Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Essas coisas que dizem durante a Copa…

Por Samarone Lima

Depois de algumas rodadas da Copa, descobri que ainda não assisti a dois jogos no mesmo lugar, o que me deixa confiante quanto ao Hexa. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas quem disse que na vida, como no futebol, algo é lógico?

De cada lugar, como observador anônimo, contratado pelo Blog do Santinha, colhi fragmentos que revelam a alma de nosso povo. Não, amigos, não somos “a pátria de chuteiras”, como bem disse o saudoso Nelson Rodrigues, mas “a pátria de comentaristas de boteco”, muitos dos quais não sabem que a trava da chuteira não tem nada a ver com a trava da porta.

Vejamos então as pérolas coletadas:

Impedimento

“Impedimento é quando um outro está na frente de dois outros, no campo do outro”.
(Aninha, psicóloga, na casa de Zeca)

Dúvida existencial

“Eles (os jogadores) tomam banho no intervalo?”
(Lucila, logo após o final do primeiro tempo de Argentina x Costa do Marfim)

Mudança de barra

“Só é ruim quando eles (os jogadores) mudam de barra, porque eu me confundo toda. Fico torcendo pelo mesmo lado, e não é”.
(Ibdem)

No meio de um jogo importante:

Amiga 1 – Pois eu, quando nasci, cheguei no quarto e minha mãe disse: “essa não é minha!”
Amiga 2 – Eu não sei se essa conversa rolou na tua plástica…
(Por motivos diversos, declino o nome das duas amigas, capazes de uma conversa deste tipo em um jogo da Copa)

Torcida pra valer

“Vou torcer pela Holanda, que é a única que joga bola, fora o Brasil”,
(Minha tia Flocely, de 79 anos, antes do jogo da Holanda)

Generosidade estética

“O problema do Ronaldinho Gaúcho é aqueles dentes. Ele não é tão feio..”.
(Uma amiga, exagerando na generosidade estética)

A percepção mais rápida da Copa, até o momento…

“Esse time de Angola é muito infantil”.
(Garoto, aos dez minutos de Portugal X Angola)

Discurso no setor de eletrodomésticos do Carrefour

Estávamos, os malandros de sempre, assistindo Trinidad y Tobago X Suécia, quando um sujeito começou um discurso inflamado.

“Pois estou torcendo pelas seleções da América do Sul, porque são do nosso continente, precisamos estar juntos”, uma conversa inflamadíssima.

Depois que ele terminou, todos ficamos em silêncio, ninguém olhava mais para o jogo. Ele percebeu a gafe que estava cometendo e complementou:

“Menos pela Argentina, é claro…”

Irromperam aplausos frenéticos e ele quase foi levado nos braços pela torcida no Carrefour.


Eleito o torcedor brasileiro mais mau-caráter da Copa

Acabo de eleger Zeca o amigo e torcedor brasileiro mais mau-caráter da Copa de 2006. Ele foi capaz de torcer pela Argentina, no jogo contra a Costa do Marfim, “somente” porque tinha colocado 2 x 1 para a Argentina no bolão.

Desde já, meus votos que ele erre todos os demais resultados – menos o do Brasil, claro.

“Coisa” ruim

Portugal 1 x 0 Angola

(por Inácio França)

Cancelei a presença numa farra, decorei trechos de livros de José Eduardo Agualusa e de Lobo Antunes para esnobar os leitores na crônica e, finalmente, me posicionei na frente da TV com um saquinho de amendoim. Aguardava pelo jogo Angola x Portugal desde o dia do sorteio dos grupos da Copa.

Havia um caráter ideológico para tamanha ansiedade. Angola foi saqueada pela predatória política colonial portuguesa durante séculos. Portugal não alisou na África e ficou agarrado ao osso até meados da década de 1970, quando saiu deixando um rastro de violência e miséria. Boa parte da sociedade portuguesa achou pouco e, atualmente, tem gente que ainda guarda uma dose de preconceito racial contra os angolanos que tentam a vida na Europa.

Além de tudo, seria a partida de um simpático time mais fraco contra a seleção vice-campeã da Europa.

