Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Campanha de sócios, pra quê te quero? – Parte I

Cerveja Boca Juniors Mancuso

Mancuso, o craque de Jonas Alvarenga: como uma cerveja, no começo era bom, mas com o tempo azedou... (foto extraída do blog latasfc.wordpress.com)

Por Gerrá da Zabumba, do Blog do Santinha

Toda vez que se fala em nova campanha de sócios no Santa Cruz, o primeiro nome que surge é o de Jonas Alvarenga. É como se o ex-presidente fosse o maior expert neste assunto.

Estive dentro do clube na gestão de Jonas Alvarenga. Eu, Flávio Lins, Ivan Patriota, Edward, Murilo, Fábio Câmara e outros amigos tricolores corais santacruzenses das bandas do Arruda. Tentávamos emplacar um projeto de modernização administrativa e viramos o tal conselheiro colaborador. O conselheiro denorex, aquele que parece mais não é.

Vimos de perto a tão falada campanha de sócios de Jonas. Uma campanha baseada no oba-oba. Contratação de jogadores famosos, mas fora de moda, e propaganda foram as bases do projeto “Santa Cruz o Barcelona do Nordeste”. Era esse o chavão usado por Alvarenga. Transformar o Santa no Barcelona nordestino.

Entretanto, não havia nada que fidelizasse o sócio. O resultado é que os cerca de vinte mil sócios tão comentados ainda hoje não foram adimplentes por mais de três meses. Em pouco tempo a quantidade de sócios pagando em dia era bem pequena.

Lembro que existia um tipo de associado que pagava cinco reais e ganhava ingresso de graça. Na época, Flávio Lins mostrou que esse valor dava prejuízo ao clube. Umas dass aberrações era que muitos torcedores se associavam somente para garantir os seus ingressos naquele mês e não pagavam mais as mensalidades.

Acho Alvarenga um sujeito carismático e não tenho a menor dúvida sobre a sua paixão pelo Santa. Tenho também a certeza que somos os torcedores mais apaixonados do Brasil. A torcida do Santa sempre chega junto quando é convocada. Para se ter uma idéia, no início da gestão de Edson Nogueira (toc, toc, toc) o Santa Cruz teve praticamente oito mil sócios em dia.

Porém, não são somente paixão e carisma que sustentarão um expressivo quadro de associados pagando em dia.

Claro que títulos e time bom são variáveis importantíssimas para que um clube de futebol tenha muitos sócios. Mas facilidade para pagamento das mensalidades (cartão de crédito, débito em conta e impressão de boleto bancário), site específico para os sócios, bom atendimento, conforto para aquisição de ingressos, boas acomodações, serviços diferenciados no setor das sociais, descontos em lojas e eventos, entre outros, são primordiais para que o torcedor se anime e pague em dia.

Da gestão de Jonas Alvarenga até hoje já se passaram dez anos. Tomara que ele tenha revisto os seus conceitos. Espero que Alvarenga tenha estudado e pesquisado sobre esse assunto. Não é preciso ir muito longe. O site Sou mais ceará é um bom exemplo de um projeto para alavancar o número de sócios no clube. Outro exemplo está ali na Casa da Barbie, na Rosa & Silva. Os associados da boneca podem pagar suas mensalidades com cartão de crédito.

No próximo artigo, nosso enviado especial a Porto Alegre Luís Oliveira explica: como o internacional e o grêmio tratam seus sócios?

Convites Corais: Presépio dos Irmãos Valença / Confra da Turma da Tesoura

Convite - Presépio dos Irmãos Valença

Convidamos a prestigiar esta tradicional opereta natalina, o Presépio dos Irmãos Valença, na comemoração dos seus 145 anos, cujo elenco é composto por integrantes da sétima geração da Família Valença e amigos.

Os Irmãos Valença são compositores, dentre outras maravilhas, do hino oficial do Mais Querido Clube das Multidões (Santa Cruz Futebol Clube) e da marcha carnavalesca “O Teu Cabelo Não Nega” (com Lamartine Babo)

Dividida em três atos, a montagem traz a anunciação do nascimento do menino Jesus, a caminhada das pastoras e a chegada ao presépio, quando Satanás é derrotado. As apresentações ocorrem no Teatro Apolo (17 e 18/12, às 20h e 19/12 às 18h) e no Teatro Barreto Jr. (23/12, às 20h). A entrada é franca (por Victor Miranda, engenheiro eletricista, e Márcia Sena, produtora cultural).

