Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Pré-roteiro para o Domingo Coral

Da redação do Blog do Santinha (lógico)

Amigos corais, o Santinha vai jogar desfalcado, no domingo. O glorioso Inácio França, melhor volante da história do Blog do Santinha, está no Mato Grosso (não sei se do Norte ou do Sul), visitando os filhos, Pedro e Juju, que estão pelas bandas de lá, entre jacarés e mosquitos. Inácio só deve retornar para o jogo contra a Associação Esportiva Corínthians de Regatas.

Como a vida segue, vamos ao tema fundamental da vida da torcida coral até o domingo: o jogo contra o Clube Recretivo Framengo de Regatas, no próximo domingo. Nós, do Blog, recebemos dezenas de email perguntando a programação da torcida coral para o match no Arruda. Temos o seguinte levantamento:

Turma 1 – Os alucinados

Oswaldo Titio e outros tricolores querem ir ao Arruda já no sábado à noite, levando colchonetes e aquele isonor com gelo e cerveja. A idéia é fazer um foguinho por ali mesmo, encaminhar um churrasco e virar a noite. Segundo Oswaldo, “a saudade está grande demais”. Quem quiser ir nesta comitiva, favor mandar comentário para o blog, informando o número do telefone para contato.

Detalhe: cada um deve levar seu colchonete, porque Oswaldo é Titito, mas nem tanto.

Turma 2 – A turma do ” Vamos Cegar”, ou “Futebol e Braile, tudo a ver”

São os cachaceiros de sempre: Saulo, K2 (aquele tarado que jogou o rato no telhado e acabou a brincadeira, nos Aflitos), Joãozinho Peruca e toda a família de Joãozinho. Estão se organizando para chegar ao Colosso às 8h33 (o horário era 8h40, mas acrescentei três minutos como licença poética), para começar a beber e tirar onda. Detalhe: a cada meia hora, Saulo vai passar com a garrafa de cana, aos gritos de “vamos cegar, vamos cegar, vamos cegar”, imitando aquela música que diz “vamos pular, vamos pular, vamos pular”, essas coisas infantís do Saulo.

Quem quiser estar cego na hora do jogo, favor mandar comentários para o Blog, para acertar com a turma do braile, esses camaradas que estão tão lombrados na hora do jogo, que só lembram dos gols do Santa quando são exibidos na TV, no dia seguinte.

Turma 3 – a Kombi Coral

Naná & habitantes do Poço da Panela estão organizando aquele churrasco em que cada criatura leva um pedaço de alguma coisa. Como Naná está trabalhando para a campanha de Carlos Wilson, e o referido candidado é timbu, a sugestão é providenciar um suculento pedaço de timbu assado, para não dar azar.

Quem gosta de churrasco (e de chegar atrasado ao Arruda), é só ir para a mercearia de Seu Vital, no Poço da Panela. Não esqueça de levar um pedaço de qualquer coisa, só não vale um pedaço de osso, porque churrasco de osso é foda.

Detalhe: favor não levar bebida, que Seu Vital está ficando puto com essa brincadeirinha de levaram comida e bebida para o boteco dele.

Turma 4 – a Sanfona Coral

Como Gerrá vai ser papai, começou a frangagem. A programação oficial da Sanfona ainda não foi divulgada. A esposa do zabumbeiro, com uma semana de gravidez, já começou a enjoar. Passou defronte à Ilha do Retiro, e vomitou tudo. Passou defronte à Casa da Barbie e botou os bofes pra fora. Aguardamos o email oficial, para divulgarmos com nossos ilustres leitores. Chiló está cheio dos pantins. Diz que está “estudando o melhor roteiro”, uma safadeza crônica que temos que suportar, em nome do nosso Mais Querido.

Há suspeita de mudança na condução da Sanfona. K2, o sanfoneiro pé-quente, deve assumir o controle da situação. Caberá ao ilustre Chiló animar a galera somente antes e depois do jogo. Durante, a peteca fica com o nosso diretor da califórnia.

Aqui vai a sugestão do Blog: todo mundo ao meio dia na Churrascaria Colosso, com ingresso no bolso. É tomar umas lapadas e entrar na fila, para engrenar de vez a máquina. Que venha o Framengo.