Ou seja, tinha motivos de sobra para torcer por Angola na sua estréia em Copas exatamente contra os antigos saqueadores. Lembro que foi com esse estado de espírito que assisti à épica vitória do Irã em cima dos Estados Unidos, em 1998.

Mas eu tinha esquecido um detalhe.

Esse detalhe mudou completamente minha opinião e o alvo da minha simpatia ainda no início da transmissão: a bandeira da Angola é preta e vermelha, com uma foice amarela no meio. Preto, vermelho e amarelo!

Uma foice amarela! Tiveram a chance de escolher o branco e botaram amarelo no desenho da bandeira! Mau gosto da gota-serena da bubônica-do-rato. É a coisa africana. Ora, que se lasquem os angolanos. Quem manda não fazer nem a bandeira direito.

Pra piorar a camisa da torcida parece com a da Torcida Jovem.

Aí, lembrei que sempre fui com a cara de Felipão. Bom treinador, sujeito decente, pentacampeão mundial. E no banco ainda tinha Deco, brasileiro também. Ainda estavam tocando o hino quando comecei a falar sozinho: “Portugal tem que massacrar esses rubro-negros…”

O começo foi arrasador. Mais ou menos como fizeram nas colônias além-mar, o time de Portugal se mostrou disposto a acabar com a raça de Angola. Golaço aos quatro minutos, uma bola na trave no meio do primeiro tempo, e, como reação, uns ataques meio desajeitados dos angolanos. A guerrilha do MPLA era mais eficiente. Por falar nisso, o 21, um tal de Delgado, estava disposto a concretizar uma vingança histórica. Bateu demais. Do pescoço pra baixo era canela, do pescoço pra cima também.

Imbuídos do espírito dos colonizadores europeus, o time de Portugal passou a se comportar como se tivesse o direito natural de vencer os rubro-negros. Cientes da sua superioridade, passaram a enfeitar e fazer firula. O problema é que eles não têm jeito pra isso. Aí o jogo ficou sem graça, enjoado, daqueles que dá vontade de desligar a TV. O segundo tempo foi pior do que Equador x Polônia.

Com jogo amarrado, até que deu vontade voltar a torcer por um time que tem Zé Kalanga (dizem que o pai dele é dono de um pega-bêbo em Luanda), Locó e Jamba. Mas Angola é fraca de dar dó, apesar da vontade e da coragem os caras não acertavam uma jogada no ataque.

Faltava uns 20 minutos pro fim e eu percebi que já estava neutro, torcendo pro juiz acabar logo com aquela tortura e me liberar pra escrever, botar esse troço no ar e tirar um cochilo.

A próxima atualização no blog será amanhã à noite, com Marcel Tito escrevendo sobre um jogo que ele ainda não escolheu.

Profunda análise dos sulanqueiros e galegos

Inglaterra 1 x 0 Paraguai
(por João Valadares)

- Alô. É Juarez?

- É não. É Wellington que tá falando.

- Wellington, aqui é João do 1302. Tô precisando falar com Juarez.

- Ele tá abrindo o portão agora que vai saindo um carro. Pronto, ele chegou aqui na portaria.

- Diga seu João. É Juarez que tá na escuta.

- Rapaz, você conseguiu aquela televisão que tinha me pedido para assistir aos jogos da Copa?

- Consegui sim. Foi com seu Otávio do oitavo. Ela é meio safada, mas tá legal. É colorida e tudo. Quando começa a farrapar, dou umas tapinhas e a frescura passa. Seu Otávio até disse que eu poderia ficar com ela quando acabar a Copa. Já viu rico oferecer alguma coisa que preste?

- Deixa isso para lá. Rapaz, tô numa ressaca triste. Cheguei de manhã em casa. Perdi o jogo Inglaterra e Paraguai. Tinha que escrever um comentário para colocar num site de uns cabra- safados amigos meus. Lembrei daquela nossa conversa sobre o futebol naquele dia, aí mesmo na portaria. E notei que você era viciado em futebol. Tá lembrado? naquele dia que você disse que era mais Ronaldinho Gaúcho com um pé só, cego e sem os dois braços do que qualquer jogador da Argentina.

