prometer vender ingressos pela web e não fazê-lo para os sócios que pagaram antecipadamente no sistema antigo (aqui uma explicação rápida: descobri isso na própria pele, pois paguei até setembro e cobrei o estorno do pagamento em dobro. Agora, não consigo comprar o ingresso pela internet para o jogo de domingo porque meu pagamento foi estornado pelo cartão de crédito. Em nenhum momento, os sacanas informaram que eu não poderia fazer a compra on-line com a devolução do dinheiro cobrado em duplicidade).

O que dá azar é escalar o lateral-direito na lateral-esquerda, enquanto o volante está improvisado na lateral-direita, como Zé Teodoro fez no primeiro tempo contra o Porto.

O que dá azar é Bismarck e Maranhão resolverem o problema de ruindade de Leandrinho e Ricardinho para, no jogo seguinte, serem encostados no banco novamente porque o treinador quis dar “confiança” aos dois perronhas preguiçosos.

O que dá uma azar da gota-serena é cobrar R$ 30,00 por um ingresso de jogo da quarta-divisão quando o Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Internacional, Flamengo, Fluminense e Botafogo cobram esse mesmo valor para que seus torcedores assistam às partidas da Série A com Lucas, Rivaldo, Liedson, Neymar, Leandro Damião, Ronaldinho, Loco Abreu e Fred em campo.

O que dá azar é jogar de azul.

O que dá azar é uma torcida organizada atuar como cambista oficial e vender ingressos a preços mais baixos do que o praticado nas bilheterias do estádio.

Então é o seguinte: tiraremos o blog do ar quando o Zé Teodoro for avisado que a série D é um campeonato curto e não permite experimentações malucas, quando o preço do ingresso for justo, quando o sócio for respeitado pelos empresários que ditam suas regras no terreiro do clube, quando a torcida organizada ajudar o clube e não lucrar às suas custas com a omissão ou a cumplicidade dos diretores e quando o Santa nunca mais jogar disfarçado de Paysandu.

Por via das dúvidas, Bené de Ogum irá fazer um trabalho para trazer sorte e eu voltarei a usar a guia de Obaluaiê.

Estamos conversados. Revogam-se as disposições em contrário.

A torcida organizada cobra mais barato pelo ingresso do que as bilheterias do clube. Quem está ganhando com essa esculhambação? Isto dá um azar danado.

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