Ps. e amanhã, para o treino?

O caso do pai desnaturado (final)

por Inácio França
ilustração: Natacha Français, da agência Makplan

 Atendendo a pedidos, antecipamos o fim da historinha…

Dito isso, Aurélio deu por encerrada a conversa e foi se levantando. A psicóloga não gostou da atitude do pai e ficou mais ousada, ensaiando um sermão: “É essa sua atitude que está despertando a rejeição no menino. Basta um gesto seu para desfazer essa fantasia de ser rejeitado”.

“E o que é que eu tenho de fazer?”

“Simples: levar Júnior para assistir a uma partida do time dele”. Foi dada a sentença.

“É o quêêêê!!!!! A senhora é louca, completamente maluca!!! Passar quatro, cinco anos na faculdade para receitar uma merda dessas… eu, Aurélio, na torcida da coisa??? Faça o seguinte, domingo o Santa joga contra a coisa, tome aqui dez reais e leve ele. Diga que fui eu quem dei o dinheiro…”

Aurélio esperneou, fez de tudo para evitar tamanha humilhação, mas de nada adiantou. Nos dias que se seguiram, a esposa interviu, os avós deram pitaco, a professora fez uma longa explanação sobre as dificuldades de relacionamento com os colegas e a pressão ficou insuportável.

Domingo, Aurélio arrumou uma camisa azul-claro, entregou Cássio a um primo que iria para as sociais do Arruda com o filho, marcaram de se encontrar na Colosso, e levou Júnior pela mão em direção ao outro lado do estádio. O pirralho, é bom frisar, vestiu-se com uma camisa do homem-aranha. Foi proibido de usar vestimentas vermelhas e pretas.

Jogo difícil, a coisa abriu o placar no início do primeiro tempo. A turba ao seu redor vibrou, o menino comemorou sem alarde, intimidado com o semblante homicida do pai (Júnior assistia a filmes de suspense e sabia que aquele olhar só quem tinha eram os assassinos). Em quinze minutos, tudo mudou e o Santa virou o jogo. Os adeptos da coisa sofreram murchando. Aurélio descobriu, naqueles minutos, que era um autêntico sádico. Quanto mais sofriam ao seu redor, mas ele sentia prazer.

Uma ducha de água fria no final do primeiro tempo: gol deles. Veio o segundo tempo e tudo levava a crer que seria 2 x 2. No finalzinho, Carlinhos Bala rouba uma bola do zagueiro e marca um golaço, por cobertura. Quase que Aurélio se trai, mas a visão da torcida comemorando no lado oposto compensou a desventura daquele domingo.

Na avenida beira-canal, ele se encontra com o primo que tinha ficado com Cássio. No caminho para a avenida Caxangá, o pau comeu no banco de trás do Palio branco. O primogênito (ô palavrinha com cheiro de sacristia) não suportou as gracinhas do caçula e do primo tricolores e acabou levando a pior. Aurélio, lembrando uma das recomendações da psicóloga, permaneceu neutro e avisou aos filhos e ao sobrinho: “Não quero nem saber, não sou tropa de choque para separar briga de torcida.”

Três contra dois dentro de campo. Dois contra um, fora. O pirralho rubro-negro levou a pior.

*****

O Arruda em dia de treino da semana decisiva da Segundona 2005

Tá tudo combinado! a Coralnet e o Blog do Santinha convocam a torcida para demonstrar nosso apoio ao elenco que ganhou do Goiás e do Fortaleza com raça e vontade! Vamos ao treino de sexta-feira, às 15h30min,no Arruda. É hora de retribuir aos jogadores a energia que contagiou a massa tricolor em duas partidas seguidas. Fizemos issona reta final da Segundona e deu uma sorte arretada!

O caso do pai desnaturado (parte 1)

A história é real e os nomes são fictícios, pois não tive a oportunidade de pedir autorização aos protagonistas para publicar a história.

por Inácio França
ilustração: Natacha Français, da agência Makplan

O aviso na agenda escolar do filho deixou Aurélio preocupado. A psicóloga do colégio o “convidava” para uma conversa sobre o comportamento de Júnior, seu filho mais velho.