- É. notei pela voz que o senhor tomou umas meropéias. Eu vi tudinho. Não perco jogo nenhum da Copa. Posso contar. Mas essas coisas de análise não sei fazer não. Mas acho que ninguém sabe. “Mininu”, aquele Galvão fala merda que só o carai.

- Que porra de análise. Sou mais você com um olho só, olhando os jogos nessa televisão fuleira do que Falcão, Casa Grande e Galvão Bueno juntos assistindo aos jogos na beira do gramado. Conta aí. Primeiro quero saber quanto foi o jogo e quem jogou melhor.

- Ói, foi 1 x 0 só vi? No primeiro tempo, só no primeiro tempo, a Inglaterra deu um pirão no time dos sulanqueiros. Pirão daqueles que o cara come e começa a suar. Pirão de Dona Cocada, uma macumbeira boa que tinha lá em Mirante, no Ceará. Pense num vareio de bola.

- Sulanqueiros?

- É. Esses putos falsificam tudo que é coisa. Comprei a porra de um rádio fabricado lá e já quebrou. Acho que até aquele padrão era da Sulanca. Pegaram um carregamento de camisas do Cruzeiro e costuraram o escudo nele. Fiquei até procurando Carlinhos Bala.

-Cruzeiro? Paraguai é vermelho e branco! Tu tá doido é?

- Mai agora tão cheio frescura. Tu tá por fora. Juro que jogaram de azul. Tinha até aquela Puma na camisa. Mas quem vai respeitar um time que joga de vermelho e branco? Acho que eles jogam melhor do que o Náutico.

- Pode continuar. Como foi?– Ói, oO time do galego jogou bola na primeira parte. Tinha até ficado com medo deles. Começaram bem. Colocaram os caras na roda. Eita porra. espera que chegou um carro. É rapidinho.