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Confraternização da Turma da Tesoura

Tricolores, o jantar da Turma da Tesoura será hoje (17) a partir das 20h no parque aquático da sede social do Mais Querido.

A Turma da Tesoura nasceu há quase 40 anos nas arquibancadas privativas aos sócios do Santa Cruz Futebol Clube, as chamadas sociais, e, desde sua criação, acompanha treinos, fiscaliza obras e cobra resultados com a isenção de quem jamais abandonou o clube. Pela Tesoura, passaram torcedores que se tornaram presidentes, dirigentes e beneméritos.

Um ajudinha dos universitários

Convite da defesa do projeto "Tri (amor) - Um programa de rádio sobre o Santa Cruz Futebol Clube"

Defesa do projeto Tri (amor) – Um programa de rádio sobre o Santa Cruz Futebol Clube

Local: Estúdio de rádio do Bloco B na Faculdade Maurício de Nassau
Dia: 16/12
Horário: 18h
Curso: Jornalismo
Alunos: Leonilson Ferreira
Marily Stephane
Orientadora: Silvana Marpoara

Nota da redação 1: O editor-chefe deste blog Samarone Lima é um dos entrevistados, mas isso é besteira. O bom é ver gente pesquisando sobre o Santa.

Nota da redação 2: Como informamos na última terça, teremos um novo sistema de comentários, mas até terminarmos o blog permanecerá meio esquisito. Se seu comentário não for publicado de cara, não entre em pânico; e nem pense que é alguma censura…

Nota 3: A “Turma da Tesoura” vai fazer seu tradicional jantar de confraternizacao amanha (17.12), em nosso Parque Aquático. Todos estao convidados. Maiores informacoes, falar com Lulina (9934.4537). A todos, desejamos um ótimo encontro.

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ATUALIZAÇÃO: Recebemos um comentário do ex-candidato a presidente do clube Sérgio Murilo no post anterior (Reforma do Estatuto: Coisa para quem tem coragem de pensar no clube). Pela relevância do texto, vamos compartilhar com todos neste post:

“Gerrá,
em nossa campanha, prometemos entregar um novo Estatuto ao clube em 6 meses. A frente desse projeto estava o Competentíssimo Gerino Xavier, que participou da nossa Chapa como Presidente do Conselho Deliberativo, que você conhece bem (ilustres tricolores como Você, Dimas, Fred Arruda, Gileno, Claudemir e tantos outros, colaboraram para produzi-lo ). Após o Teatro das eleições, nosso Grupo continua se reunindo e discutindo as coisas do Santa Cruz e analisando a melhor forma de continuar contribuindo com o Clube. Entendemos também que um Estatuto moderno que vise proteger os interesses da instituição, punindo os maus gestores e trazendo o sócio para participar das decisões do clube é o caminho de um NOVO Santa Cruz. Assim, em breve, será Protocolado na Secretaria do Clube uma Minuta Moderna de Estatuto (apesar de sabermos que os velhos e arcaicos Dirigentes irão encostá-la).

Estamos atentos às promessas feitas na Campanha do atual Presidente. O que se observa até agora é que passaram apenas de promessas de campanha, com a finalidade mais uma vez de interesses pessoais.

É condição de sobrevivência para o Santa Cruz, que seu Estatuto seja modernizado, só assim as velhas práticas e os péssimos dirigentes se afastarão definitivamente do Clube. Tenham certeza, que tínhamos e ainda temos, uma união de grandes tricolores em torno de um projeto viável, com pessoas competentes, honestas e comprometidas.

Aproveito a oportunidade para dizer que acredito que conquistamos uma vitória diferente. Não a vitória da conquista eleitoral, mas a vitória que só aqueles que não se afastam dos seus princípios éticos, daqueles que não se utilizam de alianças com prazo de validade, para se fazerem de vitoriosos.

Assim, agradecendo a todos, reitero nosso compromisso, de permanecer presente, para que juntos possamos ajudar a construir um Clube forte, um Santa Cruz Imbatível!

Sds

Sérgio Murilo”

Reforma do Estatuto: Coisa para quem tem coragem de pensar no clube

Estatuto

Por Gerrá da Zabumba, do Blog do Santinha

Esta semana, o internauta Marcelo Almeida postou dois comentários que falavam sobre estatuto.