Psicóloga de colégio construtivista, desses bem “cabeça”, chamar para conversar devia ser sinal de alguma complicação. Foi por isso que ele se preocupou, pois, além da indisfarçável preguiça para estudar, o pirralho não dava sinais de nenhum problema mais grave.

No dia e hora marcados, lá estava ele para o compromisso com a psicopedagoga “cabeça” do colégio “cabeça”. A moça fez rodeios, circunlóquios, tangenciou e, finalmente, foi à complicação: “Senhor Aurélio, seu filho está se sentindo rejeitado pelo pai. Ele acredita que o senhor não gosta dele, que tem vergonha dele e por isso o rejeita. Isso está gerando uma alteração em seu comportamento, principalmente no relacionamento com as outras crianças em sala de aula”.

Ele não entendeu nada. Como poderia estar rejeitando um menino tão amado, tão cheio das atenções. Havia algum engano ou, então, a psicóloga queria encravar alguma culpa na sua consciência só por perversão, cristã ou psicológica.

“Júnior, rejeitado!?!?! Agora lascou!!! Me explique bem direitinho…”

“Seu filho se sente em segundo plano, ele acredita piamente que o senhor prefere e ama mais o caçula, o Cássio…” “?!?!?!”

Aurélio não falou nada, só fez cara de ponto de exclamação, como nos gibis. A moça percebeu a perplexidade do pai e emendou: “Isso está acontecendo porque o senhor sempre leva Cássio para os jogos de futebol e deixa ele em casa, com a mãe”.

Finalmente, Aurélio vislumbrou alguma lógica na conversa e argumentou sem vacilar. “E a senhora queria o quê? Júnior foi atrás da conversa besta da mãe, foi atrás da empolgação dos tios rubro-negros – tios, veja bem a senhora, por parte de mãe, que na minha família não tem desse tipo de gente, não – e preferiu torcer pela coisa. Não posso fazer nada. Cássio é tricolor como eu, tem seis anos mas já sabe a escalação do Santinha na ponta da língua, então vai comigo. Se Júnior quiser ir no campo, que espere pelos tios”.

Dito isso, Aurélio deu por encerrada a conversa e foi se levantando. A psicóloga não gostou da atitude do pai e ficou mais ousada, ensaiando um sermão: “É essa sua atitude que está despertando a rejeição no menino. Basta um gesto seu para desfazer essa fantasia de ser rejeitado”.

continua amanhã…

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É hora de devolver ao time a energia que contagiou a torcida nas partidas contra Goiás e Fortaleza! A exemplo do que aconteceu na reta final da Segundona, em 2005, vamos lotar o último treino antes da partida contra o Flamengo e demonstrar apoio aos jogadores que estão brigando pela bola como se briga por um prato de comida. Sexta-feira, às 15h30min, no Arruda (só falta a assessoria de Imprensa do Santa confirmar o local do treino).

Quadro de avisos

Aviso nº 01 – Lamentamos informar que o Blog do Santinha caiu uma posição no ranking do Coke Ring, o concurso nacional de blogs da Coca-cola. Estamos em terceiro, atrás do Site do Torcedor Santista e do Reality cup. Ou a gente está escrevendo besteira demais ou estamos atualizando de menos. Em compensação, os caras do concurso mandaram duas belezas de camisas pros editores do blog. Como Samarone não foi pro Arruda na quinta-feira, a dele ficou com o pessoal da Sanfona Coral. Farrapou, dançou.

 

Aviso nº 02- O zabumbeiro Geraldo Gerrá Lima e a triangueira Alessandra Malvina (foto acima) têm o orgulho de informar oficialmente que estão grávidos. O casal ficou sabendo do resultado do exame positivo para gravidez na quinta-feira passada, minutos antes da partida contra o Goiás. Foram ao Arruda com o papel do laboratório entocado no bolso de pai Gerrá. É importante destacar que, desde que ficaram sabendo do pirralho, o Santinha não perdeu um pontinho sequer, donde se conclui que o menino(a) tá dando uma sorte arretada! A pedido do futuro papai, o blog pede aos leitores sugestões de nomes. Samarone, por exemplo, sugeriu Givanildo, no caso de menino, e Givanilda se for menina. Pensando na possibilidade de gêmeos, Inácio deu duas sugestões: Luís Neto & Birigüi ou Marlon & Henágio.

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