*****
Cinco minutos depois … (que demora…)
- Aí ele chutou e foi gol.
- Gol? Você ainda tava no começo do jogo.
- Ahh sim! O gol foi no começo mesmo. Acho que uns três minutos.
- Gol de quem?
- Rapai, Gamarra deu uma de cocorote.
- Como assim? Cocorote?
- É. Boiola. Aro. Coió.
- Por quê?
- Resolveu cagar pra dentro.
- Como?
- Foi assim. O beque chutou.
- E foi gol de zagueiro?
- Não. Beque, aquele galego metido a bonitão. Sempre achei que o galego só tinha borlaite. Eu era arretado com ele. Minhas pirraias só falam nesse puto, quando ele aparece na televisão. Pensei que ele só jogava com truque de comercial de refrigerante. Mai né não vi? O bicho parece que tem as mãos no lugar dos pés. É uma miséra batendo na bola. Dava certinho no meio de campo do santinha. O senhor entende? Ele coloca a menina com a mão. A bola vai onde ele quer. Fico até com medo dele começar a botar a mão na gaveta de Dida.
- Sim, porra. Conta do gol.
- E então. Ele meteu um bola daquelas mei de rosca. A bichinha foi voando, voando e Gamarra meteu a cabeça nela. E jogou merda no ventilador. Fedeu. E Galvão passou o jogo todinho babando o ovo dele. Dizendo que ele não fez nenhuma falta. Era melhor ter feito 80 faltas e num ter jogado contra a própria barra. Né foda? Me arreto com essas coisas.
- E o Paraguai?
- No primeiro tempo ficou só olhando. Parecia um time chamado Cabeça de Calango, que tinha lá no meu interior. Os sulanqueiros ficaram olhando a menina passar de um lado para o outro. Por isso que chamam cavalo paraguaio né? Cavalo do Paraguai é assim, é? Seio não. Esses putos num fizeram nem um gol falsificado.
- Pensei que eles tinham um time arrumado. Tem não é?
- No segundo tempo, até que melhoraram. Mai aquela coisa que engana quem não entende de futebol. Fica tocando, mas num faz porra nenhuma.Tinha até um tal de Santa Cruz. O cabra disse que ele jogava bola. Pelo nome, desconfiei logo. Nem no Paraguai, essa porra do nosso time tem jeito. Tá foda. Já tô me arretando.
- Pode continuar.
- Ói, o Paraguai, na segunda parte, foi lá e veio cá. Mai só fica feito peru bêbo em época de Natal. A gente pensa que ele tá bom, mas tá ruim que nem a febre do rato.
- E os craques da Inglaterra?
- Tinha um cara na Inglaterra que tava maconhado, vi? Era que nem um homem da meia-noite. Só que falava inglês o miserávi. O bicho faz mais falta do que Roberto e Valença juntos. Galvão disse que ele num jogava nada. Mai achei ele perturbador. Tava em todo canto o vara-pau, parecia um bode pinotador quando come por engano maconha pensando que é pasto. Lembrei de um ponta lá do Cabeça de Calango chamado Girafinha. Esse da Inglaterra tinha bem umas quatro pernas o miserávi. Pense num cabra errado. Mai tu sabe que futebol num é um jogo muito certo não né? Tudo em volta do buraco é beira. Entrou é gol e pronto. Acho que ele vai fazer gol que só a peste nessa Copa. Ói o que tô dizendo.
- Mas pelo que notei do seu comentário, a Inglaterra não tem esse time todo não né?
- Seio não. Acho que eles vão engrenar. Tão na moita feito a Argentina. Começaram o jogo tratando a redonda como moça “virge”. Pense num carinho com a menina. Era passeando de mão dada de um lado para o outro e cheiro no cangote. No segundo tempo, parece que estavam casados há 40 anos com a bicha. Os zé branquelos num queriam nem ver a pelota. Era cada chute doido no pé da orêia. Foi bronca. Os sulanqueiros quase furam um gol.
- E Galvão gostou do jogo?
- Que porra de Galvão. Você disse que eu era melhor do que ele. Ele ficou esculhambando o árbitro o tempo todo só porque ele tava aplicando a regra. Me arretei logo. Me arretei mesmo. Ele pensa que a gente é surdo. Repete a mesma coisa. Me diga uma coisa. A Inglaterra é perto da Alemanha?
- É sim.
- Que torcida viu? Fiquei até com pena dos sulanqueiros. Canta o hino o tempo todo. É um tal de “Salve Rainha”. Acho que até Mãe Rainha, lá em Ouro Preto, se arrepiou.
- Então tá.
- Você vai escrever isso no jornal é? É doido é?
- Não. É na internet. É que tô de ressaca e perdi o jogo.
- Sei. Rapaz, tu bebe mai do que Zeca Pagodinho e Cana Brava junto. Já disse para você pegar mai de leve.
- Juarez, valeu meu velho. Tô confiando no seu faro. Nem olhei aqui na internet para não me influenciar. Depois digo o que o pessoal achou da sua análise.
- Análise um carai. Isso é observação de conhecedor. Vejo futebol há muito tempo. Se alguém não concordar não sabe nada de bola. É isso mesmo. Sim, ia esquecendo. Gostei de Gerardo, Lâmpada e Cou. São bons de bola. Dava certinho no Santinha, mai com esse treinador novo num sei se eles jogavam bem não.
Próxima atualização: domingo à noite, com o jogo Angola x Portugal sob o ponto de vista de Inácio França

Em campo, a segunda divisão da Copa



Equador 2 X 0 Polônia
(por Júlio Vila Nova)

A Copa do Mundo já viu jogos melhores. Mas, no final, foi merecida a vitória do Equador, o menos ruim.

Dois países com grande expectativa por sua participação nesta Copa, já que em 2002 fizeram pífias campanhas. Assim, deve ter rolado no velho continente muita vodka Wiborowa (uma das melhores, 700 anos de tradição, destilada de cereais) e muita chicha com cachaça nas redondezas da linha imaginária que divide o mundo ao meio (o google diz que chicha é a bebida típica de lá, feita de milho).

