A Sanfona Coral no coração do Arruda
por Samarone Lima
Chiló, Gerrá e Aleksandra Malvina. Grave bem estes nomes, amigo tricolor, porque, a partir de hoje, o Arrudão não vai ser palco apenas do show dos jogadores em campo. Nas arquibancadas, sociais, no cimento da geral, teremos a presença da Torcida Organizada Musical Sanfona Coral. A cada jogo, o trio promete incendiar a massa coral.
A estréia festiva será a partir das 14h, no restaurante Colosso, com entrada solene no estádio a partir das 15h. Após o jogo, a Sanfona Coral segue para o Garraffus, um bar genuinamente tricolor, para um pequeno show. Ontem, a pedido do Blog do Santinha, o lendário trio entrou nas dependências do José do Rego Maciel, para uma sessão de fotos. A rotina de compra dos ingressos foi quebrada pela entrada imponente do sanfoneiro Chiló, ao lado do destemido zabumbeiro Gerrá, e sua amada Aleksandra, que toca triângulo.
Depois da sessão de fotos, o momento mais emocinante da tarde – o encontro com o “Mago” Rosembrick, que acabava de chegar. Corado, com cara de descansado e jeito de quem está de bem com a vida, o “Mago” tirou fotos com o Trio, mas não teve tempo de escutar o novo sucesso:”É Rosembrick, Rosembrick, Rosembrick/Pra poeira levantar”. A Sanfona Coral foi fundada oficialmente a 13 de julho de 2005, mas vinha fazendo alguns ensaios para o grande dia.
O Blog do Santinha teve acesso à ata de fundação da Torcida Musical e reproduz, em primeira mão, todo o conteúdo, anotado nas tradicionalíssimas mesas do Empório Sertanejo. Vale salientar que o Empório é o patrocinador oficial dotri.
Vamos ao texto. Ata de Fundação da Torcida Musical Organizada Sanfona Coral: “Aos 13 de julho de 2005, no Empório Sertanejo, após a gloriosa vitória do super-tricolor do Arruda sobre o Criciúma por 3 x 1, e ao som de “Can buy me love”, dos Beatles (perdão se estiver errado, a cana foi grande), nós, abaixo assinados tricolores, estabelecemos que:
I. Está fundada oficialmente a Torcida Musical Organizada Sanfona Coral;
II.Revoga-se dispositivos contrários.
Quanto ao funcionamento e organização:
1. A TMO Sanfona Coral irá ao Arruda comandada pelo glorioso sanfoneiro Chiló;
2. Na falta do sanfoneiro (mediante apresentação de atestado médico oude óbito), a Sanfona Coral permanecerá calada. Em caso de morte de Chiló, outro sanfoneiro será escolhido pela massa coral para assumir oposto em questão;
3. A Sanfona Coral tocará sempre que possível, em lugares distintos doArruda (e fora dele);
4. Jamais haverá “Diretoria” ou tabacudices do tipo;
5. A Sanfona Coral estará sempre ao lado do Santinha, chova ou faça sol, com ou sem tufão, tempestades, pestes, terremotos ou rompimentode barragens;
6. “Ei, Sport, vai tomar no cu!”;
7. “Quer dar cu/ Quer dar cu/ Vai torcer pelo timbu!”;
8. Ode fundacional: “A coisa gemeu/ no ano do centenário” (grifo nosso, pois Ode Funcional é coisa de acadêmico pernóstico muito embriagado);
9. A Sanfona Coral deverá participar, como atividade extra-campo (ou apronto), de casamentos tricolores, batizados corais, aniversários e festas da massa tricolor, cobrando sempre preços módicos e acessíveis a todos;
10. A cada 13 de julho, no Pátio da Santa Cruz, na Boa Vista, será celebrado o aniversário da Sanfona Coral;”
11. Chiló é declarado, desde já, imortal como o Santinha;
12. Fica, desde hoje, firmado e registrado, que a Sanfona Coral se encarregará de comandar, no Arruda, uma Sanfonia Coral, com a participação da Orquestra Sanfônica de Pernambuco, no ano do nosso centenário.
Deixando de frescuras, assinaram a ata fundacional:
1. Emília Bezerra de Miranda;
2. Chiló;
3. Amaro Filho (Raízes do Fole);
4. Samarone Lima;
5. Andréa Ferraz;
6. Rita Azevedo (Ritinha);
7. Inácio França;
8. Geraldo de Lima Pereira Júnior (Gerrá);
9. Aleksandra Malvina
Sem mais para o momento, foi dada por encerrada a ata fundacional, nascendo assim a lendária Sanfona Coral. A torcida tem o apoio cultural do bar Empório Sertanejo (de Robertinho), lá na rua da Hora, do Blog do Santinha, já que os dois responsáveis (Inácio e Samarone) são também membros fundadores. Fernando Veloso também é considerado apoiador informal, pois emprestou a máquina digital para a sessão de fotos, além da simpática Aleide, a funcionária do Santa que abriu os portões para que adentrássemos o sagrado terreno.