Um dizia assim:

“Samarone, acho que o nosso pior hábito clubístico é o de não interferir na gestão de futebol e seus resultados. Não falo de revoltas, quebra-quebras, choradeiras. Falo de sistemática, sistemas de freios etc. É muita carta branca do jeito que está. Ou reformulamos o Estatuto, ou ficaremos sempre nas mãos do comandante e seus asseclas.”

O outro era:

“Está aí um bom mote para a oposição: A reforma do Estatuto para que nenhuma gestão passe como praga de gafanhotos. Ou será que a oposição não se interessa por isso? Vai que chegam num dia na plantação né?”

Não lembro se conheço Marcelo Almeida. Também não sei nem se ele é um internauta travestido, o famoso fake. Mas isso não importa. O cara tocou num assunto de extrema importância e que pouca gente tem saco para discutir.

Pois bem. Por duas vezes fui conselheiro do Santa Cruz. Sempre tive como principal propósito colaborar com a formulação de um novo estatuto para o Clube. Nas duas vezes sai com o sentimento da frustração. Por mais que se tenha tentado, nada foi feito.

Há muito que tenho dito: Enquanto o Santa não tiver um estatuto moderno, que garanta lisura na eleição e um conselho deliberativo forte, e que crie mecanismos de controle no clube, podemos até ter alguns sucessos esporádicos dentro de campo, mas o nosso Santa Cruz não crescerá e não voltará a ser um grande clube do futebol brasileiro, como já foi.

Na gestão de Fernando Bezerra Coelho, onde o Conselho foi presidido por Roberto Arraes, umas das promessas era uma reforma no Estatuto. Entretanto, nunca se avançou no assunto. Até que tentaram. Criou-se uma Comissão de Estatuto, algumas reuniões foram feitas, mas faltou tesão e coragem por parte de quem estava à frente dos trabalhos, a mesa do Conselho.

Dizer que a reforma do estatuto não saiu por falta de quorum é tentar enganar os inocentes.

A verdade é que modernizar o estatuto do clube vai de encontro aos interesses daqueles que querem o ambiente tricolor vulnerável e sendo a casa de Noca. E aí, para não baterem de frente, os que comandam o Conselho se esquivam e vão empurrando o assunto com a barriga.

No primeiro semestre deste ano, embalados pela possibilidade da reforma estatutária sair, eu e alguns redigimos uma minuta de um novo estatuto. Éramos cinco. Eu, Gileno, Dimas, Gerino e Claudemir. Todos conselheiros.

Um trabalho que consumiu cerca de dois meses e que foi feito com prazer, pois vislumbrávamos ali a contribuição para o clube tomar novos rumos. Chegamos até nos reunir com alguns membros da mesa do Deliberativo.

Assuntos como eleição proporcional para o Conselho, critérios para nomeação de diretores, publicação mensal de lista de sócios, entre outros, foram amplamente discutidos entre nós.

A metodologia era simples: pegamos o estatuto atual e fomos discutindo cada um dos seus capítulos e artigos. Pesquisamos outros estatutos, analisamos a viabilidade de nossas idéias e chegamos à redação final.

Essa minuta foi formatada e entregue nas mãos da presidência do Deliberativo. Deixamos claro que todo aquele material poderia ser utilizado e que não fazíamos questão nenhuma pelos créditos.

Até hoje não temos conhecimento do que foi feito com a nossa colaboração.

Não sei se o grupo que esteve à frente da candidatura de Sérgio Murilo pegará esse mote, como disse Marcelo Almeida no seu comentário, para exigir uma mudança no nosso Estatuto. Apesar de ter apoiado a candidatura de Sérgio, não faço parte do seu grupo.

Desafio esse novo conselho deliberativo a reformar o estatuto do Santa Cruz. Uma reforma que passe por uma ampla discussão sobre o assunto e que seja aberta a todos. Torço por isto, mas desconfio que nem Fernando Bezerra Coelho, nem os outros que estão na mesa do Conselho, tenham o famoso “culhão” para encarar essa empreitada. Afinal, o jogo de interesses dentro do clube é grande.

Ah, antes que eu esqueça, se os novos dirigentes quiserem, é só avisar que entregamos todo o material produzido.

Nota: Até sexta-feira, disponibilizaremos na íntegra a proposta de reforma do Estatuto do Santa Cruz, para leitura e contribuição dos torcedores.

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