Foi uma edição do clássico confronto entre América do Sul e Europa, com representantes, digamos, de menor grandeza, uma espécie de segunda divisão na Copa. Nas arquibancadas, de um lado, morenas e gordinhos de chapéu panamá; e de outro, loiraças de olhos verdes e galegos de cara pintada. Em campo, uma seleção predominantemente negra, com nomes conhecidos (tinha até um Espinoza – vai-te !-, bom zagueiro até). De outro, uma escalação que é uma mistura de nomes de remédio para males intestinais, pulmonares ou vasculares. Uma escalação que dá para fazer uma boa quantidade de caça-palavras, para endoidar qualquer aficcionado nessa diversão.

Não deu pra sair de casa, e tive que assistir à transmissão global mesmo, acompanhado de duas cervejas, uma para cada tempo, pra não correr o risco de beber muito e esquecer algum detalhe. E o jogo, afinal, só teve mesmo alguns detalhes. A narração de Cléber Machado (acertei em não escolher um jogo transmitido por Galvão pé-no-saco Bueno) foi eficiente, embora sempre fique no ar a impressão de que a gente está sendo enrolado na identificação de Ktrgetdncowsky no lugar de Grzegorzjylawski. O comentarista, Noronha, não fez seu trabalho com mais empolgação porque não tinha nenhum time carioca em campo.

Sobre o jogo, por partes: a Polônia não é mais a mesma. Acabou-se a geração de craques como Lato (carrasco do Brasil em 74, eleito Senador em 2002, segundo algum site na internet), o goleiro Tomaszewski ou Boniek, jogadores que conquistaram dois terceiros lugares (em 74 e em 82). Futebol burocrático, pouca habilidade individual, relativa eficiência na marcação. E só. O jogo da Polônia não flui legal, é aquele congestionamento no meio campo ou aqueles lançamentos longos sem muito resultado. Dá para dizer que é complicado como o excesso de consoantes dos nomes dos seus esforçados atletas.

O Equador começou também jogando mal, um jogo truncado, muito por causa da Polônia, que não deixa ninguém jogar, com sua marcação chata. Mas saiu o primeiro gol equatoriano, de um lance de cobrança de lateral, o que mostra a falta de coisa melhor no jogo. Alguns lampejos de criatividade latina, mas pouco ainda para uma seleção que fez ótima campanha nas eliminatórias, terminando em terceiro lugar, inclusive tendo vencido Brasil e Argentina, em Quito. E acabou o primeiro tempo, parecendo que a gente tinha visto CRB e São Raimundo, ou coisa que o valha.

No segundo tempo, para a surpresa geral de toda a torcida que acompanhou o jogo nos quatro cantos do mundo…não melhorou quase nada! Mas a Polônia foi mais à frente e meteu duas bolas na trave, já no final da partida. Poderia ter tido sorte melhor. O Equador marcou o segundo gol aos 35 do segundo tempo, e conseguiu segurar até o fim. Aos 32, havia entrado em campo o valente Kosowski (com três vogais no nome), pela Polônia, ajudando um pouco mais seu time com algumas jogadas pela direita. Essa substituição também ajudou um pouco também o narrador, porque ele entrou no lugar de Stamprakjfgtuiwski.

Nos minutos finais, um olé da torcida equatoriana, na onda da farra do mundial. É o nosso jeito sulamericano de tirar onda. Um outro lance curioso da partida revelou bem esse jeito: aos 43 do primeiro tempo, o goleiro Mora demorou para repor a bola em jogo, e aí o juiz japonês Kanikama Sashimni Yamaha corre até ele para adverti-lo. O goleiro, cara pintada com a bandeira equatoriana, diz amigavelmente “Muy bien, japiña, quedese tranqüilo, muchacho !!”, e dá um tapinha cordial no peito do árbitro. Comentário do narrador global: “o goleiro demonstra até uma certa intimidade com o juiz”.

Valeu, minha gente !

Saudações corais !

A próxima atualização do Blog será no sábado à tarde, com texto do jornalista João Valadares sobre a partida Inglaterra x Paraguai.

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